terça-feira, 29 de setembro de 2015

Com restrições para comprar imóvel, busca por aluguel cresce

Casa própria: Brasileiros têm visto no aluguel uma solução de moradia para o curto prazo
Com o aumento das restrições para financiamento de imóveis, a busca por aluguéis no Brasil aumentou 32%, de acordo com pesquisa realizada pelo portal imobiliário VivaReal, que recebe mais de 10 milhões de visitas por mês.
Esse crescimento foi verificado entre os meses de maio - quando foram anunciados os novos limites para financiamentos de imóveis usados pela Caixa - e setembro deste ano. 
O aumento na demanda por aluguel foi ainda maior em Santa Catarina, onde a busca cresceu 60% de maio a setembro. As cidades de Florianópolis e Joinville foram as principais responsáveis pelo resultado.
Em Florianópolis, por exemplo, o aumento na busca por aluguéis foi de mais de 70% e, ainda que o centro seja uma das regiões mais procuradas da cidade, os bairros Jurerê, Lagoa, Ponta das Canas registraram o maior aumento na demanda por aluguel. Fora da região das praias, Saco dos Limões, um bairro tradicional de Florianópolis também teve um grande aumento na busca por locação.
São Paulo também apresentou uma elevação na demanda por aluguel superior à média nacional: no estado, a busca por aluguel subiu 35% de maio a setembro. Apenas na capital, o aumento foi de mais de 25%, sendo as zonas leste e norte as regiões que tiveram os maiores aumentos. A região central da cidade, no entanto, é a que registra a maior procura por aluguel.
Ao observar os dados nacionais, as regiões Sul e Sudeste do país registraram a maior elevação na demanda por aluguel entre maio e setembro, de 11%. Já a região Norte não apresentou alterações na busca por aluguéis.
Lucas Vargas, vice-presidente executivo do VivaReal afirma que, com as mudanças constantes nas regras de financiamento, o brasileiro vê no aluguel uma solução de moradia a curto prazo enquanto tenta entender o cenário do mercado imobiliário. "Ao assinar um contrato de dois anos e meio ele pode observar melhor o mercado até se sentir seguro para a compra”, comenta.
Veja como se dividiram as buscas por aluguel e por compra de imóveis no portal VivaReal ao longo de 2015:
© ThinkStock/inxti Casa própria: Brasileiros têm visto no aluguel uma solução de moradia para o curto prazo
Mês // Busca por compra // Busca por aluguel
Janeiro // 67% // 33%
Fevereiro // 69% // 31%
Março // 68% // 32%
Abril // 69% // 31%
Maio // 66% // 34%
Junho // 61% // 39%
Julho // 58% // 42%
Agosto // 58% // 42%
Setembro // 58% // 42%
Restrições nos financiamentos
Em abril deste ano, a Caixa anunciou a redução nos limites de financiamento de imóveis usados pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), no qual o valor amortizado é constante, mas as prestações são decrescentes, pois os juros pagos nas parcelas iniciais são maiores e diminuem ao longo do tempo.
Assim, a partir de maio, nas operações que usam recursos da poupança, que são aquelas que fazem parte do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o limite de financiamento pela Caixa passou de 80% para 50% do valor do imóvel no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e de 70% para 40% para financiamentos pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).
O SFH engloba financiamentos de até 750 mil reais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Distrito Federal, e de até 650 mil reais nos outros estados. Os demais financiamentos são feitos dentro do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).
A Caixa também já havia reduzido de 90% para 80% o limite do financiamento para imóveis em geral e anunciado duas rodadas de elevações nas taxas de juros dos financiamentos, em janeiro e abril. Em agosto, o banco também anunciou que não concederá mais crédito imobiliário a clientes que já possuam algum financiamento na Caixa que utilize recursos do SBPE,
Neste mês, a Caixa anunciou ainda uma terceira rodada de elevações nas taxas de juros, que passa a valer a partir do dia 1º de outubro, próxima quarta-feira.
Assim como a Caixa, o Banco do Brasil e os bancos privados também anunciaram elevações das taxas neste ano e o Itaú, inclusive, também reduziu a cota máxima de financiamento de 80% para 70% do valor do imóvel.
Fonte: MSN

