quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Rigor na avaliação do ensino a distância contribui para queda de matrículas

O ministro da Educação, Henrique Paim, fala sobre o Censo da Educação Superior 2013 (José Cruz/Agência Brasil)Os cursos de educação a distância representam cerca de 15% das matrículas de graduação no país. Em dez anos, o número aumentou quase 25 vezes. Em 2003, havia 52 cursos desse tipo no país; no ano passado, o número chegou a 1.258. Os dados são do Censo da Educação Superior 2013, divulgado hoje (9) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O número, no entanto, caiu 5% em relação ao apurado no último censo, de 2012. Enquanto isso, o ingresso na educação presencial manteve-se praticamente constante, com variação positiva de 1%. O ministro da Educação, Henrique Paim, apontou a modalidade como uma das causas da redução do crescimento das matrículas no ensino superior.
Paim disse que o Ministério da Educação (MEC) tem a preocupação de garantir a qualidade de tais cursos e atribuiu a esse maior rigor a queda nas matrículas. "Vários processos seletivos foram suspensos por medidas regulatórias e de supervisão porque não demonstraram qualidade ou demonstraram reincidência em avaliações de desempenho", explicou.
Na modalidade de curso a distância, 39,1% das matrículas são de licenciatura, 31,3% no bacharelado e 29,6% em curso tecnológico. A rede privada concentra 86,6% das matrículas. Dos 2,7 milhões dos que ingressaram em 2013 na graduação, 18,8% optaram por essa modalidade de curso.
O ministro destacou o ensino a distância como forma de garantir uma boa formação aos professores, independentemente de terem acesso a um curso presencial. "Vamos ter que usar essa ferramenta. É uma ferramenta importante para que se possa avançar na formação de professores, sim", afirmou Paim, em entrevista coletiva.
O presidente do Inep, Chico Soares, ressaltou que o ensino a distância ainda é uma modalidade nova e muitas vezes recebida com "com uma certa crítica", mas que tem crescido e que, atualmente, como mostram os dados, extrapola a formação de professores e chega a bacharelados e cursos tecnológicos. 
Paim destacou que a preocupação do MEC é com um novo marco regulatório para a modalidade. Posteriormente, poderá ser discutido o financiamento estudantil pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para educação a distância. O novo marco está sendo elaborado pelo Conselho Nacional de Educação. Entre as mudanças previstas está uma nova avaliação para a modalidade. Até novembro, um documento consolidado deverá ser enviado ao MEC.
Fonte: Agência Brasil

Número de formandos no ensino superior cai pela primeira vez em dez anos


O número de estudantes formados no ensino superior apresentou a primeira queda em dez anos. De acordo com o Censo da Educação Superior de 2013, foram 994,8 mil concluintes no ano passado. O número, que tem crescido desde 2003, caiu pela primeira vez no período, ficando abaixo do registrado em 2012 (1.056.069) e 2011 (1.022.711).
Em 2003, foram 554,2 mil concluintes; em 2004, 652,6 mil; em 2005, 756,9 mil; em 2006, 784,2 mil; em 2007, 806,4 mil; em 2008, 885,6 mil; em 2009, 967,6 mil; e em 2010, 980,7 mil.
O ministro da Educação, Henrique Paim, atribui a queda de formandos à diminuição de cursos a distância da rede federal. "Foram turmas específicas, criadas para uma determinada formação. Quando o curso acabou elas não foram renovadas".
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Chico Soares, destaca que o número de concluintes foi menor no ensino privado e que a rede federal aumentou o número de formados, com exceção da educação a distância. Paim disse que ainda vai examinar os dados e que ainda não tem "uma resposta para essa questão".
No total, as instituições federais formaram 115,3 mil profissionais, 3,7% a mais do que em 2012. No ensino a distância nessas instituições, a queda foi pouco mais de 50%, alcançando os atuais 7,5 mil. Nas públicas, em geral, houve queda de 3,5%, chegando a 229,3 mil concluintes. Entre as particulares, a redução foi 6,3%, chegando a 761,7 mil.
O número de estudantes matriculados em cursos de graduação no Brasil cresceu 3,8% de 2012 para 2013. O crescimento do número de matriculados na graduação foi inferior ao registrado nos censos anteriores. De 2011 para 2012,  o crescimento ficou em 4,4% e, de 2010 para 2011, em 5,6%.
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) apresentados pelo Ministério da Educação, o ensino superior chegou, em 2012, a 18,8% da população de 18 a 24 anos. Para cumprir o Plano Nacional de Educação (PNE), esse percentual terá que chegar a 33% em dez anos.
A queda no ritmo de crescimento, segundo o ministro não é preocupante. "Não é preocupante porque há uma preocupação muito grande quanto à qualidade. Esse trabalho que estamos fazendo de priorizar a qualidade acabam se refletindo na questão dos ingressantes. É um esforço no sentido de ter segurança no crescimento que o Brasil tem feito", defende.
Em nota, divulgada nesta noite, o MEC esclarece que 97% da queda no número de concluintes dos cursos de graduação, mostrada pelo Censo da Educação Superior 2013, "está concentrada em 14 instituições de ensino superior entre as mais de 2,4 mil existentes no país".
A nota diz ainda que "a maioria passou por processo de supervisão que resultou em suspensão, redução de vagas ou descredenciamento". Do total, há três estaduais - uma delas foi descredenciada em educação a distância - e um instituto federal, que teve redução de vagas como resultado de medida administrativa.
As instituições são:
Universidade Luterana do Brasil
Universidade Castelo Branco
Universidade do Tocantins
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná
Centro Universitário da Cidade
Faculdade São Judas Tadeu de Pinhais
Universidade do Estado da Bahia
Centro Universitário Leonardo da Vinci
Faculdade Anhanguera de Campinas
Universidade Estácio de Sá
Universidade Anhanguera - Uniderp
Universidade Nove de Julho
Universidade do Estado do Amazonas
Universidade Gama Filho
 Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ensino técnico é caminho para redução da desigualdade, defende diretor do Senai


O diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Rafael Lucchesi, disse que o sistema educacional brasileiro tem um modelo de exclusão social. "Mais de 80% dos jovens não vão para a universidade e toda a grade curricular deles é pensada como se fossem", acrescentou, em entrevista à Agência Brasil.

Um caminho para reduzir essa desigualdade, segundo Lucchesi, é o ensino técnico. "A grande parte dos jovens que evade do sistema educacional brasileiro o faz pela falta de aderência do que vê em sala de aula à vida dele. Temos que repensar a grade curricular e,  sobretudo, aumentar, como ocorre nos países desenvolvidos, a educação profissional".
Na semana passada, o Senai organizou, em Belo Horizonte, a Olimpíada do Conhecimento, a maior competição de educação profissional das Américas, realizada de dois em dois anos. Essa foi a oitava edição. Ao todo, mais de 800 jovens participaram da olimpíada e de competições paralelas. No Brasil, segundo o Senai, a formação técnica chega a 6% dos jovens de 16 a 24 anos. Nas 34 nações mais desenvolvidas, a média dos jovens fazendo educação profissional é 35%, de acordo com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.
O objetivo da Olimpíada, segundo o diretor, é estimular os jovens a escolher a educação profissional e a considerar uma carreira em áreas tecnológicas. Financeiramente, a escolha compensa. De acordo com Lucchesi, as 21 profissões técnicas mais demandadas pela indústria têm salário inicial de aproximadamente R$ 2 mil. Com dez anos de profissão, esse salário é um pouco abaixo de R$ 6 mil.
De acordo com ele, o maior público da formação técnica é o jovem de classe C, embora a procura tenha aumentado em todas as idades e classes sociais. O maior problema continua sendo o preconceito. "Dos 24 milhões de jovens, menos de 4 milhões irão para a universidade, precisamos alargar bastante a educação profissional, senão eles irão para o mercado de trabalho apenas com a educação regular de má qualidade", diz Lucchesi. Ele defende que a formação não impede que o jovem continue estudando e que faça, inclusive, um curso superior.
Sobre a formação dada pelo Senai, ele diz que o incentivo à inovação é um dos principais eixos. "Nosso signo é preparar essa garotada para a inovação, que é a forma de você incrementar, agregar valor aos produtos. A inovação é o principal valor de competitividade em qualquer parque de manufatura do mundo e não é diferente no brasileiro".
Para Lucchesi, o técnico não deve ser um mero "apertador de botão". O modelo precisa ir além da produção em série, em que um trabalhador tem o conhecimento apenas da parte do trabalho que faz. "Não podemos ter uma lógica estandardizada do padrão fordista de inovação (sistema de produção em massa e gestão idealizados pelo empresário americano Henry Ford) e do modelo taylorista (modelo de administração desenvolvido pelo engenheiro norte-americano Frederick Taylor) das funções de organização da profissão. A gente tem que impulsionar a agenda da inovação para que as pessoas possam ser mais produtivas".
O Senai é o maior complexo de educação profissional e tecnológica da América Latina. Conta com 797 unidades em todo o país e qualifica anualmente 2,3 milhões de trabalhadores. É parte integrante do Sistema Indústria – formado ainda pela Confederação Nacional da Indústria, Serviço Social da Indústria e  Instituto Euvaldo Lodi.

