sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Carros produzidos no Brasil devem incluir airbag e ABS

Depois de quatro anos e da polêmica envolvendo o governo, a indústria automotiva e associações de defesa dos direitos do consumidor, já está valendo a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em 2009, que exige airbags e freios ABS em todos os carros fabricados no país.
O assunto foi motivo de intenso debate em dezembro depois que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, manifestou a intenção de adiar o início da medida, prevista para 1º de janeiro de 2014. O motivo seria a possibilidade de aumento da inflação ao longo do ano e o risco de desemprego no setor, uma vez que a inclusão dos acessórios de segurança deverá aumentar o custo de produção.
A possibilidade de adiamento da inclusão de airbags e ABS em todos os veículos feitos no país provocou reação imediata de entidades como Proteste - Associação de Consumidores e ONG Criança Segura, além dos Procons dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os representantes chegaram a elaborar um manifesto que foi encaminhado à presidente Dilma Rousseff (veja mais aqui).
No dia 17 de dezembro, o ministro Mantega anunciou que havia desistido do adiamento, mantendo para janeiro de 2014 a entrada em vigor da obrigatoriedade de airbags e ABS nos veículos novos.
- Não deve ser adiada a introdução dos itens de segurança - disse o ministro.
Na ocasião, Mantega informou também que, durante reunião com representantes de montadoras, as empresas se comprometeram a manter os trabalhadores de linhas que serão afetadas com a nova regra.
Fonte: Procon SP

Procon de São Paulo dá dicas de como não cair nas armadilhas das liquidações deste começo de ano.


Consumo
Como é normal nesta época do ano, muitas lojas costumam prometer diversas ofertas de produtos que continuam em seus estoques. A Fundação Procon-SP orienta ao consumidor que quer aproveitar os chamados “Saldões” a evitarem compras por impulso, principalmente quem já está com o orçamento comprometido pelos gastos feitos em dezembro e com as tradicionais despesas de janeiro: IPVA, IPTU, material e uniforme escolar, etc.. Se mesmo com todos esses débitos o consumidor decide ir às compras, é importante que ele fique atento observe as dicas do Procon-SP:
- antes de comprar, é importante verificar as ofertas antecipadamente por meio de folhetos publicitários, encartes, entre outros. Assim, é possível definir previamente que itens precisa adquirir. O Código de Defesa do Consumidor determina que o fornecedor é obrigado a cumprir toda oferta de produtos que veicular;
- evite fazer as compras de forma apressada. Não deixe de verificar o estado do produto, seu funcionamento e se o conteúdo confere com os dados apontados na embalagem. O manual de instruções deve estar em língua portuguesa;
- todo produto durável (móveis, roupas, eletrodomésticos, eletroeletrônico, entre outros) possui garantia legal de 90 dias. Se o fabricante conceder garantia contratual, o produto adquirido deve ser acompanhado de um certificado de garantia;
- no caso de itens vendidos com pequenos defeitos (roupas com manchas ou descosturadas ou móveis/eletrodomésticos com partes amassadas, riscos ou, ainda, de mostruário), exija que a loja coloque detalhadamente na nota fiscal, recibo ou pedido os problemas apresentados. Para tais problemas, não há garantia;
- muitas lojas que promovem liquidações não entregam o produto na residência do consumidor, tendo ele que levar no ato. Esta informação deve ser prestada de maneira clara e antes do fechamento do negócio;
- mercadorias entregues posteriormente devem ser conferidas no momento do recebimento. Se houver alguma irregularidade, devolva o produto com especificação do problema na nota de entrega e entre em contato com o estabelecimento para solucionar a questão;
- o Código de Defesa do Consumidor não obriga os fornecedores a trocar os produtos por motivo de cor, tamanho ou gosto. Nestes casos, a loja só terá que trocar a mercadoria caso tenha prometido. Para exigir que a empresa troque um produto sem defeitos, solicite esse compromisso por escrito, em etiquetas ou nota fiscal, por exemplo;
- se o produto apresentar algum problema que o torne impróprio para o consumo, o fornecedor tem 30 dias para resolver a pendência. Se não o fizer, o consumidor tem o direito de exigir a troca da mercadoria por outra igual ou a devolução das quantias pagas com correção monetária. Pode, ainda, requerer o abatimento proporcional do preço;
- quanto ao pagamento, é sempre bom indagar quais são as opções oferecidas pela loja e compará-las com seus recursos financeiros. A melhor opção é o pagamento à vista, pois existe a possibilidade de barganhar descontos e não compromete o orçamento dos próximos meses;
- se não for possível pagar à vista, o consumidor deve ler o contrato de financiamento com atenção, riscando os espaços em branco. O estabelecimento é obrigado a informar os juros aplicado e o total da compra a prazo. Ao receber o carnê, o cliente deve verificar se está de acordo com o contrato e saber que o seu não recebimento não o isenta do pagamento;
- nos pagamentos efetuados com cartão de crédito o preço praticado não deve sofrer alteração. Os cheques pré-datados devem ser emitidos nominais à loja. O consumidor deve anotar no verso o dia combinado para o depósito e exigir que essa informação conste na nota fiscal.
Compras fora do estabelecimento comercial
Nas compras de produtos realizadas através da internet, por reembolso postal, telefone, catálogo ou qualquer outra forma que seja fora do estabelecimento comercial, o consumidor pode desistir em até sete dias, do recebimento da mercadoria ou, se for o caso de um serviço, a partir da data da contratação.
Nas compras via internet o consumidor deve sempre:
- salvar, ou imprimir, todos os documentos que demonstrem a compra e a confirmação do pedido (comprovante de pagamento, contrato, anúncios, etc.);
- havendo dificuldade para concluir a compra com desconto anunciado contatar a empresa, no SAC ou por e-mail, para comprovar o fato e depois, se for o caso, exigir o cumprimento da oferta;
- instalar programas de antivírus e o firewall (sistema que impede a transmissão e/ou recepção de acessos nocivos ou não autorizados) e os mantê-los atualizados;
- evitar transações em lan houses, cybercafés ou computadores públicos, pois podem não estar adequadamente protegidos.
Saiba que: No caso em que há maquiagem de preço – que é quando o fornecedor eleva o preço do produto antes de fornecer o desconto – o consumidor tem direito de obter o desconto pelo preço real, que era usualmente praticado antes da promoção.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

