segunda-feira, 3 de junho de 2013

Superávit comercial caiu 74,3% em maio; pior resultado no mês desde 2002


O superávit comercial do Brasil caiu 74,3% em maio com relação ao mesmo mês do ano passado, até US$ 760 milhões, o pior resultado para um mês de maio desde 2002.

O número é fruto de exportações de US$ 21,824 bilhões e importações de US$ 21,064 bilhões e constitui o segundo resultado mensal positivo na balança comercial neste ano, informou o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em comunicado.
As exportações foram ligeiramente inferiores (-1,5%) às de maio do ano passado e se expandiram 10,8% em relação a abril, enquanto as importações subiram 9% em termos anualizados e aumentaram 2% em relação ao mês anterior.
O Brasil acumulou até maio um déficit comercial de US$ 5,392 bilhões, o que contrasta com o superávit de US$ 6,261 bilhões registrado nos cinco primeiros meses de 2012.
O país melhorou suas vendas à China, seu principal mercado, em 10,6%, até os US$ 5,630 bilhões, graças ao aumento das vendas de açúcar, cobre, celulose, ferro e soja, entre outros.
Por outro lado, as vendas aos Estados Unidos, seu segundo maior comprador, caíram 14,1%, até US$ 2,239 bilhões, com quedas nos setores de petróleo, ferro e motores, entre outros.
As exportações à Argentina, terceiro cliente do Brasil, subiram 18,5%, para registrar US$ 1,826 bilhão, pelo aumento das vendas de veículos, motores e peças de automoção, pneus e ferro. 

Brasil Mais Seguro será implantado no RN

Na área de Segurança, uma importante ação foi assinada pela governadora Rosalba Ciarlini com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o prefeito de Natal, Carlos Eduardo: o acordo de cooperação do programa Brasil Mais Seguro, entre o Ministério da Justiça e o Governo do Estado. O Rio Grande do Norte é o terceiro estado do país a aderir ao programa, depois de Paraíba e Alagoas. 
Para o secretário estadual de Segurança, Aldair da Rocha, “a assinatura embasará a elaboração da matriz de responsabilidades para a atuação conjunta de Municípios, Estado e União”, fortalecendo ações estaduais já em execução. 
O Programa Brasil Mais Seguro integra o Plano Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e tem o objetivo de promover ações voltadas para o fortalecimento das fronteiras, o enfrentamento às drogas, o combate às organizações criminosas, a melhoria do sistema prisional, a segurança pública para grandes eventos, a criação do Sistema Nacional de Informação em Segurança Pública e a redução da criminalidade violenta. 
Em Alagoas, onde foi criado em caráter piloto em junho de 2012, o programa alcançou resultados positivos para a segurança pública. Com o pacto, foi registrada uma redução de 12% nos índices de criminalidade violenta no Estado de Alagoas e queda de 23% só em Maceió.

Consumidores começam a ser informados sobre custo de geração de energia elétrica


Desde o (1º), as distribuidoras de energia elétrica deverão informar, por meio das faturas emitidas aos consumidores, as bandeiras tarifárias (verde, amarela e vermelha) que indicarão o custo da energia usada em função das condições de geração de eletricidade. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para o mês de junho foram acionadas bandeiras vermelhas nos quatro subsistemas de geração de energia: Sudeste/Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul.

As bandeiras tarifárias funcionarão como um semáforo de trânsito: a verde significa custos baixos de geração, portanto, a energia elétrica estará mais barata naquele mês. A bandeira amarela indicará um sinal de atenção, pois os custos estão aumentando. Já a bandeira vermelha mostra que a energia necessária para atender a demanda dos consumidores tem sido gerada com custos maiores – um exemplo é o maior acionamento de termelétricas, uma fonte mais cara do que as usinas hidrelétricas para gerar energia. Nesse período, o custo da energia poderá aumentar.
A aplicação das bandeiras tarifárias deverá ser efetivada pelas distribuidoras do país a partir de janeiro de 2014, mas, neste mês, começa o período de testes. Com a sistemática, haverá uma sinalização mensal do custo de geração de energia elétrica, dando ao cidadão a oportunidade de gerenciar melhor o seu consumo de energia e reduzir o valor da conta de luz.