Número de consumidores inadimplentes aumenta 5,09% em um ano


O número de consumidores brasileiros com dívidas em atraso subiu 5,09%, em agosto, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Indicador Mensal de Inadimplência do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Na comparação com julho, a alta da inadimplência ficou em 0,28%. O SPC Brasil estima que no final de agosto havia, pelo menos, 55 milhões de consumidores com dívidas atrasadas no Brasil.

Para a CNDL, os indicadores de agosto reforçam a tendência de crescimento da inadimplência até o fim do ano devido ao contexto macroeconômico menos favorável, marcado pela alta inflação, pelo encarecimento do crédito e a consequente deterioração da confiança de empresários e de consumidores.
A taxa cresceu em seis das sete faixas etárias analisadas, com exceção dos devedores entre 18 e 24 anos, que registraram queda de 5,94% no período.
Os devedores mais velhos (de 65 a 84 anos e de 85 a 94) registraram altas de 8,31% e de 12,12%, respectivamente, as maiores variações entre os sete segmentos de idade.
Entre 25 a 29 anos, a alta ficou em 2,81%. A alta para os consumidores com idade de 30 a 39 anos ficou em 4,04%. De 40 a 49, 4,66% e de 50 a 64 anos, 6,49%.
Em agosto deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, a quantidade de parcelamentos em atraso cresceu, passando de 5,29% em julho para 6,13% em agosto – maior alta registrada desde 2013.
Fonte: A. Brasil

Anvisa proíbe distribuição e venda de produto alimentar infantil


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a distribuição e comercialização do produto Alimento em Pó para Dietas com Restrição de Fenilalanina, da marca Profenil 2, lote 2P082. A validade do lote é fevereiro de 2016. O produto é indicado para crianças de 1 a 8 anos de idade.

A resolução com a determinação da Anvisa está publicada na edição de hoje (8) do Diário Oficial da União. O produto é fabricado por Dynamic Lab Indústria Farmacêutica e o detentor da marca é a empresa Edetec Indústria Alimentícia.
A decisão da Anvisa foi tomada a partir de relatório de ensaio emitido pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) que não identificou no produto a presença do aminoácido valina, apesar de constar na lista de ingredientes. Constatou também que a presença do aminoácido isoleucina está 117% acima do valor declarado no rótulo do produto. A agência registra ainda que a empresa não solicitou perícia de contrapova, sendo o resultado da análise considerado definitivo.

Receita libera consulta ao 4º lote de restituição do IR

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A Receita Federal libera hoje (8), a partir das 9h, a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física  2014. Ao todo, serão contemplados 2.020.902 contribuintes, totalizando mais de R$ 2,2 bilhões.  No lote estão também incluídos contribuintes que caíram na malha fina entre 2008 e 2013.
O crédito bancário para 2.056.114 contribuintes será feito no dia 15 de setembro, totalizando R$ 2,4 bilhões. Desse total, R$ 168.078.903,86 são destinados a contribuintes idosos. Têm prioridade ainda as pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.

Inep publica procedimentos para instituições usarem resultados do Enem

Os procedimentos e prazos para a utilização dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por instituições em processos seletivos no ensino superior e para certificação de conclusão de ensino médio foram fixados por meio de portaria publicada na edição de hoje (8) do Diário Oficial da União pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
A portaria inclui três possibilidades de utilização dos resultados do Enem pelas instituições nacionais e estrangeiras de ensino superior para a distribuição de vagas. Uma delas é o mecanismo único em que o Enem é a única forma de seleção adotada pela instituição; outra, o mecanismo alternativo, em que o Enem coexiste com outro processo seletivo; e a terceira, o mecanismo complementar, caso em que o Enem é admitido como uma das fases ou um dos componentes do processo seletivo.
A portaria lista os procedimentos e documentos necessários para que as instituições nacionais e estrangeiras solicitem o acesso aos dados e resultados dos participantes no Enem. Traz ainda o modelo do termo de sigilo e responsabilidade a ser utilizado para acesso à base de dados do exame.
A nota do Enem pode ser usada para a participação em programas como o Sistema de Seleção de Unificada (Sisu), que seleciona estudantes para vagas no ensino superior público; o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas em instituições privadas; e o Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec), que seleciona estudantes para vagas gratuitas em cursos técnicos.
 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Vacina contra dengue tem eficácia de 60,8%, mostra pesquisa