É direito: bancos devem oferecer serviços gratuitos

É direito: bancos devem oferecer serviços gratuitos
O Banco Central garante a gratuidade de alguns serviços essenciais bancários. É direito. Exija do seu banco
Então você é um universitário ou marinheiro de primeira viagem no mercado de trabalho e vai começar a movimentar o seu dinheiro sozinho. Saiba que você, agora um consumidor e integrante do time da economia brasileira, deve ficar atento aos pacotes de serviços bancários oferecidos por bancos.
O primeiro e mais importante é o pacote bancário essencial, que É GRATUITO. Ela está prevista na resolução do Banco Central do Brasil (BCB) de número 3.919, artigo dois, inciso I. Exija isso do banco e, de quebra, fique atento a uma dica da CM: prefira os serviços pela internet.
Veja a lista dos serviços gratuitos e os limites:
Cadastro para abrir conta
Cartão de débito
Saques (limitado a quatro por mês)
Transferências entre contas do mesmo banco (limitada a duas por mês)
Consultas pela internet (ilimitado)
Fonte: Consumidor Moderno

Água mineral Valle Vita tem lote proibido pela Anvisa por conter fungos


Image result for Água mineral Valle VitaA Anvisa determinou a suspensão da distribuição, da comercialização e do uso do lote 300510:18 da  Água Mineral Natural, marca  Valle Vita, com validade até janeiro de 2016. O produto é fabricado pela empresa Concessionária Mineração Arroio Bonito Ltda.
A Agência tomou esta medida após laudo de análise fiscal emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Santa Catarina (Lacen-Sc) identificar fungos filamentosos em suspensão. O documento também revela indicativos de falhas de Boas Práticas de Fabricação.
A determinação está na Resolução 2.741/2015, publicada nesta terça-feira (29/8) no Diário Oficial da União (DOU).
Fonte: Anvisa

Prevenção de acidentes: como evitar acidentes de trânsito?