ANS obriga planos de saúde a cobrir mais 37 drogas

A partir desta quinta-feira, 2, usuários de planos de saúde terão direito a receber 37 drogas orais indicadas para o tratamento de 56 tipos de câncer. Também poderão fazer uma série de exames genéticos para detectar risco de doenças hereditárias ou de câncer.
As novidades constam do novo rol de procedimentos e exames obrigatórios aos planos de saúde, atualizado a cada dois anos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O novo rol é a base mínima de procedimentos que as operadoras de planos de saúde são obrigadas a fornecer aos seus beneficiários. As novas regras também incluem a obrigatoriedade da cobertura da radioterapia IMRT, em que o feixe de luz é modulado e atinge apenas as células doentes, preservando as sadias. Também está incluída a ampliação da indicação do PET-Scan de três para oito tipos de câncer. Esse exame de imagem é um dos mais modernos para monitoramento da doença.
Medicação oral
O fornecimento da medicação oral contra o câncer era uma das demandas mais antigas dos usuários de planos e dos médicos. Essas drogas funcionam como um tipo de quimioterapia, são mais modernas, causam menos efeitos colaterais e podem ser administradas em casa, evitando gastos com internações hospitalares.
Até o final de 2013, os pacientes tinham de recorrer à Justiça para ter direito ao tratamento com essas drogas. Agora, além das regras da ANS, uma lei aprovada em outubro também torna obrigatória essa cobertura pelos planos de saúde. A lei engloba todos os tipos de medicamentos e não apenas os 37 previstos no novo rol e passará a valer em maio deste ano.
Os planos terão de pagar, por exemplo, o tratamento com capecitabina (Xeloda), indicada para o tratamento de câncer de mama metastático. Cada caixa custa em média R$ 2,5 mil. Também está garantida a obrigatoriedade do fornecimento de acetato de abiraterona (Zytiga), usado para câncer de próstata, que custa quase R$ 11 mil. O gefitinibe (Iressa), para câncer de pulmão, custa R$ 4 mil.“A ANS se adiantou à lei federal e já tornou obrigatório o fornecimento dessa medicação oral a partir de 2 de janeiro”, diz Karla Coelho, gerente de Atenção à Saúde da ANS.
Genética
A oferta de exames genéticos já era prevista, mas quase nunca cumprida por falta de diretrizes que estabelecessem em quais casos os exames teriam de ser cobertos. Agora, a análise genética de 29 doenças específicas, entre elas a dos genes BRCA 1 e BRCA2 (que indicam risco aumentado de câncer de mama), está incluída no rol. Mas os exames só podem ser pedidos por médicos geneticistas - o que limita a sua abrangência, já que existem apenas cerca de 200 no Brasil.
Para o advogado Julius Conforti, especialista em direito dos consumidores de planos de saúde, apesar de o novo rol ser um avanço, ele chegou tardiamente e com limitações. “A inclusão da cobertura obrigatória para os quimioterápicos orais já deveria ter sido feita há pelo menos dez anos. Ampliar a cobertura dos testes genéticos, mas estabelecer que somente geneticistas possam prescrevê-los tem quase o mesmo efeito de não incluí-los no rol”, avalia.
Segundo Karla, a inclusão dos novos procedimentos ocorreu depois de uma série de reuniões com operadoras de planos, prestadores de serviços e órgãos de defesa do consumidor. Os consumidores tiveram grande participação nas contribuições: das 7.340 sugestões enviadas por meio de consulta pública, praticamente metade era de consumidores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Planos de saúde obrigados a ampliar tratamento a obesos

