sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Alimentação inadequada pode afetar a saúde dos dentes

Com a vida moderna e a correria da rotina diária, as pessoas cada vez mais se alimentam mal, com refeições pouco saudáveis e, muitas vezes, sem mastigar os alimentos como deveria. Mas, como uma alimentação inadequada pode fazer mal à saúde do dentes?
“Os alimentos têm o potencial de destruir desde os dentes naturais, já que o ambiente da cavidade oral é contaminado e suscetível a transformações de acordo com a presença de determinados alimentos até prejudicar técnicas de clareamento, facetas de porcelana e aparelhos ortodônticos”, comenta a dentista Renata Martins, da Odontoclinic.
Renata explica que para os dentistas, existem alimentos ‘adesivos’, ‘ácidos’ e ‘detergentes’. “Os alimentos adesivos tendem a aderir aos dentes e são os responsáveis pela cárie. É um grupo composto por biscoitos, bolachas, doces e balas. Já, os alimentos ácidos como abacaxi, laranja, limão, kiwi e cítricos, em geral os sucos, bebidas de frutas e refrigerantes favorecem o que se de erosão ácida, que se manifesta sob a forma de desgaste da estrutura do dente, na região do dente próximo à gengiva, mesmo em bocas bem higienizadas.”
Os chamados alimentos detergentes eliminam resíduos de outros alimentos que ficam aderidos à superfície dental. Nessa categoria encontram-se as frutas, os legumes e as verduras de modo geral, preferencialmente crus ou cozidos no vapor. Esses alimentos necessitam de um maior tempo de mastigação, o que promove uma autolimpeza pelo atrito do alimento com o dente. Além disso, fornecem ao organismo muitos nutrientes essenciais para o seu bom funcionamento, como as vitaminas A, B6, B12, C, D, E, K e ácido fólico.
A dentista reforça ainda que uma dieta saudável deve conter vitaminas, sais minerais e fibras presentes no arroz, no feijão, no peixe, no leite e nos ovos, imprescindíveis para o bom andamento do organismo. “Cabe lembrar que a má nutrição e deficiências vitamínicas provocam a diminuição no fluxo salivar, gengivite e outras alterações na gengiva e no periodonto.”
Para uma boa saúde bucal, a primeira recomendação é manter uma boa higiene da boca após as refeições, principalmente antes de dormir e usar sempre o fio dental entre os dentes. “Isso ajuda a eliminar as bactérias que são a principal causa do mau hálito e das caries. Além disso, no intuito de manter a boca livre de doenças, devemos procurar ter uma alimentação balanceada, evitando alimentos prejudiciais à nossa saúde e ingerindo alimentos saudáveis”, salienta a dentista.
Segundo ela, o açúcar é o principal alimento das bactérias causadoras da placa bacteriana, que está associada ao aparecimento da cárie e do mau hálito. Sendo assim, deve-se evitar a ingestão de balas, chocolates e alimentos doces (com muito açúcar) no período entre as refeições. Já alimentos como alho, cebola, alimentos ricos em proteínas como ovos, feijão, carnes, leite, álcool, sucos cítricos e café são os principais causadores do mau hálito. “Por outro lado, vegetais, frutas, fibras entre outros alimentos não provocam cáries e nem mau hálito, sendo importantes aliados na manutenção da saúde oraI juntamente com a ingestão de dez copos de água por dia”, finaliza Renata.
Fonte: Consumidor Moderno

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Classe industrial participa do Dia do Empresário do Seridó realizado pela FIERN


“O Dia do Empresário do Seridó” realizado ontem (25), em Caicó, contou com a participação ativa da classe empresarial local que lotou as dependências do Centro Pastoral Dom Wagner. Além de participarem da palestra “Mudança: ou Muda ou Dança”, com Jussier Ramalho, os empresários tiveram a oportunidade de conhecer melhor os serviços e produtos oferecidos pela FIERN.