>> Atropelamentos
Entre os acidentes de trânsito com crianças, o atropelamento é o que mais faz vítimas. Segundo o Ministério da Saúde, 536 crianças de até 14 anos morreram e 6.063 foram hospitalizadas vítimas de atropelamentos. Segundo estudo médico – Ribas (2001) – o perfil de atropelamento com crianças é maioria do sexo masculino, aos sete anos, no mesmo bairro de moradia, durante a semana e à tarde.
O ambiente em que transitam as crianças apresenta um grande potencial de risco e poucas condições de segurança para os pedestres. Entre outros fatores que causam o atropelamento, está a ausência de uma campanha educativa para motoristas e pedestres, desrespeito aos limites de velocidade, falta de calçadas, sinalização ineficiente, vias e rodovias projetadas sem os devidos cuidados para pedestres e a falta da cultura do respeito às leis. Além disso, as crianças são mais vulneráveis ao acidente por atropelamento porque estão expostas às condições de tráfego que superam sua capacidade de percepção do risco que estão correndo.
“Para prevenir este acidente, os responsáveis devem supervisionar sempre até que a criança demonstre habilidades e capacidade de julgamento do trânsito, que deve acontecer aproximadamente aos 10 anos, segurar sempre na mão da criança, firme, pelo pulso, enquanto estiver caminhando na rua, não permitir a brincadeira em locais que não são adequados como entradas de garagens, quintais sem cerca, ruas ou estacionamentos e acompanhar a criança para identificar o caminho mais seguro e ensinar a completá-lo de forma segura e cuidadosa”, explica Gabriela de Freitas, coordenadora Nacional da Ong Criança Segura.
Além de dar o bom exemplo, os responsáveis também devem ensinar à criança a:
- olhar para os dois lados, várias vezes, antes de atravessar a rua;
- nunca correr para a rua para pegar uma bola, o cachorro ou por qualquer outra razão sem antes parar e olhar se vem carro;
- utilizar a faixa de pedestres sempre que disponível, obedecer aos sinais de trânsito, não atravessar a rua por trás de carros, ônibus, árvores e postes;
- esperar que o veículo pare totalmente ao desembarcar do ônibus e aguardar que ele se afaste para atravessar a rua, entre outros cuidados.
- 1 em cada 5 estudantes atravessam a rua distraídos. Importante manter os telefones para baixo e a cabeça erguida enquanto estiver andando.
- Cruzar uma rua fora da “esquina” e da faixa de pedestres corresponde a 81% das mortes de pedestres crianças. Não atravesse no meio do quarteirão. Gaste mais tempo e atravesse na esquina com faixa de pedestres.
- 75% das mortes de pedestres adolescentes acontecem entre 19h e 7h da manhã, quanto está escuro. Seja especialmente cuidadoso quando estiver escuro e tenha certeza que os motoristas estão vendo você
- 1 em cada 5 mortes de pedestres acontecem em um cruzamento. Olhe para os dois lados da rua antes de atravessar e continue olhando em todas as direções enquanto atravessa.
Calçadas podem reduzir o atropelamento de pedestres em quase 90%.
- É sempre melhor andar pelas calçadas. Se não tem calçada nesta região, ande no sentido contrário ao dos carros e o mais longe possível deles.
- Perto de 100 crianças são mortas por carros “dando ré” todos os anos. Preste atenção nos carros em marcha à ré nos estacionamentos e calçadas.
- Mais de 80% das mortes de pedestres acontecem quando os veículos trafegam a 64km/h ou mais. Menos de 10% das mortes acontecem em batidas a 32 km/h ou menos. Mesmo na faixa de pedestres, pare entre as pistas e faça contato visual com o motorista para continuar a travessia.