Andre Longo - Presidente da ANS
Os planos de saúde estão obrigados a partir de hoje a ampliar o tratamento a pessoas com obesidade mórbida. Desta forma, quem passar por cirurgia para reduzir o estômago terá direito a mais consultas com fisioterapeuta, nutricionista, fonoaudiólogo e psicólogo, aumentando de seis para 12 o número obrigatório de sessões. 
O atendimento passa a ocorrer porque a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou a atualização das coberturas que agora oferecerão 87 novos procedimentos, além de exames para 29 doenças genéticas. Todas as medidas entram em vigor hoje.
Com a novidade, os 42 milhões de usuários de planos de saúde no Brasil passam a ter direito a 50 novos exames, consultas e cirurgias. Também passam a ter acesso a 37 remédios orais para tratamento domiciliar de câncer, além de coberturas específicas para 29 doenças genéticas. 
ACIMA DE 35

A resolução da ANS garante a operação de redução do estômago ao paciente cuja fórmula que divide peso pela altura resulte no número igual ou superior a 35 e desde que associado a alguma doença decorrente do sobrepeso, como hipertensão. De 2003 a 2012 o número de pessoas que recorreu à cirurgia passou de 16 mil para 72 mil no país, avanço de 350%, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).
Presidente da entidade, Almino Ramos afirmou que o acompanhamento multidisciplinar é indispensável para o sucesso do tratamento da obesidade. “Primeiro, o paciente deve ser preparado para a cirurgia. Depois da operação, serão avaliados os resultados da adaptação ao novo estilo de vida afim de realizar ajustes do tratamento em caso de necessidade”, disse. 
Segundo a nutricionista Alessandra Coelho, a inclusão dessas especialidades pode minimizar ou evitar custos futuros com doenças crônicas, pois o acesso ao atendimento multidisciplinar ajuda a prevenir complicações no pós-operatório.

“Adotar hábitos alimentares saudáveis é uma das primeiras providências. A orientação nutricional após a cirurgia deve ser adequadamente conduzida, pois se trata do período de maior redução de peso, e é preciso equilibrar os níveis de proteínas e vitaminas”, disse. 
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO 
O diretor-presidente da ANS ressaltou que também foi estabelecida a obrigatoriedade do fornecimento de bolsas coletoras intestinais ou urinárias para pacientes ostomizados.
Junto às bolsas, também devem ser ofertados ao paciente os equipamentos de proteção e segurança utilizados conjuntamente com elas, como as barreiras protetoras de pele.
No rol odontológico, passam a constar a realização de enxertos periodontais, teste de identificação da acidez da saliva; e tunelização (cirurgia de gengiva destinada a facilitar a higienização dentária).
A agência ampliou o uso de outros 44 procedimentos já ofertados. Entre eles, o exame pet scan que passa de três para oito indicações: além de tumor pulmonar para células não pequenas, linfoma e câncer colo-retal.
O exame passa a ser indicado também para a detecção de nódulo pulmonar solitário, câncer de mama metastático, de cabeça e pescoço, melanoma e câncer de esôfago.
O exame de angiotomografia coronariana também foi ampliado para pacientes de risco baixo e intermediário para doenças coronarianas, assim como a tomografia de coerência ótica, agora também coberta pelas operadoras. 
Fonte: O Dia Online 