Saúde define regras para centros de parto normal e gestantes de alto risco

Gravidez (Foto: PA) 
O Ministério da Saúde estabeleceu novas regras para implantação e funcionamento de Centros de Parto Normal pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo da portaria, publicada nesta sexta-feira (31) no Diário Oficial da União, é fazer investimentos para melhorar o atendimento às mulheres e aos bebês na hora do nascimento.
Segundo o ministério, alguns centros já existem e quatro deles são financiados com recursos federais. Com as novas diretrizes, porém, fica definida a verba para construção de novas unidades, que fazem parte da Rede Cegonha, programa federal criado em 2011 e destinado a gestantes e bebês com até 2 anos de vida. 
A meta do ministério é que, até 2014, 280 novos Centros de Parto Normal sejam criados em todo o país. Cada um deve estar ligado a um hospital público, funcionando ou dentro dele ou em uma região próxima, com no máximo 200 metros de distância.
O texto do Diário Oficial também fixa os protocolos de atendimento para as mulheres grávidas e seus bebês, a estrutura necessária para os centros e como será feito o repasse de recursos.
Cada unidade que funcionar dentro dos hospitais deverá ter entre três e cinco quartos privativos destinados às pacientes e a seus acompanhantes. Por ano, devem ser feitos nesses locais pelo menos 480 partos normais, uma média de 40 por mês.
Já os centros próximos a hospitais devem ter pelo menos cinco quartos destinados ao nascimento de bebês, com no mínimo 840 partos por ano, ou 70 por mês. Essa atividade será acompanhada periodicamente por um gestor local de saúde e pelo ministério, que poderá determinar a suspensão dos repasses financeiros e a desativação dos centros, caso os requisitos não sejam cumpridos.
A portaria estabelece, ainda, a equipe mínima de profissionais que deve atuar em cada parto, o que inclui médicos, enfermeiros obstétricos, obstetrizes, técnicos de enfermagem e auxiliares de serviços gerais. Uma parteira tradicional poderá colaborar no processo quando for considerado adequado, segundo as especificidades de cada região e o desejo da mulher.
Gestantes de alto risco
Outra portaria do Ministério da Saúde publicada nesta sexta-feira estabelece novas diretrizes e mais recursos para atendimento de gestantes de alto risco, situação que, segundo o governo, abrange fatores orgânicos, socioeconômicos e demográficos. A medida deve beneficiar cerca de 390 mil mulheres, e o investimento esperado é de R$ 123 milhões por ano.
São consideradas gestantes de alto risco as mulheres portadoras de doenças que podem se agravar durante a gravidez ou que apresentam problemas de saúde que podem ter sido desencadeados nesse período. São exemplos: hipertensão, eclâmpsia, diabetes, infecções, doenças do coração e do aparelho circulatório.
De acordo com o texto, essas pacientes devem ter acompanhamento de uma equipe multiprofissional, que reúne obstetras, pediatras, anestesistas, clínicos gerais, médicos especializados em recém-nascidos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e nutricionistas.
Além disso, o pré-natal de alto risco deve ser realizado em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um ambulatório especializado, vinculado ou não a um hospital ou maternidade.
"Com a qualificação do pré-natal, é possível reduzir as taxas de prematuridade, de mortalidade materna e neonatal", explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Também estão previstas boas práticas de atenção ao parto, com protocolos definidos segundo as complicações de cada paciente. As gestantes têm direito, ainda, a exames de laboratório, ultrassonografia, eletrocardiograma, cardiotocografia, raio X, e coleta de leite materno.
Atualmente, existem 196 maternidades de referência em gravidez de alto risco habilitadas pelo Ministério da Saúde. A expectativa, com a nova portaria, é que o número de maternidades dobre, chegando a 390, e de o número de leitos qualificados para alto risco seja de 2.885 até 2014.
A portaria também fala sobre as Casas da Gestante, Bebê e Puérpera, uma residência provisória para cuidado de até 20 pessoas, incluindo mulheres com gravidez de alto risco e bebês. Esses lugares devem estar vinculados a um hospital de referência e localizados próximo dele, de preferência em um raio máximo de 5 quilômetros. Esses espaços evitam que a mulher fique internada no hospital, contribuindo para melhorar a gestão dos leitos de gestação de alto risco nas maternidades.
No ano passado, foram aprovados 33 projetos para implantação dessas casas no país, sendo 14 para construção, dois para reforma e 17 para ampliação. Desse total de obras, estão previstas pelo menos 18 em funcionamento até o fim de 2014.
Fonte: G1

