segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Na crise, cuidados ao renegociar pacotes de TV e telefonia

Problemas incluem descumprimento de oferta e taxas abusivas

Cancelar e mudar de pacotes, quando o assunto é serviços de telecomunicações, nunca foi tarefa fácil para o consumidor. Mas quando a taxa desemprego chega a 8,79% e a inflação beira os 10% ao ano, cortar gastos se tornou praticamente um mantra para os brasileiros, que passaram a realizar, com mais frequência, a troca de planos por outros mais baratos ou o cancelamento de serviços. O bônus, no entanto, tem sido um bocado de aborrecimento.
Que o diga a empresária Ana Cristina Ferreira. Sem condições de arcar com o pacote de TV por assinatura, pelo qual desembolsava cerca de R$ 240 por mês, ela procurou a Sky para cancelar o serviço. Acabou mudando de ideia quando a atendente lhe ofereceu um pacote por R$ 59,90, que após três meses passaria para R$ 89,90. A única exigência da consumidora foi que o valor passasse a valer na próxima fatura. A atendente garantiu que, assim que houvesse a troca do aparelho, marcada para o dia seguinte, tudo estaria certo. Mas o funcionário não apareceu e a conta veio no valor antigo.
— Ao ligar para reclamar, a atendente disse que o desconto era de R$ 30! E que não se tratava de mudança de pacote.
TAXA ABUSIVA
Ao informar o número de protocolo para que a atendente verificasse o acordado, Ana foi surpreendida com a informação de que o protocolo não existia.
— A Sky anda fornecendo números fictícios de protocolo. Sem ele, você não pode sequer solicitar a gravação da oferta.
A Sky garante que o pacote da empresária custará R$ 89,90 por mês.
Marília Silva, por sua vez, conta que, ao trocar seu pacote da Oi, passou dois meses pagando duas faturas: a do contrato antigo e a do novo.
— E olha que não troquei por um plano mais barato. Sofri com um enorme desencontro de informações. Tenho vários amigos, de diferentes operadoras, que estão reduzindo seus planos e sofrendo o mesmo problema.
A Oi informa que já solucionou o problema da cliente.
Nesses casos, de acordo com especialistas, o melhor é exigir a gravação na qual foi contratada a troca de serviço. De posse da prova ou se o envio for recusado pela empresa, o cliente pode buscar órgãos de defesa.
Com a intenção de gastar menos, a administradora de empresas Andrea Medeiros entrou em contato com a Net.
— Informaram-me que um plano mais barato envolveria a retirada de um aparelho e que, para tanto, me cobrariam taxa de R$ 90. Achei um absurdo!
Para a coordenadora de Atendimento do Procon do Estado do Rio (Procon-RJ), Soraia Panella, a cobrança é abusiva:
— Não é ilegal, mas o Procon-RJ entende como abusiva. Afinal, é de responsabilidade do fornecedor fazer a retirada do equipamento que instalou.
Ainda assim, Andrea cogitou mudar de pacote e pagar a taxa. Mas mudou de ideia quando soube que a economia seria de apenas R$ 30 por três meses:
— Está muito caro, e estamos em crise. Por isso queria reduzir meus gastos.
Segundo a Net, houve um erro e os ajustes solicitados pela cliente foram realizados.
Já a psicóloga Cecília Soares, que está em Portugal em um programa de doutorado, quis manter o telefone da Nextel, mas pediu a troca do plano de R$ 95,96 por um mais barato, de R$ 39,90. No entanto, ela continua a receber as contas no valor antigo.
— Não consigo ser atendida pela Nextel para entender o que está acontecendo — queixa-se.
A Nextel, por sua vez, diz que não há irregularidade nas cobranças e informa que não conseguiu contato com Cecília.
Na hora de trocar de operadora ou de plano, seja de telefonia ou TV, ainda é necessário observar um outro ponto: a fidelização. A servidora pública Vanessa Freitas, de mudança de Brasília para o Rio, levou um susto ao tentar cancelar o serviço da Sky:
— A atendente disse que teria de pagar uma taxa de R$ 700, porque estava fidelizada.
Segundo a Sky, o cancelamento foi feito sem ônus.
Segundo especialistas em direito do consumidor, a aplicação de multa em caso de quebra de fidelização é legal. Porém, a cobrança precisa ser justa, em torno de 10% do valor do contrato que falta ser cumprido. A taxa deve constar em contrato e ser informada na oferta.
ATENÇÃO ÀS OFERTAS
A assessora técnica do Procon-SP Fátima Lemos aconselha cautela ao aceitar ofertas na hora do cancelamento:
— A impressão é que oferecem qualquer coisa para não perder o cliente. E é comum não cumprirem as ofertas.
Ela alerta que, ao aceitar a oferta, pode haver fidelização, complicando o cancelamento no futuro.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afirma que não houve aumento de queixas de cancelamento. E orienta o consumidor a exigir o protocolo, para comprovar o pedido de cancelamento ou a troca de pacote. E ressalta que até inadimplentes têm direito a cancelar o contrato. A agência recomenda ainda que sempre se verifique se há valores residuais a pagar.
Fonte: O Globo