Heyder de Almeida Dantas, diretor da instituição, ressaltou que, hoje, o Seridó é uma das regiões mais beneficiadas do Rio Grande do Norte pelas ações do sistema FIERN, por contar com toda uma infraestrutura para o desenvolvimento de atividades voltadas para os empresários. Ele destaca que, até final do ano, Caicó e outros três municípios seridoenses serão beneficiados com o projeto Indústria do Conhecimento.
O detalhamento das ações do SESI, SENAI e IEL foi feito pela gerente da unidade de mercado, Ana Angélica de Castro, que destacou a importância das demandas da classe empresarial local chegarem a FIERN no intuito de que sejam desenvolvidas programações específicas e para que as mesmas possam ser atendidas a contento. Ela também aproveitou a oportunidade para convidar o público a participar do Mundo SENAI, que será realizado em Caicó, nos dias 17 e 18 de outubro.
O Espaço Empresarial da FIERN foi apresentado por Helder de Souza Maranhão.  De acordo com ele, a capilaridade do Sistema FIERN, no Brasil e no Rio Grande do Norte, além da própria capacidade de mobilização da instituição vem permitindo ações efetivas voltadas para a evolução da indústria. Ainda segundo ele, o Espaço Empresarial surge para ampliar ainda mais esse leque de ações, contribuindo para o desenvolvimento da indústria do RN.
Realizado pelo Programa de Desenvolvimento Associativo – PDA, o evento teve como principal objetivo estimular os empresários a se associarem aos Sindicatos e a participarem de maneira efetiva da vida da Federação.

Como curtir o exercício e fazer o tempo passar mais rápido na academia


Tem dias em que o mero pensamento de ir à academia já é um sofrimento. Os benefícios da atividade física estão muito claros na sua cabeça, as metas foram traçadas mas... Cadê a vontade? Como fazer aquele período entre equipamentos e aparelhos ser legal e proveitoso?

Suzy Fleury, psicóloga especializada em esportes, e Roberto Collaço, professor de educação física e personal trainer, dão oito dicas para o tempo passar mais rápido e a experiência da malhação, de maneira geral, ser mais agradável. Não perca tempo: dá para adotá-las ainda hoje! 
Coma frutas antes de se exercitar 
O açúcar das frutas (frutose) é bem aproveitado pelo organismo e fornece uma dose extra de energia. “O ideal é consumi-las imediatamente antes de sair de casa ou do trabalho para a academia. Até chegar lá, o corpo já terá começado a sentir seus efeitos”, recomenda Collaço. Ele sugere banana e abacaxi ou uma bela vitamina que misture várias frutas – neste caso, adicione à receita um pedaço de gengibre, que acelera o metabolismo.
Onze regras de etiqueta para a academia
Tire os pensamentos negativos da cabeça e entre sorrindo na academia 
“Estudos indicam que temos cerca de 14 mil pensamentos por dia. Focar naqueles que nos proporcionam bem-estar, sem dar chance aos negativos, traz retornos nas relações pessoais, profissionais e também no desempenho nos esportes”, afirma Suzy. O conselho da psicóloga é assumir uma postura positiva desde o despertar pela manhã e aplicá-la aos exercícios a partir da entrada na academia: chegue sorrindo e cumprimente quem estiver pelo caminho. Isso levanta o astral e torna a experiência de estar ali melhor. 
7 atitudes que fazem você perder tempo na malhação
Dê chance a novas amizades 
Sentir-se bem no ambiente da academia é meio passo andado para querer frequentá-la o máximo possível. Como os outros alunos não são necessariamente de seu círculo social ou profissional, esteja aberto às conversas iniciadas por eles e não hesite em puxar papo quando achar adequado. Novas amizades podem começar assim. “Só é preciso tomar cuidado para não passar mais tempo sociabilizando do que se exercitando”, alerta Collaço.
Não seja autocrítico demais 
Preocupação com a saúde e com a aparência são os principais motivos que levam os alunos à academia. No segundo caso, se a autoexigência por resultados for exagerada, pode acabar com o prazer de malhar. “Olhar-se no espelho e se sentir péssimo porque o corpo ainda não está como desejado só atrapalha. Em vez disso, a pessoa deve pensar nos benefícios gerais da prática de exercícios, e ela ficará mais fácil”, diz Suzy. Celebre os avanços, ainda que lentos, e aceite o seu ritmo sem se comparar aos outros alunos. 
O que você precisa saber antes de fechar um plano
Prepare e ouça sua própria seleção musical 
É impossível que o som ambiente da academia agrade a todos. Se você for da turma que não gosta do estilo musical escolhido pelo local, faça sua seleção de faixas, coloque seus fones de ouvido e se exercite à vontade. “A música só estimula o aluno se ele ficar feliz ao ouvi-la. Quando ele gosta de pagode e o alto-falante toca eletrônica, não dá certo. Ele tem que ouvir pagode e ser feliz. O tempo certamente passará mais rápido”, defende Collaço.
Não faça intervalos longos entre os aparelhos 
Collaço garante: “Se o corpo esfria ou relaxa demais entre um aparelho e outro, a volta à atividade é realmente desanimadora”. Portanto, siga as orientações do instrutor da academia ou de seu personal e pare apenas o tempo necessário para recuperar o fôlego. Dessa forma, não será preciso sofrer a cada nova sequência e a malhação será bem mais gostosa.
As vantagens e desvantagens de cada horário para malhar
Aproveite o “tempo livre” para praticar o ócio criativo 
Enquanto estiver na academia, você não precisará entregar relatórios, participar de reuniões ou se preocupar com prazos. Aproveite o momento de mente livre para deixar os problemas de lado e permitir que novas ideias, pessoais ou profissionais, ganhem formato. “Deixe um bloquinho e uma caneta à mão para fazer anotações. Elas serão úteis para os pensamentos serem lembrados depois, quando a vida voltar ao ritmo normal”, aconselha Suzy.
12 coisas que seu treinador gostaria que você soubesse
Fique atento à respiração 
Se o dia estiver muito estressante e não houver música que o deixe relaxado durante os exercícios, concentre sua atenção na respiração. Suzy ensina: “Esvazie a mente, respire profundamente e ouça a inspiração e a expiração. Chegará um momento em que apenas isso fará sentido enquanto as atividades forem feitas. Nenhum barulho externo incomodará e o tempo passará mais rápido”.
Fonte: IG