dengueDepois de 20 anos em desenvolvimento, a vacina contra a dengue em estágio mais avançado no mundo chegou à etapa final mostrando eficácia de 60,8% contra os quatro sorotipos da doença. Outro resultado é que entre as pessoas que foram vacinadas e, mesmo assim, tiveram  dengue, houve redução de 80,3% no número de internações com relação a quem não foi imunizado.
Segundo Sheila Homsani, gerente do Departamento Médico da Sanofi Pasteur, laboratório responsável pela vacina, o estudo está concluído e agora os dados serão consolidados para o pedido de registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para que possa ser comercializada no Brasil e, eventualmente, ser incorporada à rede pública. A expectativa é que demore cerca de um ano para o registro sair.
Em etapa anterior, feita na Ásia, a pesquisa havia mostrado eficácia de 88% contra o tipo hemorrágico da doença, considerado o mais grave. Agora, na última etapa, a vacina foi testada no Brasil, em Honduras, no México, na Colômbia e em Porto Rico. No Brasil 3.550 crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste foram vacinados.
A imunização e o acompanhamento foram feitos de junho de 2011 a abril de 2013. O laboratório, no entanto, vai acompanhar por mais cinco anos os imunizados.
Segundo Sheila Homsani, os resultados estão acima das expectativas da Organização Mundial da Saúde, que pretende reduzir em 50% a mortalidade por dengue até 2020.
A dengue é considerada questão de saúde pública brasileira e é doença endêmica de cerca de 100 países. De 1º de janeiro a 19 de julho deste ano, o Ministério da Saúde notificou 688.287 casos da doença e 554 mortes.
Fonte: EBC

Copom anuncia hoje taxa Selic


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anuncia hoje (3) a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, a Selic está em 11% ao ano, e a expectativa do mercado financeiro é que não haja alterações no valor este ano. A estimativa das instituições financeiras consultadas pelo BC é que a taxa só volte a subir em 2015, encerrando o período em 11,75% ao ano.
Ontem (2), no primeiro dia da reunião do Copom, chefes de departamento do BC apresentaram uma análise da conjuntura nacional, com dados sobre a inflação, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o câmbio, as reservas internacionais, o mercado monetário, entre outros assuntos.
Hoje à tarde, na segunda parte da reunião, estarão presentes os diretores e o presidente do BC, Alexandre Tombini. O chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas também participa, mas sem direito a voto. Após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para definir a Selic, os diretores e o presidente definem a taxa. Assim que a Selic é definida, o resultado é divulgado à imprensa. Na quinta-feira da semana seguinte, o BC divulga a ata da reunião, com as explicações sobre a decisão.
Este ano, a Selic subiu em janeiro, fevereiro e abril, quando foi ajustada de 10,75% ao ano para 11% ao ano. Nas reuniões de maio e julho, a Selic foi mantida no atual patamar. O Copom realiza oito reuniões por ano, ainda faltam duas, em outubro e dezembro.
A Selic é usada como instrumento para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom do Banco Central aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida pode aliviar o controle sobre a inflação.
Se o comitê mantiver a Selic no atual patamar, a explicação é que as elevações anteriores foram suficientes para gerar os efeitos esperados na economia. O BC tem reiterado que os efeitos de alta da taxa básica se acumulam e levam tempo para aparecer.
O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. O centro da meta é 4,5%, com limite superior de 6,5%. A expectativa de instituições financeiras é que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 6,27%, este ano.
Agência Brasil