Resultado do Enem será divulgado nos dias 3 ou 4 de janeiro

Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 devem ser divulgados nos dias 3 ou 4 de janeiro de 2014 (sexta ou sábado), segundo o Ministério da Educação (MEC). Na segunda-feira (6),começam as inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para as vagas do primeiro semestre de 2014.
A pasta divulgou hoje (30) o cronograma do Sisu e confirmou a divulgação do resultado do Enem. Para concorrer a uma vaga em instituição pública de ensino superior pelo Sisu, é preciso ter feito a última edição do Enem e não ter zerado a redação. O número de vagas será divulgado na abertura do processo de inscrição.
Em 2013, cerca de 5 milhões de estudantes fizeram o Enem. O exame é pré-requisito também para a participação em outros programas. Veja abaixo:
Fonte: Agência Brasil

Salário mínimo de R$ 724 entra em vigor


O novo salário mínimo de R$ 724 passa a vigorar nesta quarta-feira (1°). O valor é 6,78% superior aos R$ 678 atuais. O percentual está acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo que, segundo a projeção mais recente do boletim Focus, divulgada no início da semana passada pelo Banco Central, deve fechar o ano em 5,72%.

O aumento do salário mínimo está previsto na Lei Orçamentária Anual de 2014, e foi aprovado pelo Congresso na semana anterior à do Natal. No dia 23 de dezembro, a presidenta Dilma Rousseff assinou o decreto com o reajuste e confirmou o novo valor em sua conta no Twitter.
Segundo informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o mínimo injetará R$ 28,4 bilhões na economia em 2014. De acordo com cálculos da entidade, o novo valor permite a compra de 2,23 cestas básicas. Trata-se da maior relação de poder de compra desde 1979.
O salário mínimo passou a vigorar no Brasil em 1º de maio de 1940, durante o governo Getúlio Vargas. A Constituição Federal estabelece que o valor deveria ser suficiente para suprir as necessidades básicas do trabalhador e de sua família: alimentação, moradia, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e Previdência Social.

MEC divulga oferta de vagas para o Sisu

O Ministério da Educação divulgou hoje (31) a lista com as instituições que participam do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre de 2014, além dos respectivos cursos e número de vagas de ensino superior ofertadas. As inscrições para o Sisu começam no dia 6 de janeiro e serão encerradas no dia 10 de janeiro.
Podem participar os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2013 e que não tenham zerado a redação.
O resultado da primeira chamada do Sisu será divulgado no dia 13 de janeiro e da segunda chamada, no dia 27. As inscrições são feitas exclusivamente pela internet no endereço eletrônico http://sisu.mec.gov.br.
O Sisu é um sistema informatizado desenvolvido pelo Ministério da Educação onde instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Enem. A seleção é feita pelo sistema com base na nota obtida pelo candidato. O candidato pode escolher até duas opções de curso, indicando a sua prioridade. Durante todo o período de inscrição, o estudante poderá alterar a opção de curso ou cancelar a inscrição.
Fonte: Agencia Brasil