Percentual de famílias endividadas tem segunda queda mensal consecutiva


O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 61,4% em setembro, o que representa uma queda em comparação a agosto (63,1%). Houve alta, porém, em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o índice atingiu 58,9%, de acordo com a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional), divulgada hoje (25) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Os dados são apurados em todas as capitais dos estados, além do Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

A economista da CNC Marianne Hanson informou que é a segunda queda consecutiva no percentual de famílias com dívidas. “Essa tendência recente de queda é compatível com o que a gente tem observado, tanto no mercado de crédito como nos indicadores de consumo das famílias, em especial das vendas no varejo.”
Marianne analisou que, na medida em que ocorre uma moderação no crescimento das concessões de empréstimos e das vendas de produtos atrelados ao crédito, as famílias se endividam menos. Para ela, o percentual ainda está em um patamar mais elevado em relação a setembro de 2012 porque, no primeiro semestre do ano, foi observada uma tendência de alta desse indicador. “Essa reversão é recente”.
O movimento decorre de uma cautela por parte do consumidor, destacou a economista. Nos seis primeiros meses deste ano, o volume de vendas cresceu apenas 3% em relação ao mesmo período do ano passado, acompanhado por uma expansão mais fraca do crédito, comparativamente ao ritmo que vinha sendo observado nos últimos anos. As famílias estão mais seletivas quanto à oferta de crédito, segundo Marianne. “O perfil de endividamento mudou e as famílias adotaram uma postura mais cautelosa diante de uma inflação maior e de uma incerteza em relação ao futuro e à desaceleração do mercado de trabalho”. Ela ressaltou que, por isso, nos últimos meses, as famílias reduziram o endividamento.
O mesmo fenômeno é observado em relação ao percentual de inadimplência, que alcançou 20,6% em setembro, mostrando recuo em comparação ao mês anterior (21,8%), mas elevação em relação a setembro de 2012 (19,1%).  “Seguiu a mesma tendência de queda na comparação mensal e ligeira alta na comparação anual”, disse Marianne. Ela salientou que a própria redução do endividamento favorece que a diminuição na proporção de famílias com contas em atraso.
De acordo com a economista, outro fator que contribuiu para isso foi o cenário mais positivo que começa a ser visto neste segundo semestre, apontado pela alta no indicador de confiança das famílias e pela desaceleração no ritmo de alta de preços. “Uma trégua na inflação. Isso faz com que as famílias consigam pagar suas contas em dia.”
O cartão de crédito continua liderando os principais tipos de dívida, desde o início da pesquisa, em 2010. Ele foi apontado por 73,2% das famílias, seguido do carnê, isto é, o crédito direto do lojista (18,2%) e pelo financiamento de carro (12,6%).
Uma tendência percebida também desde 2010 e que permaneceu na pesquisa de setembro é que as famílias mais endividadas são as que ganham menos de dez salários mínimos. Marianne informou que, nos últimos dois meses, foi registrada queda no percentual de famílias com dívidas, tanto na faixa de renda abaixo de dez salários quanto acima desse montante. Na comparação anual, houve alta.
“O que muda é em relação ao perfil de endividamento”, destacou a economista. No caso das famílias que ganham mais do que dez salários mínimos, os financiamentos de carro e de casa ocupam a segunda e a terceira posições, respectivamente, depois do cartão de crédito. Já para as famílias que recebem até dez salários, os principais tipos de dívida são cartão de crédito, carnês e crédito pessoal. “Esse crédito de mais longo prazo está concentrado mais para as famílias que ganham mais que dez salários mínimos”, destacou a economista.
Fonte: Agencia Brasil

