terça-feira, 1 de outubro de 2013

Procura por seguros de celulares cresce 252% em 2013; demanda ainda deve aumentar


O celular é um bem muito importante para as pessoas, pois nele estão os contatos pessoais, mensagens, fotos, e se for um smartphone então, as informações que o aparelho guarda são das mais variadas. Por isso, muitos se preocupam com a possibilidade do dispositivo quebrar ou então ser roubado, o que fez com que a procura por seguros para celulares subisse 252% entre janeiro e junho de 2013, em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dados são do Grupo BB e Mapfre que registrou mais de 14 mil contratos comercializados no primeiro semestre do ano, enquanto em 2012 o total foi de 4 mil apólices vendidas. Segundo o diretor de vendas da Pitzi, um clube de proteção de celulares, John Montealegre, o aumento da procura tem sido significativo e está, principalmente, ligado à penetração dos smartphones no mercado. “Os smartphones estão cada vez mais presentes na vida dos consumidores, de modo que ficar sem o aparelho atrapalha muito suas vidas”, explica.
Uma pesquisa realizada recentemente pela consultoria IDC mostra que, entre os meses de abril e junho, cerca de 15 milhões de telefones celulares foram adquiridos no País, sendo que destes, 54% eram smartphones e 46% celulares tradicionais. Além disso, a venda de celulares inteligentes cresceu 110% em relação ao mesmo período de 2012.
Custos
Em geral, os seguros cobrem até 75% do valor do celular em caso de um sinistro, mas em algumas situações, como roubo e furto qualificados, é possível até conseguir um aparelho novo igual ou similar ao antigo.

A gerente de negócios massificados da Zurich Seguros, que tem parceria com a operadora Vivo, Juliana Capuchinho, diz que os custos do serviço variam de acordo com o preço de cada aparelho, mas em média, é de 12% a 15% do valor do bem, anualmente.
Perspectiva
Para Montealegre, o mercado de seguros para smartphones deve continuar em destaque. “A perspectiva tende a ser bastante favorável, dado que os consumidores continuam inserindo os smartphones em suas vidas e estes continuam sendo os aparelhos mais importantes do dia a dia.”

Juliana ainda lembra que os smartphones suprem a necessidade do computador, “tanto que a comercialização dos PCs está caindo”, afirma. Um levantamento da Abinne (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) revelou que no primeiro semestre do ano, as vendas de desktops e notebooks tiveram retração de 12,7% e 7,3%, respectivamente, em comparação com o mesmo período de 2012.

Anatel: País acaba agosto com 268,44 mi de celulares


O Brasil terminou agosto com 268.440.423 linhas ativas na telefonia móvel. O dado foi divulgado nesta terça-feira, 01, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No período, as novas habilitações passaram da marca de 1,44 milhão de linhas, informou a agência.

Do estoque total ao final de agosto, havia 212,23 milhões de acessos pré-pagos, ou seja, 79,06%. Outros 56,21 milhões de celulares eram pós-pagos, representando 20,94%. A banda larga móvel totalizou 85,31 milhões de acessos, dos quais 398,62 mil são terminais 4G, relatou a Anatel.
Com o total de terminais móveis nas mãos dos brasileiros, a "teledensidade" chegou a 135,45 acessos para cada grupo de cem habitantes. Em julho, a teledensidade era de 134,81 acessos móveis para cada cem pessoas. Na prática, isso significa que há mais de um celular para cada brasileiro.
O Distrito Federal é a unidade da Federação com mais elevada teledensidade, com 220,91 terminais móveis para cada cem pessoas. O índice mais baixo é no Maranhão, com 95,32 celulares para cada cem moradores. O Estado de São Paulo - que é o principal mercado do País, com 64,918 milhões de celulares, ou seja, mais de 24% do total - registrou teledensidade de 153,64 terminais móveis para cada cem pessoas em agosto.
Divisão de mercado
Na divisão de mercado, a liderança é da Vivo, com 77,077 milhões de acessos móveis (28,71%). A segunda colocação pertence à TIM, com 72,924 milhões (27,17%). A Claro ocupa o terceiro lugar, com 67,111 milhões (25%). O quarto lugar é d Oi, com 50,048 milhões (18,64%). O ranking da Anatel inclui CTBC, Nextel, Sercomtel, Portoseguro e Datora que, juntas, somam 1,278 milhão de linhas, o que representa menos de 0,5% do mercado.