Confira as dicas em outro formato aqui (Facebook).
Sempre vale relembrar aos motoristas que os pedestres, seja criança ou adulto, são a parte mais vulnerável do trânsito. Por isso, toda atenção, cuidado e gentileza ao guiar. Além disso, morotista:
- Respeite a sinalização;
- Trafegue com atenção, principalmente em áreas escolares;
- Em um cruzamento, atenção aos pedestres que estão termindo a travessia quando o seu sinal abrir;
- Não use o celular enquanto estiver dirigindo;
- Faça curvas com atenção e respeite a sinalização de ‘pare’ nos cruzamentos sem semáforo;
- Seja especialmente atencioso ao dirigir a noite, fica mais difícil ver os pedestres;
- Olhe para os dois lados antes de decidir entrar numa rua e durante a curva olhe novamente se não tem pessoas tentando atravessar por trás ou pela frente do veículo;
- Não estacione em áreas proibidas;
- Seja atencioso em áreas sem calçadas mas com circulação de pessoas, você precisa dividir a via com elas;
- Atenção ao dar a ré para estacionar ou sair de sua vaga, podem ter crianças passando por ali;
- Quando parar num cruzamento para que pedestres passem, alerte para que os carros que vem atrás de você parem também.
>> Criança Como Passageira de veículo
Em 2013, 535 crianças morreram e 1.235 foram internadas vítimas de acidentes como ocupantes de veículos. Testes de colisão mostram que, num acidente, uma criança de 10 kg, em um carro com velocidade de 50 Km/h, passa a ter 500 kg ao ser lançada para frente. Ou seja, mesmo no colo, uma mãe nunca conseguiria segurar a criança nessa situação ou poderia esmagá-la.
“A melhor proteção para as crianças no carro é o uso do bebê conforto, cadeirinhas e assentos de elevação, de acordo com o peso delas. Esses itens passaram a ser obrigatórios desde 2010. O cinto de segurança é projetado para pessoas com no mínimo 1,45m de altura e por isso não protege as crianças dos traumas de um acidente”, alerta Gabriela.
Os tipos de dispositivos e como utilizados podem ser visualizados no Guia da Cadeirinha, disponível aqui. A obrigatoriedade do selo do Inmetro nas cadeirinhas fabricadas e comercializadas no Brasil é uma das conquistas em prol da sociedade para a qual contribuiu a ONG CRIANÇA SEGURA. “Essa certificação é muito importante, já que uma cadeira de segurança somente recebe o selo após passar pelos testes que garantem sua eficácia no caso de colisão”, finaliza.
>> Motocicleta
É preciso considerar também os acidentes om crianças transportadas em motocicletas. Mesmo permitido por Lei para crianças a partir dos 7 anos com uso do equipamento de segurança (capacete adequado ao tamanho), o transporte de crianças em motos é de alto risco. A criança está em desenvolvimento, tem estrutura mais frágil, estatura menor e não consegue reconhecer os perigos ou ter reflexos e a agilidade do adulto. Atualmente, existe um projeto de lei para aumentar para 11 anos a idade mínima para o transporte de crianças em motocicletas, mas a Ong CRIANÇA SEGURA somente recomenda a partir dos 18 anos.
>> Criança Ciclista
Em 2013, 113 crianças morreram e 2.287 foram hospitalizadas vítimas de acidentes no trânsito como ciclistas. Pelo Código de Trânsito Brasileiro, a bicicleta é um veículo, mas para a criança sempre será um brinquedo.
“Andar de bicicleta, especialmente no trânsito, exige responsabilidade, por isso a criança deve fazê-lo somente em locais seguros como ciclovias, praças e parques sempre acompanhada de um adulto. Ao andar de bicicleta, skate ou patins, um dos maiores perigos são as lesões na cabeça, que podem levar à morte ou deixar sequelas permanentes. O uso do capacete é fundamental para reduzir as lesões na cabeça, inclusive o traumatismo craniano, além do uso de joelheiras e cotoveleiras”, orienta a especialista.
Fonte: Criança Segura

Inmetro realiza Operação Dia das Crianças em todo o Brasil


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O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) realiza, entre os dias 28 de setembro e 02 de outubro, a Operação Dia das Crianças. Durante a ação, agentes fiscalizadores dos Institutos de Pesos e Medidas Estaduais (órgãos delegados do Inmetro) percorrerão, em todos os estados do Brasil, o comércio varejista e atacadista para examinar se brinquedos, mamadeiras, bicos de mamadeiras e berços infantis atendem aos regulamentos técnicos estabelecidos pelo Inmetro.
Durante a operação será verificado se os produtos estão sendo comercializados com o conjunto de informações obrigatórias, como: dados do fabricante ou do importador, CNPJ da empresa fabricante, país de origem, composição, faixa etária e, principalmente, o selo de identificação da conformidade. Todas as informações devem estar escritas em português.
De acordo com o diretor de Avaliação da Conformidade, Alfredo Lobo, a iniciativa tem como principal objetivo coibir a venda de itens que não tenham evidenciado a sua conformidade aos requisitos mínimos de segurança.
“Queremos evitar que os consumidores adquiram produtos irregulares. A fiscalização tem o intuito de aumentar a confiança do consumidor na conformidade do produto e no fato de que estão adquirindo apenas produtos seguros que, se utilizados de maneira correta, não oferecerão perigo”, afirmou.
O diretor ressalta ainda que é primordial que a compra seja feita somente no mercado formal para evitar produtos falsificados, de procedência duvidosa ou com informações incorretas na etiqueta.
Os estabelecimentos em que forem encontradas irregularidades terão até dez dias para apresentar defesa ao Instituto e estarão sujeitos às penalidades previstas na lei, com multas que variam de R$ 100,00 a R$ 1,5 milhão. Os consumidores podem apresentar denúncias por meio da Ouvidoria do Inmetro pelo telefone 0800-285-1818 ou pelo e-mail ouvidoria@inmetro.gov.br.
O Inmetro baseia sua regulamentação na prevenção de riscos ao consumidor, considerando a melhor relação custo x benefício. Dessa forma, caso o consumidor tenha sido vítima de um acidente provocado por um produto, é importante que faça um relato em www.inmetro.gov.br/consumidor/acidente_consumo.asp. Essas informações serão tratadas com confidencialidade e serão usadas pelo Instituto para nortear suas futuras ações.
Fonte: Inmetro