Após 5 anos, Black Friday Brasil fica menor em 2015

Cinco anos após o início no Brasil, a Black Friday teve em 2015 sua primeira edição com números menores que o ano anterior. Com poucas filas para entrar em sites, raras reclamações de sites sobrecarregados e número mais baixo de reclamações, a promoção deste ano não conseguiu nem ficar entre os temas mais comentados do Twitter ao longo do dia.
Reflexo da crise, do aumento do desemprego e da queda de confiança do consumidor, o interesse menor pela promoção levou grandes varejistas virtuais a aumentarem os descontos no fim do dia. Mesmo assim, houve pouco entusiasmo, e se mantiveram neste ano reclamações de propaganda enganosa, com maquiagem de preço.
O Reclame AQUI registrou 4.400 reclamações de consumidores durante a edição 2015 da Black Friday. A contagem começou às 10h de quinta-feira, dia 26, quando os consumidores começaram a escolher se aquela queixa se referia ou não às promoções do evento. O número representa praticamente um terço do volume em 2014, quando foram realizadas mais de 12 mil reclamações.
Para o diretor de marketing do Reclame AQUI, Felipe Paniago, os números mostram a baixa aderência dos brasileiros neste ano, o que atende as perspectivas de cautela do consumidor em tempos de crise. "A Black Friday de 2015 explica um cenário de atenção no mercado brasileiro, que deixou a data passar quase que despercebida. No ano da crise, os consumidores não foram fisgados pelas campanhas das empresas", analisa.
No ranking das 10 empresas com maior volume de problemas, a KaBum! disparou na frente, com 688 reclamações até a 0h deste sábado, 28, que marcou o fim oficial da Black Friday. A empresa tem reputação boa no site do Reclame AQUI, segundo avaliação de seus consumidores, e liderou a maior parte do dia de promoções.
Em segundo lugar, aparece a Americanas.com - Loja Virtual, com 431 queixas, seguida da Submarino, com 376 reclamações, e NetShoes, com 155. Ambas possuem Selo RA 1000, reputação máxima em atendimento no Reclame AQUI. Confira abaixo o ranking com as 10 empresas que mais sofreram queixas.

Motivos das reclamações

Além da propaganda enganosa (com 36,2% de representação), 9,1% dos consumidores reclamaram de problemas para finalizar a compra. O terceiro maior motivo de queixa se deve à divergência de valores, responsáveis por 7,1%. Confira os 5 principais motivos de reclamações na Black Friday.

Categorias

A categoria de informática teve 524 reclamações e foi a que mais teve reclamações durante a Black Friday. Com 512 problemas, aparecem os telefones celulares (aparelhos). Na terceira posição estão os eletroeletrônicos com 321 reclamações, seguido de 218 queixas dos eletrodomésticos e 142 de cartões de crédito.

Comportamento dos brasileiros nas redes

Além de acompanhar as reclamações na Black Friday, o HugMe monitorou o comportamento da data e dos consumidores nas mídias sociais em todo o Brasil. Foi analisado cada comentário feito sobre os produtos mais procurados em mais de 70 empresas participantes.
Confira o quadro ilustrativo deste cenário.


Fonte: Reclame Aqui

sábado, 28 de novembro de 2015

Vai comprar brinquedo no Natal? Confira as dicas do Inmetro

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Os brinquedos são a grande atração para a garotada no Natal. Eles podem contribuir para desenvolver a coordenação motora, a afetividade, o equilíbrio, a audição, a postura e o comportamento social. Entretanto, para que se possa aproveitar só os benefícios do divertimento, é preciso tomar algumas precauções.