Veja prós e contras das formas de pagamento no exterior com novo IOF

Cartão de crédito é o maior responsável pelas dívidas (Foto: Amanda Monteiro/ G1 ES)
O aumento na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide nos pagamentos em moeda estrangeira no exterior, válido desde sábado (28), diminuiu as vantagens de certas formas, como o cartão pré-pago, sobre o cartão de crédito, por exemplo. O G1 buscou especialistas para saber as vantagens e desvantagens de cada modalidade de pagamento. Eles sugerem que o consumidor divida os gastos entre elas, em vez de priorizar uma, para evitar imprevistos e altas variações da moeda.
O IOF subiu para pagamentos em moeda estrangeira com cartão de débito, saques em moeda estrangeira no exterior, compras de cheques de viagem (traveller checks) e carregamento de cartões pré-pagos com moeda estrangeira. O imposto para eles passou 0,38% para 6,38%, mesmo nível do cartão de crédito.
Veja abaixo as dicas de Sidney Moura Nehme, diretor executivo e economista da NGO Corretora de Câmbio, e Jason Vieira, diretor-geral do portal
- Cartão de crédito
Uma das principais vantagens oferecidas por essa modalidade é a segurança de não andar com o dinheiro vivo. O cartão de crédito também possibilita que o consumidor pague a compra com a cotação do dólar na data do vencimento da fatura. Contudo, trata-se de uma decisão de risco: a moeda pode tanto desvalorizar quanto ficar mais cara.
Por conta dessa variação imprevista, Nehme sugere que o consumidor divida os gastos com outras formas de pagamento. "Com a mesma alíquota do IOF, tudo vai ficar mais ou menos parecido. É uma questão de arbitrar (...). Vale fazer um ‘meio a meio’. Compra um pouco no cartão de crédito, um pouco no débito, em dinheiro. Na média [o consumidor] nem vai pagar muito mais caro nem ganhar muito mais."
Outra desvantagem do cartão é que ele pode não ser aceito em todos os estabelecimentos comerciais.
Com relação ao acúmulo de pontos no cartão para a troca por produtos ou milhas, Nehme avalia que a vantagem não é eliminatória - pois uma forte alta do dólar na hora do pagamento da fatura pode deixar a conta mais cara.
Vieira lembra, porém, que a variação da moeda, recentemente, não tem sido muito brusca, e avalia que não deve haver uma preocupação tão alta com o sobe e desce da moeda.
É importante que o consumidor faça o desbloqueio, com o banco, do uso do cartão de crédito no exterior antes de viajar, para não evitar problemas na hora do pagamento lá fora.
- Cartão de débito
Uma das principais vantagens oferecidas por essa modalidade é garantir a cotação da moeda na data em que for confirmada a compra - sem precisar esperar o vencimento da fatura do cartão de crédito. Contudo, especialistas alertam que as instituições financeiras podem cobrar taxas para as transações, o que deve ser pesquisado com antecedência pelo consumidor nos bancos (pode não haver cobrança). 
"O débito seria vantajoso se não tiver nenhuma taxação extra. É preciso ver se vale a pena e evitar uma surpresa na conta quando chegar no Brasil", alerta Jason Vieira. Ele lembra que é necessário ligar para a instituição financeira e pedir o desbloqueio do uso do cartão de débito o exterior antes de viajar. "O cartão precisa ser internacional", diz.
Também é preciso ficar atento à aceitação da modalidade de pagamento pelo comércio local. "Tem local que não consegue conectar", ressalta Sidney Nehme.
- Cheques de viagem (traveller checks) ou cartões pré-pagos
Os especialistas avaliam que pode ser vantajoso fazer o cartão pré-pago ou a compra dos cheques de viagem (menos comuns, por conta do cartão de plástico) para garantir a cotação da moeda e já saber quanto ficará a conta. Há também a segurança de não ficar usando o dinheiro em espécie.
"Agora, de uma forma geral, os cartões ficaram muito iguais. Eu compro o pré-pago e sei quanto vai custar o dólar. Mas nada garante que daqui a 40 dias quando chegar a fatura do cartão de crédito [se a pessoa optar por essa modalidade], o dólar vai estar mais baixo." 
- Dinheiro
Apesar de o IOF não incidir na troca do dinheiro em espécie, Nehme avalia que o mercado acaba adequando o preço da moeda, ou seja, como as demais modalidades ficarão mais "caras", automaticamente o preço da moeda estrangeira em espécie para o turismo sobe também, sugere.
"O mercado se ajusta (...). Não vai afetar o dólar comercial, mas o mercado de turismo vai aumentar o preço [da moeda], porque terá um novo referencial", sugere. Nehme acredita que o mesmo deve acontecer lá fora, para quem resolver deixar para trocar a moeda quando chegar no destino. "Os mercados se intercomunicam muito rápido", diz. Vieira lembra, ainda, que o real pode não ser aceito nas corretoras do país de destino ou por não ser muito aceita, podem pagar pouco pelo real na hora da troca.
Os especialistas sugerem, contudo, ser importante levar cédulas da moeda do país de destino para garantir pequenos gastos (como um táxi quando chegar ao aeroporto, um lanche ou compras em locais que não aceitam cartões).
O ideal é o consumidor pesquisar as particularidades de cada país de destino para saber qual porcentagem em dinheiro vivo levar (há países onde a aceitação de cartões de débito e crédito é menor e é preciso levai mais dinheiro em espécie). 
Há também a questão da segurança. O ideal é guardas pequenas quantidades das notas em locais distintos e, a quem achar melhor, deixar uma parte em “doleiras”.
- Saques em moeda estrangeira no exterior
Os saques costumam ser taxados pelas instituições financeiras a cada transação. A taxa é somada ao IOF, o que torna a operação um pouco desvantajosa, avaliam os especialistas. Dessa forma, a modalidade pode ser considerada mais para uma medida emergencial.
"Normalmente há taxas que precisam ser consideradas. As instituições sempre cobram alguma taxa de serviço. Você paga a troca [conversão] e ainda tem a taxa", além do IOF, diz Nehme.
Assim como para
o uso do cartão de débito, o ideal é entrar em contato com o banco e pedir o desbloqueio do saque no exterior.
Fonte: G1