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Das dez operadoras de saúde com mais reclamações na ANS, quatro são Unimed



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Quatro empresas do sistema Unimed estão no topo de um ranking não muito bom: o de operadoras de planos de saúde de grande porte com mais reclamações de consumidores, feito pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 
A Unimed-Rio ocupa a primeira posição da lista. O segundo lugar é da Unimed Norte/Nordeste. A Unimed Paulistana, cuja quebra foi anunciada recentemente pela ANS, aparece na quarta posição. Em nono lugar, está a Unimed Fesp.
A ANS divulgou o ranking nesta sexta-feira (25) e considera as queixas registradas no órgão de junho a agosto. A lista completa pode ser acessada no site da ANS: http://zip.net/bjrRW1 (link encurtado).
Para ser justo, o ranking faz uma ponderação entre o número médio de reclamações e o total de clientes da empresa. Isso evita que apenas empresas com um número maior de clientes figurem no topo da lista.
O sistema Unimed tem 351 cooperativas médicas no país e mais de 20 milhões de clientes, segundo informações da própria entidade.

Respostas das empresas

Em nota, a Unimed-Rio questiona os critérios usados pela ANS na elaboração do ranking, porque eles dariam "igual valor a qualquer questionamento dos clientes, seja procedente ou improcedente". Segundo a empresa, é "uma metodologia questionável, por ser mais abrangente e menos imprecisa".
Diz, ainda, que o ranking "contraria a tendência positiva de outros indicadores de desempenho da Unimed-Rio" e cita as "estatísticas de serviços privados de apoio a consumidores". A operadora diz que tem "passado por grandes transformações desde 2014" para "aperfeiçoar o atendimento aos clientes".
Por meio da assessoria de imprensa, a Unimed Norte/Nordeste diz que enfrentou problemas de atendimento depois que assumiu, em outubro do ano passado, cerca de 100 mil clientes da Camed Vida. A transferência desses contratos foi autorizada pela ANS na época. 
Segundo a Unimed Norte/Nordeste, a Camed Vida trabalhava de forma "desorganizada". A operadora chegou a liderar o ranking de reclamações da ANS no começo deste ano, e considera que a segunda colocação atualmente mostra uma melhora do atendimento.
A Unimed Paulistana diz, em nota, que "está unindo esforços para garantir o atendimento aos seus beneficiários". A empresa tem até o começo de outubro para transferir seus clientes para outra operadora, por determinação da ANS.
A Unimed Fesp não se pronunciou. Ela é a operadora que a Qualicorp está oferecendo como opção de migração para os clientes após o anúncio da quebra da Paulistana.
A Unimed do Brasil, que representa nacionalmente o sistema Unimed, diz, em nota, que "as poucas operadoras do sistema Unimed" listadas pela ANS "apresentaram dificuldades pontuais e já estão trabalhando para melhorar a qualidade dos serviços prestados aos seus beneficiários".
Informa, ainda, que "as demais cooperativas do sistema Unimed registram índice de reclamação abaixo da média do mercado e que, este ano, 54% das 283 operadoras do sistema analisadas pelo Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) atingiram a faixa mais alta da avaliação, realizada pela própria ANS e composta por fatores relacionados à assistência prestada aos clientes, indicadores de satisfação, estrutura e operação e aspectos econômico-financeiros". 