Dados de segurança de eventos e casas noturnas será informado em ingressos


Os clientes de eventos de cultura, lazer e entretenimento terão acesso a informações, em ingressos e materiais publicitários, sobre alvarás de funcionamento e capacidade máxima dos locais de realização. Hoje (25), o Ministério da Justiça assinou portaria que define as regras. O texto será publicado amanhã (26) no Diário Oficial da União e entra em vigor em 90 dias.

De acordo com o Ministério da Justiça, será informado ao consumidor o número do alvará de funcionamento e contra incêndios ou documentos equivalentes. Também deve ser informada a data de validade dos alvarás. Além disso, na entrada do local do evento, deve estar visível informação sobre a capacidade máxima de pessoas.
Quem descumprir a determinação poderá pagar multa até R$ 6 milhões, ter o local interditado ou a suspensão do funcionamento. “O consumidor tem como cobrar isso de todos os governos locais”, disse a secretária nacional do Consumidor, Juliana Pereira da Silva. Para ela, a medida também facilita o trabalho de fiscalização das prefeituras.
Segundo a secretária, a medida foi adotada em consequência do incêndio na Boate Kiss, que ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro e provocou a morte de 242 pessoas.
Fonte: Consumidor Moderno

Vacina brasileira contra dengue começa a ser testada no país em outubro

O Instituto Butantã, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), inicia em outubro os testes em seres humanos de uma vacina contra a dengue. A vacina está sendo desenvolvida para combater, em uma única dose, os quatro tipos da doença já identificados no mundo. Segundo Alexander Precioso, diretor de Ensaios Clínicos do Butantã, nenhum outro país tem uma vacina como essa.