Problemas com cobrança no topo da lista de reclamações na Anatel


A Agencia Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou nesta sexta-feira alguns dados sobre as reclamações recebidas no seu call center durante o mês de março deste ano. Os problemas com a cobrança encabeçam a lista das queixas dos vários serviços. Das 111.154 reclamações recebidas pela agencia em relação a telefonia móvel naquele mês, 39,54% foram por causa de cobrança (43.953).
Os outros problemas foram Serviços Adicionais (10.082); Reparo (7.785); Planos de serviço (6.490); Cancelamento (6.349); Atendimento (5.733); Habilitação (5.449); Bloqueio (5.048); Cartão pré-pago (3.601); Promoções (3.471); e Demais Motivos (13.240).
TV por assinatura
No país, já existiam 16.160.319 de domicílios com o serviço de TV paga no mês de março deste ano. A cobrança também foi o principal motivo de reclamação dos clientes de TV por assinatura no call center da Anatel naquele mês. Elas chegaram a 35,17% ou 8.630 de um total de 24.535. A segunda razão para que os assinantes procurassem a central de atendimento foi problemas com Reparo (4.258); seguido por Cancelamento (3.584); Instalação (1.905); Atendimento (1.399); Programação (1.224); Bloqueio (715); Serviços Adicionais (598); pedidos de mudança de endereço (525); Equipamento (484); e Demais Motivos (1.213). 
Telefonia Fixa
Do total de 44.198.557 assinantes de telefone fixo em março, 95.036 fizeram reclamações no call center da Anatel. Neste caso, as queixas sobre cobrança ficaram em segundo lugar, representando 26,65% do total ou 25.325, a primeira razão das reclamações foi o Reparo (33.921). Os clientes também ficaram insatisfeitos com a Instalação de Acessos Individuais (8.090); Cancelamento (4.901); Mudança de endereço (4.668); Atendimento (4.506); Código de acesso (3.789); Planos de serviço (3.589); Bloqueio (3.038); e Serviços Adicionais (1.305). 
A Oi foi a empresa que teve mais reclamações, foram 3,106 por cada mil acessos, e seguida pela GVT, com 2,813; e a TIM 1,647. A que teve o melhor desempenho foi a Sercomtel com 0,351 queixas por cada mil acessos.
Fonte: O Globo - Online

Leite com formol: mais duas empresas anunciam recall

Mais duas empresas fabricantes de leite anunciaram recall pois os produtos estariam contaminados com formol. Enquanto a Goiasminas anunciou o recolhimento de 774 mil unidades do Italac Integral e Desnatado, a Líder Alimentos solicitou recall do lote TAP1MB, fabricado em 17 de dezembro, do UHT Desnatado Líder.
Na última terça-feira, a Vonpar Alimentos anunciou o recall de 990 mil litros do leite longa vida Mu-Mu, vendidos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A fabricante do Latvida foi a única que ainda não solicitou recolhimento do produto contaminado.
No início do mês, o Ministério Público do Rio Grande do Sul desencadeou uma ação contra fraudes no leite produzido no estado mais ao sul do país. De acordo com o órgão, as transportadoras adicionavam água ao produto para aumentar o volume na venda. A ureia, que contém formol e pode causar câncer, era usada para mascarar.
É possível tirar tirar dúvidas pelos telefones 0800 629 988 (Italac), 0800 724 4100 (Líder) e pelos e-mails sac@italac.com.br e sac@lideralimentos.com.br.

sábado, 1 de junho de 2013

Inscrições do Enem têm mais de 5,2 milhões de isentos

Mais de 65% do total de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão isentos da taxa de inscrição de R$ 35, conforme antecipou na última quarta-feira (29) a Agência Brasil. De acordo com dados divulgados hoje (31) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza o exame, 5.247.993 candidatos dos 7.834.024 que fizeram a inscrição atendem aos requisitos de isenção, comprovaram os dados e têm, portanto, a inscrição confirmada.
A isenção vale para estudantes concluintes do ensino médio em escolas públicas ou que têm renda mensal per capita inferior a um salário mínimo e meio. Segundo o Inep, 1.315.506 são concluintes de escolas públicas e 3.932.487 têm renda de até um salário mínimo e meio, ou seja, representam 50,2% dos total de inscritos e 75% dos isentos.
No ano passado o número total de isentos foi 3.994.140. Em relação ao total de inscritos no Enem 2012, 6,495 milhões, o número representa cerca de 61,5%. No ano passado, eram isentos além dos concluintes de escolas públicas, aqueles com renda de até um salário mínimo per capita.