Pesquisa revela hábitos e desejos de hóspedes no Brasil

Uma pesquisa inédita revela os hábitos e preferências dos brasileiros na escolha de hotéis no país. A pesquisa foi feita com 1.113 pessoas em 24 estados do Brasil, entre julho e setembro de 2013. De acordo com a avaliação realizada pela Mapie e o blog Disque9, a maioria dos entrevistados tem entre 30 e 40 anos, sendo que 70% são homens e possuem curso superior e renda de até R$ 15.000,00.
Apesar da renda mensal ser consideravelmente acima da média nacional, apenas 2,06% dos entrevistados afirmaram que se hospedam em hotéis 5 estrelas. Entre os quesitos que os hóspedes levam em conta na hora de escolher o melhor empreendimento estão, localização, segurança, qualidade do serviço, comodidade, estrutura e indicações de amigos, além de experiências anteriores. 
Na estrutura física é possível destacar a qualidade da cama e a disponibilidade de wi-fi como os itens que mais agradam. A pesquisa também revela que a cordialidade da equipe é fundamental na decisão de escolha e que a sujeira é um dos fatores que mais irrita os clientes.
Consultados sobre viagens corporativas e sites para vendas de passagens e diárias, os entrevistados afirmaram que utilizam com mais frequência os serviços da empresa Decolar.com e deram preferência para a companhia aérea TAM para viagens corporativas que duram entre 2 e 3 dias. 
Cerca de 60% dos respondentes admitem que passam mais tempo desfrutando da gastronomia local e 93% relataram que mantém contato com a família durante a viagem. 
O café da amanhã está entre as atividades mais realizadas pelos hóspedes e exercícios físicos entre as menos praticadas.
Fonte: Uol - Consumidor Moderno

Preços de carros novos podem subir, em média, 6,5% com o fim da redução do IPI em 2014


 
Nilson Cavalcanti foi à concessionária para aproveitar a redução do IPI
A contagem regressiva para a recomposição parcial do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre os automóveis tem provocado uma corrida às concessionárias do Rio. A partir da próxima quarta-feira (dia 1º), a alíquota para carros com motor 1.0 — os chamados populares — passará de 2% para 3%. Os veículos com motores acima de mil e abaixo de duas mil cilindradas terão o percentual reajustado de 7% para 9%. O fim do incentivo fiscal somado às exigências de instalação de airbags e freios ABS nos novos modelos fabricados no país a partir de 2014 deverão elevar os preços em 6,5%, em média, ao longo do ano. A previsão é da consultoria Tendências.
— A partir de fevereiro, os preços tendem a ser gradualmente corrigidos — disse Rodrigo Baggi, analista do setor automotivo da entidade.
Diretores de concessionárias ouvidos pelo EXTRA dizem que as últimas unidades com o IPI reduzido devem acabar já em janeiro.
— Se continuar esse movimento forte que estamos tendo, só teremos unidades (com o imposto menor) até o mês que vem — disse Elisângela Carvalho, diretora do grupo Viamar, da rede Chevrolet.
Francisco Veríssimo, diretor do grupo Distac, da Volkswagen, conta que, somente até as 16h da quinta-feira passada, a agência vendeu 36 carros, o dobro da média diária:
— O cliente vê que é um bom negócio comprar agora.
Foi o que pensou o encarregado de manutenção industrial Nilson Cavalcanti, de 46 anos, que foi à concessionária comprar um Gol para a esposa.
— Eu vim aqui exatamente por isso, pra saber se o aumento vai acontecer mesmo. É melhor comprar logo. O preço do carro que eu escolhi subirá uns R$ 3 mil (com o fim da redução do IPI). É um valor que já faz uma diferença.
Os especialistas do setor, no entanto, também afirmam que algumas lojas podem optar por não repassar o aumento. Elis Siqueira, coordenador da área de inteligência de mercado da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) avalia que a grande oferta de automóveis e a forte competição devem impedir os aumentos.
— A oferta da indústria de novos está superando a demanda. Existe uma competição bastante grande entre os fornecedores de novos. Isso faz com que os preços tendam a cair, independentemente de IPI. O mercado está muito bem abastecido de ofertas de veículos. Isso faz com que no mercado de usados haja uma redução dos preços ainda maior do que nos novos. Isso significa que o mercado está excelente tanto para os veículos novos quanto usados.
Fonte: Extra - online