IBGE: inscrições para 420 vagas até o dia 24


Nesta terça-feira, 1º de outubro, serão abertas as inscrições do concurso para 420 vagas doInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) distribuídas pelos níveis médio (300) e superior (120), com remunerações que variam de R$ 3.186,10 a R$ 8.303,24, já contando com o auxílio-alimentação de R$373. Os futuros servidores também terão direito à auxílio-transporte e assistências médica e odontológica opcional com valores que variam entre R$ 82,83 e R$ 167,70 por pessoa. Segundo a gerente de Provimento e Acompanhamento de Recursos Humanos da instituição, Rossana Patitucci Franco, a intenção é convocar imediatamente os aprovados (leia entrevista abaixo na íntegra).

As oportunidades estão distribuídas por 277 cidades, em 23 estados, e os interessados podem inscrever-se no site da Cesgranrio até 24 de outubro. A taxa é de R$ 50 para o ensino médio e R$ 110 para o superior. Quem não tem condições de pagar pode solicitar isenção entre os dias 1° a 8 de outubro, mas para conseguir esse benefício, o interessado deve estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e ser membro de família de baixa renda.
As provas estão previstas para o dia 1º de dezembro para todos os cargos, das 13h às 17h. Para o ensino médio, serão 60 questões distribuídas por Conhecimentos Gerais (10), Específicos (10), Geografia (10), Língua Portuguesa (10), Noções de Informática (10) e Raciocínio Lógico. Cada questão de Português e Raciocínio Lógico valem 2,5 pontos; em Geografia cada uma vale 2 pontos e nas demais disciplinas, apenas um.
Para o ensino superior, haverá prova objetiva com 70 questões distribuídas por Conhecimentos Específicos (35), Língua Portuguesa (15), Língua Inglesa e Raciocínio Lógico (10). As questões específicas têm peso 2; Português e Lógica 1 e Língua Inglesa terá 0,5 de peso.
Haverá ainda um exame discursivo (três questões) para o cargo de analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas, na área de Análise de Sistemas/Desenvolvimento de Aplicações, no mesmo dia da prova de múltipla escolha. Os aprovados em até seis vezes o número de vagas no cargo de tecnologista em edição de vídeo, geoprocessamento e programação visual/planejamento e desenvolvimento para mídias eletrônicas farão prova prática no dia 19 de janeiro.

Idosos vivem melhor dez anos depois de promulgação de estatuto


A aposentada goiana Ilda Maria do Carmo é daquelas que acreditam que o avanço da idade não está necessariamente associado à diminuição da disposição, por exemplo, para atividades físicas e culturais. Aos 68 anos, ela aproveita o tempo livre para ir à academia, onde, três vezes por semana, caminha na esteira e faz musculação.