A  vacina começou a ser desenvolvida em 2006, juntamente com os institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Os vírus foram identificados no país norte-americano e, posteriormente, transferidos para o Butantã, em 2010.
A técnica utiliza o chamado vírus atenuado. “Isso ignifica que o próprio vírus da dengue é modificado para que seja capaz de fazer com que as pessoas produzam anticorpos, mas sem desenvolver a doença”, explicou Precioso.
Os cientistas já testaram a vacina em mais de 600 norte-americanos. “Os estudos lá mostraram que é uma vacina segura e que foi capaz de fazer com que as pessoas produzissem anticorpos contras os quatro vírus”, disse ele. O pesquisador explicou ainda que, nesses voluntários, não foram observados efeitos colaterais importantes, apenas dor e vermelhidão no local da aplicação, sensação comum para vacinas.
Porém, como os Estados Unidos não são uma região endêmica para a dengue, nenhum voluntário que recebeu a imunização havia contraído a doença antes. No Brasil, os testes vão envolver também pessoas que já tiveram dengue.
O cientista disse que, com base em estudos publicados no Sudoeste Asiático e nos Estados Unidos, pacientes com histórico de dengue  poderão receber a imunização sem risco à saúde. “No início do desenvolvimento da vacina lá [nos Estados Unidos], algumas pessoas receberam vacina monovalente, só de um tipo, e depois outra dose de um vírus diferente, para ver se quem já tinha o passado de dengue correria risco”, explicou.
Em uma primeira etapa dos testes brasileiros, que começam nesta semana, serão recrutados 50 voluntários da capital paulista, todos adultos saudáveis e que nunca tiveram dengue, com idade entre 18 e 59 anos, de ambos os sexos. Eles vão ser imunizados em duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.
A próxima etapa vai incluir pessoas com histórico de dengue e a vacina será aplicada em dose única. Serão 250 voluntários da capital paulista e da cidade de Ribeirão Preto, no interior do estado.
“Nós trabalhamos com a hipótese de que ela [vacina] será trabalhada em uma dose, mas nos primeiros 50 voluntários serão duas doses”, disse Precioso.“Os resultados de lá [Estados Unidos] demonstraram que a vacina já atua apenas com uma dose. Como ela vai ser, pela primeira vez, utilizada em uma região endêmica de dengue, vamos avaliar os dois esquemas [uma ou duas doses] e os dois tipos de população [já tiveram ou nunca tiveram dengue]”, acrescentou.
A terceira e última fase vai recrutar pessoas de diversas partes do país, de várias idades. “Ela vai gerar o resultado de que nós precisamos para solicitar o registro na Anvisa e, a partir daí, a vacina estará disponível”. A previsão dos pesquisadores é de que a vacina chegue à população em cinco anos.
Fonte: Agencia Brasil

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Comissão restringe veiculação de publicidade para crianças

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou na quarta-feira (18) proposta que inclui entre as práticas que constituem publicidade abusiva aquelas que sejam capazes de induzir a criança a desrespeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família e que estimulem o consumo excessivo.
O texto aprovado acrescenta dispositivos no Código de Defesa do Consumidor (CDC - Lei 8.078/90) com o objetivo de evitar excessos na veiculação de publicidade destinada a crianças. O CDC já cosidera publicidade aquela que se aproveita da deficiência de julgamento e experiência da criança.
O relator na comissão, deputado Sandro Alex (PPS-PR), recomendou a aprovação do projeto conforme substitutivo aprovado anteriormente pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.
Segundo Sandro Alex, o substitutivo “mantém uma margem de liberdade com responsabilidade, indispensável ao exercício da atividade econômica no regime democrático”.
Pelo projeto original (PL 5921/01, do ex-deputado Luiz Carlos Hauly), ficaria proibida a publicidade destinada a promover a venda de produtos infantis. Para Sandro Alex “ao tentar estabelecer limites para a má publicidade voltada ao público infantil, o texto [original] acabou por se revelar remédio excessivamente radical, capaz de matar o paciente.”
Fonte: Agência Câmara 

Brasileiros sonegaram R$ 300 bilhões em tributos neste ano


Os brasileiros sonegaram R$ 300 bilhões em tributos até agora em 2013. A quantia supera a riqueza produzida pela maioria dos estados. Até o fim do ano, o valor que deixa de chegar aos cofres públicos deverá atingir R$ 415 bilhões, o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e serviços produzidos no país, estima o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).