Beneficiários do Pronatec são maioria em Olimpíada do Conhecimento


A Olimpíada do Conhecimento, que começa hoje (3) em Belo Horizonte, reúne pela primeira vez grande número de beneficiários do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico em Emprego (Pronatec). Eles representam 82% dos competidores, segundo a organização do evento. O programa é um dos carros-chefe do atual governo e a competição é uma forma de validar a qualidade do ensino.
Durante quatro dias de provas, que terminam no sábado (6), os competidores fazem tarefas semelhantes às que enfrentariam em situações reais do dia a dia de trabalho. Seu desempenho estabelece o padrão de excelência das práticas de 58 ocupações técnicas, sendo 48 da indústria, sete do setor de serviços e três da agropecuária.
Os estudantes que chegam a essa etapa são os que se destacaram durante as aulas. Eles passaram por treinamento específico para a competição. Depois, participaram dos torneios estaduais e foram considerados os melhores de cada estado. Há estudantes do Pronatec na competição representando as delegações dos 26 estados e do Distrito Federal.
Dos 726 participantes, 597 passaram por cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) ou técnicos de nível médio nas unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e nos institutos federais de Tecnologia.
De acordo com o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, os estudantes beneficiários do Pronatec têm desempenho semelhante ao dos demais estudantes. A taxa de evasão, apesar de ter passado de 5% para 8%, ainda é baixa. "Houve pequeno aumento na taxa, mas também um grande aumento no número de alunos. O Pronatec é uma importante agenda de construção de cidadania no país", diz.
"A Olimpíada é fundamental para a aprendizagem dos alunos e para as empresas, mas o objetivo principal é mostrar a educação profissional como um caminho de escolha, com uma boa remuneração. O estudante poderá ingressar no mercado de trabalho e poderá também continuar a estudar se desejar", acrescenta Lucchesi.
Segundo ele, a formação técnica chega a 7% da população de 15 a 19 anos, índice considerado baixo quando comparado à média de cerca de 50% dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.
Agência Brasil

Anvisa determina apreensão e inutilização de lote de medicamento falso


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação e comercialização do medicamento Reumatex, fabricado por empresa desconhecida. A agência também determinou a apreensão e a inutilização dos produtos remanescentes no mercado. A resolução foi publicada hoje (3) no Diário Oficial da União.
O medicamento estava sendo fabricado e comercializado irregularmente, já que não tem registro. O produto tinha na embalagem o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica de uma empresa que desconhece o Reumatex e o registro no Ministério da Saúde de outro remédio.
Por causa da presença de corpo estranho em ampola do medicamento Contracep, um anticoncepcional injetável, a Anvisa também determinou a suspensão da distribuição e comércio do lote 601530.1. O remédio é fabricado pela empresa Germed Farmacêutica Ltda e o lote tem validade até 01/16. A empresa terá que recolher as unidades existentes no mercado relativas ao lote afetado.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Comércio deve abrir 138,7 mil empregos temporários no fim deste ano


A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê que o comércio varejista vai oferecer 138,7 mil vagas de trabalho no fim deste ano, o que equivale a crescimento de 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado. “Se fizermos uma série histórica do crescimento dos trabalhadores temporários, será o pior resultado desde 2009. É um crescimento fraco, mas, ainda assim, é um crescimento”, informou o economista Fábio Bentes, da CNC, à Agência Brasil, acrescentando que o período de contratações ocorre entre setembro e novembro.
Apesar disso, estimou que os postos temporários vão contribuir para a recuperação dos empregos no setor. Dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregos (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, indicam que o comércio varejista acumula redução de 78,2 mil postos de trabalho, de janeiro a julho. “Em todas as datas comemorativas, este ano, o setor perdeu força em comparação com o ano passado. Por isso, o fator sazonal ficou mais evidente, mas sem dúvida alguma vai fechar o ano no azul”, contou.
O economista explicou que o número de vagas costuma acompanhar o resultado das vendas. No ano passado, as contratações temporárias aumentaram 3,2% em relação a 2012, para atender à expansão de 5,1% das vendas. A previsão para este ano é uma elevação menor, de 3% nas vendas, com movimentação financeira de R$ 32,5 bilhões. Ele acrescentou que o melhor Natal no histórico recente foi em 2010, quando as vendas subiram 9,5% e a contratação 7,2% na comparação com 2009.
O ramo de vestuário e calçados, que em geral abre mais vagas, por causa do impacto das vendas de fim de ano, deverá responder por quase metade (48,7% do total) das contratações. Somente em dezembro, o faturamento do setor costuma crescer 90% em relação ao mês anterior, por causa do fator sazonal. “Isso acontece porque, dos segmentos do varejo, é o [ramo em que] se encontra produtos com valores unitários relativamente baixos. A pessoa que está com pouco dinheiro compra produtos de R$ 10 ou R$ 15 e consegue presentear. Mesmo em anos em que o varejo não vai bem ele se destaca”, comentou Fábio.
O segmento de hiper e supermercados, que historicamente é o maior empregador do comércio varejista, deverá ficar em segundo lugar com 26,1 mil postos temporários (18,9%). Se a estimativa se  confirmar, haverá elevação de 2,7% em relação às 25,5 mil vagas temporárias criadas no fim de 2013.
Ainda de acordo com a CNC, o maior salário de admissão deverá ocorrer no ramo de farmácias e perfumarias (R$ 1.142), mas em contrapartida o segmento deverá ofertar apenas 3,8% das vagas totais a serem criadas no varejo.
Bentes disse ainda que a falta de crédito mais barato vai prejudicar as vendas no segmento de eletrodomésticos, móveis e eletroeletrônicos. “O crédito que a pessoa física toma no banco está muito mais caro. Isso vai atrapalhar as vendas, que dependem do crédito”, destacou.
Segundo ele, tradicionalmente 15% das vagas temporárias são absorvidas pelo mercado de trabalho, mas este ano ele não acredita que isso se repita, porque o comércio não está com o mesmo desempenho de períodos anteriores. “É um momento de cautela, e envolve um custo relativamente elevado. Certamente, o empresário vai esperar a virada do ano para ver se retoma as contratações”, esclareceu.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Estatais de energia podem contratar novas operações de crédito