Se você vai sair em busca de brinquedos neste Natal, fique atento, pois pequenos cuidados são essenciais para prevenir eventuais danos à saúde e à segurança das crianças.
O Inmetro possui um vídeo da série ‘Faça Certo’, na TV Inmetro, canal oficial do Instituto no YouTube,  que pode ajudar os consumidores a fazer boas escolhas neste período de festas, no qual a vida fica ainda mais corrida.  Em aproximadamente sete minutos, o vídeo oferece dicas importantes que devem ser observados na hora da compra, durante a brincadeira e na hora de guardar os brinquedos. Não deixe de assisti-lo antes de adquirir o presente para a criançada!
https://youtu.be/szJs0XwEqqs
Fonte: Diário do Consumidor

Se houver corte no Bolsa Família, 23 milhões deixarão o programa, diz ministra

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A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, disse hoje (27) que, pelos cálculos do ministério, se o corte de um terço nos recursos do Bolsa Família para o ano que vem for incluído no Orçamento de 2016, como indicou o relator da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso, deputado Ricardo Barros (PP-PR), cerca de 23 milhões de pessoas deixarão o programa e, desse total 8 milhões, voltarão para a extrema pobreza.

"Vai ser uma calamidade", avaliou. "Nós não queremos este cenário para o Brasil". A ministra comentou, ainda, que o  Bolsa Família não registrou até agora qualquer impacto em decorrência da crise econômica pela qual o país atravessa. "A gente não verificou nenhuma alteração de maior ou menor procura pelo Bolsa Família".
A ministra também disse não acreditar em uma reversão em uma política, segundo ela, tão efetiva como o Bolsa Família. “O Cadastro Único não serve apenas para o Bolsa Família, muita gente melhorou de vida. Três milhões de famílias saíram [da extrema pobreza] e nunca mais voltaram", explicou, acrescentando que são pessoas que melhoraram a condição social.
De acordo com Tereza, o Brasil superou um problema endêmico, que era a situação de fome, mas ele continua em comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas. "Talvez tenha que ter um trabalho hiperfocalizado nestes territórios".
Sobre a educação, a ministra avaliou que é um grande desafio e representa uma agenda estrutural que envolve, principalmente, a população pobre. Para a ministra, também é preciso continuar com a agenda de construção de cisternas para garantir água em regiões que enfrentam dificuldades, como também evitar que as crianças voltem para o trabalho infantil. "É o mínimo de dignidade para a população brasileira manter e fortalecer as atuais políticas [sociais]", disse.
Tereza Campello participou do seminário Combate à Pobreza, Crescimento Inclusivo e a Nova Agenda Social, promovido pelo Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getulio Vargas, em Botafogo, zona sul do Rio. O seminário faz parte das comemorações dos 15 anos do CPS.
No encontro, a ex-ministra de Assistência Social do governo Fernando Henrique Cardoso, Wanda Engel, disse que a necessidade de adoção de políticas sociais no Brasil ficou clara com a Constituição de 1988, que determinou a assistência como direito da população. Ela destacou, ainda, que, a partir de 1999, foram criados marcos da política de combate à pobreza, que representavam novas diretrizes.
Para a educadora, a saída da pobreza está na garantia de que os alunos terminem pelo menos o ensino médio, mas é preciso ter o foco em duas faixas etárias. A primeira até os 6 anos e a outra para a juventude. Para garantir ações na educação, ela sugeriu parcerias entre os três níveis de governo, empresariado, mídias e segmentos religiosos. Wanda, ponderou, no entanto, que existe no Brasil uma dificuldade em se fazer parcerias. "A cultura da parceria é incipiente. Não se sabe lidar com as diferenças", disse.
Para o diretor do FGV Social/CPS, Marcelo Neri, durante os 15 anos de atuação do centro, os estudos comprovaram a queda da desigualdade de renda no Brasil. Ele disse que, desde 2001, com a implantação de políticas sociais, a  renda dos 5% mais pobres da população cresceu 216% em termos reais.
O economista defendeu que, por terem grande impacto nesta população, essas políticas não devem ser objeto de cortes, mesmo com a necessidade de um ajuste fiscal. "Agora temos desafios, mas acho que em momento de desafio é que temos que melhorar o desenho das políticas. Na verdade, o Bolsa Escola e o Bolsa Alimentação, que são os precursores destes programas, foram gestados e paridos após a crise de 1999 no Brasil. A gente tem que usar a crise no sentido e na possibilidade de andar para frente e atender novos desafios", analisou.
Fonte: EBC

Índice que reajusta aluguéis sobe menos em novembro e atinge 10,69% em 12 meses

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O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) atingiu variação de 1,52%, em novembro, alta menor que a registrada em outubro (1,89%) e superior à taxa verificada em igual mês do ano passado (0,98%). O IGP-M – usado para calcular o reajuste do aluguel – acumula desde janeiro alta de 10% e, em 12 meses, de 10,69%. Os dados são da Fundação Getulio Vargas.