Para manter o cérebro ativo, Ilda lê revistas semanais, livros de temas variados e costuma ir a feiras de artesanato, cinemas e espetáculos musicais. Para fazer todos esses gastos caberem no orçamento doméstico, ela usa alguns dos benefícios previstos no Estatuto do Idoso, que completa dez anos hoje (1º), como a meia-entrada em teatros, cinemas e eventos culturais. Para Ilda, a facilidade estimula essa parcela da população a ter uma vida mais prazerosa.
"É bom porque a gente já tem que gastar tanto com remédios, que facilita um pouco para ter uma vida mais movimentada e até agradável. Em geral, eu fico sozinha em casa, porque minha filha sai para trabalhar, então tenho que encontrar atividades para ocupar o corpo e a mente", contou. "Muita gente fica admirada, mas eu digo que é importante. Enquanto eu puder, vou me movimentar bastante", acrescentou.
Esse tipo de benefício previsto no Estatuto do Idoso, válido para pessoas com 60 anos ou mais, é um dos principais avanços da lei na avaliação da demógrafa Ana Amélia Camarano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ela cita ainda a criminalização da violência contra brasileiros nessa idade e a definição de sanções administrativas para o não cumprimento dos dispositivos legais, atribuindo ao Ministério Público a responsabilidade de agir para garanti-los.
Por outro lado, a demógrafa critica o fato de o estatuto não ter estabelecido prioridades para a implementação nem fontes para o seu financiamento, como no caso da meia-entrada. Em sua avaliação, essa lacuna causa uma divisão mal planejada dos custos entre a sociedade.
“Esses dispositivos são importantes para promover a integração e a participação social da população idosa, mas com os avanços na cobertura dos benefícios da seguridade social, desde a Constituição Federal de 1988, houve uma dissociação entre envelhecimento e pobreza. Não se pode mais dizer que a população idosa é mais pobre do que a dos demais grupos etários”, disse. A pesquisadora sugere que os benefícios sejam concedidos por necessidade e não apenas em razão da idade.
Em 1994, a esperança de vida da população brasileira era estimada em 68 anos. Em 2011, ela passou para 74 anos. A pesquisadora destacou que isso tem sido acompanhado por uma melhoria das condições de saúde física, cognitiva e mental dos idosos, bem como maior participação social.
O aposentado pernambucano Eliseu Pereira, de 84 anos, também acredita que 60 anos é "cedo" para uma pessoa ser considerada idosa. Em sua opinião, graças às melhores condições gerais de vida, o evelhecimento nos dias atuais pode ser adiado, embora ressalte que esse processo ocorre em ritmo diferente para cada pessoa.
"É verdade que hoje em dia é possível demorar mais para envelhecer. Temos acesso a muitos serviços que os velhinhos de antigamente não tinham. Meu pai, por exemplo, mal sabia o que era uma academia. Já eu frequento regularmente a minha, faço pilates e sou um velho muito mais enxuto", brincou.
"Mas o envelhecimento não ocorre da mesma forma para todo mundo. Aos 79 anos, fiz uma viagem para Israel e muitos jovens que faziam parte do meu grupo não tinham a mesma disposição que eu. Deixei para trás boa parte deles que, por exemplo, não conseguiram subir o Monte Sinai", acrescentou Eliseu. Apesar disso, ele considera injusto elevar a idade mínima para que pessoas "que já contribuíram por tanto tempo para o desenvolvimento da sociedade" tenham acesso aos benefícios previstos no Estatuto do Idoso.
Fonte: Agencia Brasil

Governo eleva para R$ 750 mil teto para comprar imóvel com FGTS


O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu elevar nesta segunda-feira (30) o valor do imóvel que pode ser comprado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), assim como o valor da casa própria que poder ser financiada dentro das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) – modalidade de crédito que conta com juros mais baratos.