O Sinprofaz desenvolveu um placar online da sonegação fiscal no Brasil. Chamada de Sonegômetro, a ferramenta permite acompanhar em tempo real o quanto o país deixa de arrecadar todos os dias. Os números são atualizados constantemente no endereço eletrônico www.sonegometro.com.
De acordo com o estudo, se não houvesse sonegação de impostos, o peso da carga tributária poderia ser reduzido em até 20% e, ainda assim, o nível de arrecadação seria mantido. A ação faz parte da campanha Quanto Custa o Brasil pra Você?, criada pela entidade em 2009.
A contagem começou em 1º de janeiro. O valor sonegado até o momento é superior à arrecadação do Imposto de Renda em 2011 (R$ 278,3 bilhões). Na comparação com o PIB dos estados, a sonegação estaria em quarto lugar entre as 27 unidades da Federação.
Os R$ 300 bilhões que o governo deixou de receber até agora só estão atrás do PIB de São Paulo (R$ 1,248 trilhão), do Rio de Janeiro (R$ 407 bilhões) e de Minas Gerais (R$ 351 bilhões). A quantia sonegada, informa o Sinprofaz, equivale a mais do que a riqueza produzida pelo Rio Grande do Sul (R$ 252,5 bilhões), pelo Paraná (R$ 217 bilhões) e pelo Distrito Federal (R$ 150 bilhões).
Para chegar ao índice de sonegação, o levantamento do Sinprofaz selecionou 13 tributos que correspondem a 87,4% da arrecadação tributária no Brasil. Os principais tributos analisados foram os impostos de Renda (IR), sobre Produtos Industrializados (IPI) e sobre Operações Financeiras (IOF), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), aContribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e os impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e sobre Serviços (ISS).
O Sinprofaz também incluiu no estudo as contribuições dos empregadores para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e os pagamentos de patrões e empregados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Amanhã (25), o Sinprofaz instalará um painel móvel em Brasília com os números da sonegação. O placar circulará nas proximidades do Congresso Nacional. O sindicato também promoverá a distribuição de materiais educativos.
Fonte: Agência Brasil

Com mais de 240 mil deficientes atendidos, Apae teme extinção


Instituição mostra preocupação com possível corte de financiamento e novo PNE

Uma das instituições mais antigas do País no atendimento a pessoas com deficiência, a Apae (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais) está preocupada com a proposta do novo PNE (Plano Nacional de Educação), em fase final de votação no Congresso Nacional. Aprovado, será lei e a principal diretriz para os próximos dez anos da Educação brasileira.
O debate sobre como proporcionar o direito à educação para crianças e adolescentes com deficiência, e se ela deve acontecer nas mesmas salas de aula de alunos sem deficiência ou em instituições criadas para esse objetivo retornou com a proposta do PNE: a Meta 4 do plano estabelece que  uma das prioridades da Educação no Brasil na próxima década será “universalizar, para a população de quatro a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino”.
Além do PNE, outro projeto de lei em tramitação no Congresso preocupa as Apaes, que atendem hoje, segundo números da federação nacional da entidade, a cerca de 240 mil deficientes em 2.140 unidades que funcionam de forma independente, integrada ou conveniada ao poder público. A proposta de 2010 do senador cearense José Pimentel (PT) pretende cortar o repasse de verbas públicas para as associações a partir de 2016, o que levaria ao fim gradual das unidades. Diversas manifestações de professores e dirigentes da associação em parceria com familiares de alunos têm acontecido para evitar que o projeto seja aprovado.
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Criada em 1954, a Apae defende a manutenção do que já está na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), que define que a educação de alunos com deficiência deve ser feita “preferencialmente” na rede regular de ensino. Juntas, atendem a cerca de 240 mil pessoas com deficiência.
Na prática, isso significa a continuidade do modelo híbrido que existe hoje, ou seja, a convivência de instituições específicas para o ensino de deficientes com a inclusão em salas com alunos não deficientes. A Federação Nacional de Apaes denomina de "inclusivistas radicais" aqueles que defendem o texto original da Meta 4 do PNE e afirma que as escolas regulares não são capazes de receber os alunos com alto grau de deficiência atendidos pela instituição. 
“Sem a palavra preferencialmente no texto do PNE, as pessoas com deficiência e suas famílias perderão o direito democrático de escolha. Não terão como escolher a escola onde querem estudar. A homogeneidade como modelo é discriminação. A heterogeneidade permite o olhar a cada especificidade”, informou a federação à reportagem do R7.
"Inclusão radical"
A federação informa também ser contra o que considera uma "inclusão radical". E se declara ainda "contra a proposta de acabar com as escolas especiais e contra a eliminação da parceria que foi construída entre o Governo e as organizações da sociedade civil ao longo dos anos. Foi essa parceria que garantiu o desenvolvimento da educação especial, modalidade de educação organizada institucionalmente para o acesso, permanência e o percurso escolar com sucesso dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação".
Por outro lado, a própria Apae de São Paulo é favorável à proposta do PNE, uma vez que suas escolas não são separadas da estrutura da prefeitura, mas parte da rede de ensino regular. A instituição no Estado não possui mais escolas especiais, tendo no máximo unidades conveniadas.
A professora Eliane Luz Francisco Gomes, cuja carreira é focada na experiência com inclusão de alunos, defende o novo plano nacional. Para ela, a vivência em escolas regulares é positiva para as crianças e adolescentes com deficiência.
— As crianças se relacionam muito bem com esses colegas, sem preconceito nenhum. Já tive aluno com paralisia cerebral que ficava um período comigo e outro na Apae. Cada caso é um caso. Eles normalmente têm acompanhamento mais especializado quando é um caso mais grave. O trabalho da Apae é importante, mas hoje mudou muito.
Trabalho em conjunto
Para a advogada Claudia Grabois, membro da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária (CDHAJ) da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro), nenhuma instituição deve ser descartada no processo da inclusão.
— Não se pode abrir mão de instituição alguma. O que tem de ser feito é trabalhar em conjunto, é uma construção coletiva.
A especialista afirma que o novo PNE não sentencia as instituições de educação inclusiva privadas como as Apaes à extinção, como faz o projeto do senador Pimentel. Segundo ela, o plano define apenas quais instituições devem receber prioritariamente as verbas públicas para educação inclusiva, porém, em nenhum momento, cogita a retirada do financiamento das instituições particulares.
— Não vejo a meta [4] como uma meta que restrinja direitos, muito pelo contrário. Mas sim como uma meta que faz parte de um processo que amplia este direito [à inclusão]. Não passa em momento pela minha cabeça que estas instituições possam fechar.
Fonte: R7