energia
O governo federal ampliou de R$ 800 milhões para R$ 1,9 bilhão o valor das contratações envolvendo operações de crédito destinados ao saneamento econômico e financeiro das empresas estatais de energia elétrica. A medida, anunciada na semana passada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (1º), em resolução do Banco Central. Por meio dela, a autoridade monetária pretende facilitar a reestruturação de dívidas dessas empresas.

A decisão foi motivada pela aquisição da Companhia Energética de Goiás (Celg) pela Eletrobras. No caso da Celg Distribuidora, foi feito um acordo com a Eletrobras e com o estado de Goiás de venda do controle da companhia. "Para a Eletrobras adquirir a Celg, foi necessário que a empresa mudasse seu perfil de dívida”, explicou Aílton Madureira, coordenador-geral de Investimento Público do Tesouro Nacional, durante o anúncio das medidas.
Assim, uma estatal do setor poderá alterar o perfil da sua dívida, negociando o pagamento em um prazo maior ou trocando o perfil de juros, de uma dívida com juros mais caros para uma com níveis mais baratos. Apesar de motivada pela negociação entre Celg e Eletrobras, a medida vale para as demais estatais de energia elétrica.
Agência Brasil

HPV: meninas de 11 a 13 anos devem receber segunda dose da vacina

Ceilândia (DF) - Alunas do Centro de Ensino Fundamental 25, em Ceilândia, são vacinadas contra o HPV (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Meninas de 11 a 13 anos que já receberam a primeira dose da vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) devem receber, a partir de hoje (1º), a segunda dose. A imunização será feita em escolas públicas e particulares e também em unidades de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 4,3 milhões de meninas nessa faixa etária já receberam a primeira dose em março deste ano. A segunda é essencial para garantir a proteção contra o HPV.
A vacina protege contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero, enquanto os subtipos 6 e 11 respondem por 90% das verrugas anogenitais.
Meninas que ainda não tomaram a primeira dose também podem procurar os postos de saúde. Para receber a segunda, basta apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. A terceira dose será aplicada cinco anos após a primeira.
Em 2015, a vacina será oferecida para meninas de 9 a 11 anos e, em 2016, para meninas de 9 anos. O ministério reforçou a importância do uso do preservativo como proteção contra as demais doenças sexualmente transmissíveis e da realização do exame conhecido como papanicolau em mulheres a partir dos 25 anos.
O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Ele também pode ser transmitido da mãe para o filho no momento do parto. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que 290 milhões de mulheres em todo o mundo estão infectadas, sendo 32% delas pelos subtipos 16 e 18.
Em relação ao câncer de colo de útero, estudos apontam que 270 mil mulheres no mundo vivem com a doença. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos este ano.
Agência Brasil