Mudança na metodologia

O ranking divulgado atualmente pela ANS é uma versão nova do levantamento que a agência fazia até o início deste ano.
Agora, além do Índice Geral de Reclamações, que mostra quais foram as operadoras com mais reclamações por beneficiário (e as divide entre de grande, médio e pequeno porte), a ANS divulga mais duas listas.
Uma delas é o Percentual de Finalização Assistencial (PFA), que mede a capacidade de finalização consensual das reclamações. A outra é o Índice de Abertura de Processo Administrativo (IAP), que mostra o volume de reclamações com indício de infração que resultaram na abertura de processo administrativo.
Das quatro Unimeds que aparecem no ranking geral de queixas, apenas a Norte/Nordeste também aparece na lista PFA, que mostra as empresas que conseguiram resolver as queixas.
Na lista IAP, que mostra as empresas cujas reclamações resultaram em processo dentro da ANS, as quatro Unimeds do ranking geral voltam a aparecer.
Fonte: Uol

As outras formas de portabilidade garantidas para o consumidor

As outras formas de portabilidade garantidas para o consumidor
E não é apenas para os casos de migração do número de telefone. É possível migrar o contrato de financiamento de imóvel, empréstimo e até o plano de saúde – e sem o período de carência.
Pense na palavra portabilidade por um segundo. É quase certo que você a associou ao seu smartphone e à possibilidade de transferir seu número de uma operadora para outra. De fato, esse é o uso mais comum, ainda mais em um país com mais de 280 milhões de linhas ativas no Brasil, segundo recentes da Agência Nacional de Telecomunicações.
No entanto, a palavra tem uma abrangência muito maior para o direito do consumidor brasileiro. Em linhas gerais, a portabilidade é a possibilidade de o consumidor migrar de um fornecedor de serviços para outro mais vantajoso. As razões, aliás, não precisam ser apenas financeiras (o mais barato). Na verdade, pode-se questionar a qualidade do serviço prestado e a forma como é atendido.
Segundo informações no site do Procon-SP, existem outras formas de portabilidades. São elas:
Numérica – É a mais comum e se refere aos pacotes de telefonia de uma forma geral. É possível migrar o seu número de telefone (fixo ou móvel) de uma operadora para outra ou ainda de um plano para outro (pré para pós, ou vice-versa).
Crédito – Permite a transferência gratuita do empréstimo de um banco para outro que ofereça juros e tarifas menores ao assumir a dívida. O débito é quitado em uma relação entre os bancos e sem a participação do consumidor nesse momento. A liquidação é feita via Transferência Bancária Disponível (TED) e aqui um detalhe importante: o custo desse serviço bancário não pode ser cobrado do consumidor. É importante pedir o cálculo do Custo Efetivo Total (CET) do empréstimo ou financiamento para entender os custos totais da operação e verificar se realmente ela é vantajosa.
Imobiliária - Permite a transferência de financiamento de um imóvel de uma instituição para outra que ofereça juros menores ou condições mais favoráveis ao consumidor. É uma modalidade pouco praticada pela falta de conhecimento do brasileiro, pela burocracia e o alto custo da operação. Segundo o Procon-SP, o saldo devedor é quitado pelo banco que assume o financiamento, mas a instituição procurada, no entanto, não é obrigada a aceitar a portabilidade.
Plano de Saúde - Mudança de planos na mesma operadora ou transferência para outra operadora de planos de saúde, sem o cumprimento de novos prazos de carência. Tem direito: consumidor com contratos de planos privados de assistência à saúde, individuais, familiares ou coletivos por adesão – firmados por sindicatos, associações, órgãos de classe – contratados após 1º de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei 9.656/98, que regulamentou os planos de saúde. É preciso ainda cumprir exigências quanto ao tempo de permanência dentro da operadora.
Fonte: Consumidor Moderno