Dois dos três componentes do índice apresentaram avanços: o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que passou de 0,64% para 0,9%, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com alta de 0,4% ante 0,27%, em outubro. Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) teve aumento de 1,93% sobre uma alta em outubro de 2,63%.
Influenciou a elevação do IGP-M a evolução de preços no setor atacadista de alimentos in natura que passaram de uma queda, em outubro, de 1,7% para uma alta de 12,29%. No grupo das commodities (produtos primários negociados sob cotações do mercado internacional), ocorreram decréscimos como, por exemplo, a soja (em grão ) que passou uma alta de 7,11% para um recuo de 1,06%; o minério de ferro (de - 2,63% para 4,53% ) e o milho em grão (de 12,92% para 2,65%).
No período, ganharam intensidade o aumento de preços da mandioca (de -1,49% para 13,52%), da cana-de-açúcar (de 1,35% para 3,51%) e dos bovinos (1,65% para 2,07%).
Fonte: Agência Brasil

Inadimplência deve subir em momento de retração da economia, diz Banco Central

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Os níveis de inadimplência dos empréstimos bancários estão baixos, mas, de acordo com o chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Fernando Rocha, a expectativa é de crescimento, devido ao aumento do desemprego e a redução da renda, em momento de retração da economia. “É esperado algum crescimento da inadimplência de acordo com o ciclo econômico”, disse.

Ele lembrou, no entanto, que os bancos estão bem capitalizados e provisionados (com dinheiro reservado) para lidar com a situação.
De setembro para outubro, a inadimplência das famílias, considerados os atrasos superiores a 90 dias, subiu 0,1 ponto percentual para 5,8%. A inadimplência das empresas subiu 0,2 ponto percentual para 4,3%.
Especificamente no mês passado, a greve dos bancários, entre os dias 6 e 23 de outubro, também influenciou os dados da inadimplência. Segundo Rocha, os clientes podem ter tido dificuldades para renegociar dívidas, no período da greve.
A paralisação dos bancários também gerou impacto na concessão de empréstimos pelos bancos. De setembro para outubro, os bancos concederam menos empréstimos às pessoas físicas (queda de 0,3%) e às empresas (5,5%).
Para Rocha, além da greve, as concessões de empréstimos foram influenciadas pelo aumento do desemprego, a redução na renda das famílias e também nas vendas, que refletem a retração da economia.
Crédito
Em outubro ocorreu a primeira queda do ano no saldo devedor do crédito, incluídas as novas concessões e os juros devidos pelos clientes aos bancos. O saldo total do crédito chegou a R$ 3,157 trilhões, com retração de 0,1% no mês.
Segundo Rocha, além da influência da queda da atividade econômica, a redução no saldo é impactada pela alta do dólar, porque há empréstimos vinculados à variação cambial. Outro fator é que o saldo do crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, está em 54,7%. “Bem maior do que era antes. Então as taxas [de crescimento] serão naturalmente menores”, disse.
Juros
Os dados do BC divulgados ontem (27) também mostram aumento nas taxas de juros. A taxa média de juros cobradas das pessoas físicas subiu 2,5 pontos percentuais de setembro para outubro, quando ficou em 64,8% ao ano. As empresas pagaram 0,9 ponto percentual a mais, com taxa em 30,2% ao ano.
A taxa de juros do cheque especial subiu 14,4 pontos percentuais para 278,1% ao ano. A taxa do crédito consignado subiu 0,5 ponto percentual para 28,1% ao ano. No caso da taxa para a compra de veículos, a alta foi 0,3 ponto percentual para 25,9% ao ano.
Já a taxa dos juros do rotativo do cartão de crédito caiu 8,2 pontos percentuais, mas ainda assim continua sendo a mais alta entre as modalidades pesquisadas pelo BC (406,1% ao ano). Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.
Para o chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, a queda na taxa do rotativo do cartão foi pontual e os juros dessa modalidade continuam muito altos. Ele orienta os clientes bancários a evitarem usar o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito. Caso seja realmente necessário, o uso dessas modalidades deve ser por “curtíssimo prazo”, diz Rocha.
Fonte: EBC