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O valor do imóvel subirá de R$ 500 mil para até R$ 750 mil para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal a partir desta terça-feira (1). Nas cidades desses estados, segundo o BC, os preços dos imóveis, assim como os custos, são maiores. Para os demais estados, o limite será elevado para até R$ 650 mil.
"O limite de R$ 500 mil estava vigente desde 2009. De lá para cá, a gente teve inflação. O IGP-M, por exemplo, subiu 27,84% e o IPC da Fipe avançou 23,72%. O setor de construção civil está pedindo isso há mais de dois anos, e as instituições financeiras também. Estavam falando que imóveis não se conseguem mais financiar com recursos da poupança", afirmou o chefe-adjunto do Departamento de Normas do BC, Julio Carneiro. Segundo apurou o G1, o objetivo do governo com a medida é estimular a economia.
Valor do financiamento
Segundo as novas regras, para imóveis financiados dentro das regras do SFH, o limite do financiamento não poderá ser superior a 80% do valor de avaliação do imóvel. Para financiamentos que prevejam a utilização do Sistema de Amortização Constante (SAC), esse percentual poderá atingir 90% do valor de avaliação, informou o Banco Central.
Pelas regras anteriores, segundo o Banco Central, o limite de financiamento era de 90% do valor de avaliação do imóvel tanto para a tabela Price quanto para o SAC. Com as mudanças, somente o SAC continuará com este limite. No caso da tabela Price, o limite cairá para 80%.
O chefe-adjunto do Departamento de Normas do BC explicou que nos financiamentos efetuados por meio do SAC, as prestações começam maiores e depois vão caindo, enquanto que na tabela Price as prestações têm valor fixo. Por isso, disse ele, a amortização é mais rápida pelo sistema SAC.
Taxas de juros
De acordo com Julio Carneiro, da autoridade monetária, atualmente as taxas de mercado para imóveis acima de R$ 500 mil estão em cerca de 10% ao ano. "No SFH, tem gente fazendo [financiamentos] a 8% a 9% ao ano", declarou Carneiro, acrescentando que, por isso, ele não acredita que a medida vá gerar um "boom" no mercado imobiliário.
A decisão do CMN deve aquecer a procura por residências, o que pode fazer com que o preço do metro quadrado volte a subir num ritmo maior, segundo analistas ouvidos pelo G1.
Último reajuste
A última vez que o limite de imóvel que pode ser financiado dentro das regras do SFH subiu foi em abril de 2009, ou seja, há mais de quatro anos. Naquele momento, o valor subiu de R$ 350 mil para até R$ 500 mil.
No final do ano passado, o presidente em exercício do Conselho Curador do FGTS, o assessor especial do Ministério do Trabalho Luiz Fernando Emediato, já tinha afirmado que não via problema em um aumento no valor do imóvel a ser financiado dentro das regras do SFH de R$ 500 mil para R$ 750 mil. Na ocasião, entretanto, ele explicou que a decisão caberia ao CMN.
Fonte: G1

IPI de móveis e linha branca sobe nesta terça-feira


Novas alíquotas serão válidas até 31 de dezembro.
Ministério da Fazenda irá reavaliar questão ao final do período.
Estão maiores, a partir desta terça-feira (1º), as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos produtos da linha branca e dos móveis, reduzidas no ano passado.

A previsão era que os produtos voltassem a ter as alíquotas originais. O governo, no entanto, fatiou essa alta, com uma elevação menor do IPI até 31 dezembro.

Na última sexta, ao anunciar a medida, o secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, afirmou que "o governo observou que economia no segundo semestre está apresentando um bom comportamento. As vendas estão indo bem, a produção está indo bem e o nível utilização de capacidade instalada está regular". Segundo o secretário, uma nova alta das alíquotas a partir de 2014 ou a manutenção delas no patamar anunciado nesta sexta será "uma discussão posterior".

Em junho, o governo federal anunciou um reajuste gradual das alíquotas do IPI  de produtos da linha branca (com exceção de máquinas de lavar, que permanece em 10%) no decorrer deste ano, que retornariam ao patamar original a partir de outubro.

Novas alíquotas
No caso de geladeiras e refrigeradores, a alíquota era de 5% até o fim de janeiro, passou para 7,5% em fevereiro, 8,5% em julho e a programação é que ela seria elevada para 15% a partir desta terça. Entretanto, segundo informou o Ministério da Fazenda, ela será elevada para 10% até dezembro deste ano.

Para os tanquinhos, o IPI estava em zero no ano passado, subiu para 3,5% em fevereiro e, em julho passou para 4,5%. A previsão era de retornasse a 10% a partir desta terça-feira, mas ficará em 5% até o final do ano.

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Para as máquinas de lavar, a alíquota atual de 10% continuará sendo definitiva. Antes do início das reduções do IPI, a alíquota para os itens era de 20%.

Já os fogões tiveram sua alíquota original, de 4%, retomada.

Vale lembrar, porém, que o benefício só vale para os produtos com eficiência energética "A".

No caso dos móveis e painéis, a alíquota, que estava em zero até o fim de janeiro, subiu para 2,5% em fevereiro, 3% em julho e a previsão é que retornaria para 5% a partir de outubro. Ela avançam, no entanto, para 3,5% até dezembro.

Fonte: G1