Banda larga móvel cresce 30% ao ano, mas exclusão digital persiste


O uso de banda larga móvel está aumentando a uma taxa de 30% ao ano, o que faz dela a tecnologia que mais cresce na história, afirmou o novo relatório de ‘Estado da Banda Larga’ da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançado no sábado (21).

Até o final de 2013, haverá três vezes mais conexões de banda larga móvel do que conexões de banda larga fixa, estima o relatório. O Brasil ocupa a 44ª posição no ranking mundial de penetração da banda larga móvel per capita, com 36,6%, e a 25ª posição no percentual de domicílios com internet entre os países em desenvolvimento, como 45,4% dos lares equipados com essa ferramenta. Singapura lidera o uso de banda larga móvel per capita no mundo com 123,3% de conexões. Já a Suíça lidera nas conexões de banda larga fixa per capita, com mais de 40%. A Coreia do Sul continua tendo a mais alta penetração doméstica de banda larga, com mais de 97% das casas equipadas com essa tecnologia.
Em termos do uso da internet, já existem mais de 70 países onde mais de 50% da população está online. Os dez principais estão todos localizados na Europa, com exceção da Nova Zelândia, que ocupa a 8ª posição e o Catar na 10ª posição. O Brasil está na 72ª posição com 49,8% da população online.
“Enquanto mais e mais pessoas estão online, mais de 90% dos habitantes dos 49 países menos desenvolvidos do mundo permanecem totalmente desconectados”, disse o secretário-geral da UIT, Hamadoun I. Touré.
“A internet e, particularmente a banda larga, se tornou uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento social e econômico e precisa ser priorizada, mesmo nas nações mais pobres do mundo. Tecnologia combinada com conteúdo e serviços relevantes podem nos ajudar a fechar as lacunas de desenvolvimento em áreas como saúde, educação, gestão ambiental e capacitação de gênero”, acrescentou.
Pela primeira vez, o relatório também inclui um novo dado, a igualdade de gênero no acesso à banda larga até o ano de 2020. Segundo a UIT, no geral, as mulheres são menos propensas a ter acesso à tecnologia do que os homens.
A agência de telecomunicações da ONU acrescentou ainda que, enquanto a diferença é relativamente pequena nos países desenvolvidos, ela é enorme nos países de baixo desenvolvimento.
Fonte: Consumidor Moderno