segunda-feira, 29 de abril de 2013

Alimentos que podem causar dor de cabeça

Segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que mais de 90% das pessoas sofrem ou sofreram de cefaleia (dor de cabeça) em algum momento da vida. E as causas podem ser inúmeras, como estresse e falta de sono. O que poucas pessoas sabem é que a alimentação também é fator determinante para desencadear essas dores.
As nutricionistas Juliana Lucena, da BioGourmet em São Paulo, e Joana Lucyk, da Clínica Saúde Ativa, em Brasília, explicam que a cefaleia pode ser causada por alguns tipos de substância presentes em diversos alimentos e, no caso de pessoas que sofrem de crises de enxaqueca, o ideal é que esses alimentos sejam evitados ao máximo na dieta.
"É aconselhável que as pessoas que sofrem de dores de cabeça façam um tratamento médico especializado para identificar a causa e tratar o sintoma da forma mais adequada possível", diz a nutricionista. Mas além de cuidados com a alimentação, também deve-se evitar períodos de jejum, que também acarreta cefaleia. Veja a seguir as substâncias e os alimentos alimentos que lideram o ranking de desencadeadores da dor de cabeça.
Aminas: as aminas estão presentes em alimentos como cerveja, queijos maturados, alimentos embutidos, molho à base de soja, repolho e chocolate. "Estas substâncias podem alterar o calibre dos vasos sanguíneos do cérebro, favorecendo, assim, a dor de cabeça", explica a nutricionista Joana Lucyk. 
Fonte: Yahoo

Dores na região cervical


Quem nunca sentiu dores na nuca ou teve um torcicolo? Sabe aquela famosa tensão sobre os ombros que aparece quase que constantemente no final do dia? Pois é, esses são sinais de que a região cervical pode estar sendo sobrecarregada.
Posições simples como ler na cama, andar e sentar no sofá para assistir televisão, se não realizadas de maneira correta, podem afetar a região cervical e até causar dores de cabeça.
Segundo estudos realizados em 2009 pela Sociedade Brasileira de Estudos da Dor, a cervicalgia atinge entre 30 a 50% da população anualmente, sendo que 15% apresentam alguma dor em região cervical ao longo da vida.  Um dos principais fatores que colaboram para elevação desses números é a permanência de longos períodos na frente do computador. A posição de estar sentado à frente do monitor exige uma flexão excessiva do pescoço, que é o responsável por equilibrar nossa cabeça e realizar os movimentos para dirigir a visão.
A cervical é a região mais móvel da nossa coluna e por isso sofre constantemente contrações que aumentam a tensão em todas as estruturas, principalmente as musculares. A dor desse processo pode ser irradiada para os membros superiores devido ao trajeto dos nervos braquiais.
Como evitar esse incômodo? Alongamentos diários auxiliam na redução da tensão gerada ao longo do dia. Tratamentos como Pilates ou RPG são excelentes recursos terapêuticos que têm como objetivo reeducar a postura, fortalecer a musculatura para diminuir a sobrecarga articular e melhorar a conscientização corporal para que as dores e, principalmente, as causas possam ser eliminadas do seu cotidiano.
Fonte: Veja Online

Especialistas indicam 10 medidas que podem reduzir gasto no supermercado

Mais do que nunca, a ordem é gastar sola de sapato para economizar nas ofertas do dia e promover a substituição de produtos na hora de fazer as compras no mercado. Comprar produtos da marca própria do mercado pode ter redução no preço de até 50%.
Foto: André Mourão / Agência O Dia
Foto: André Mourão / Agência O Dia
Só assim, a dona de casa vai driblar a alta dos preços principalmente no segmento de hiper e supermercados que, conforme o IBGE, registrou em fevereiro inflação de 13,9%, no acumulado de 12 meses. O indicador ficou bem acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 6,59%, divulgado pelo instituto na quarta-feira.
É o que faz a publicitária Marianne Assis, 26 anos, para fugir dos preços altos. “Está tudo muito caro. A melhor forma de economizar ainda é pesquisar preços. Meu avô sempre fica de olho nos encartes de supermercado e nos anúncios de jornais e me avisa quais são melhores lugares para comprar”, ensina.
Presidente do Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas (CPDV), Diego Maia enfatiza que a pesquisa ainda é o melhor recurso para combater a inflação dos alimentos. Segundo ele, comparar preços, pode fazer toda a diferença.  “Como é um movimento sazonal, também é recomendável dividir as compras por períodos menores, não apenas mensal ou quinzenal”, explica.
Diretor-técnico da Emater-Rio, Ricardo Mansur diz que a tendência é haver redução de preços dos alimentos, principalmente do tomate, apontado como o vilão da temporada. “A gangorra acontece, devido a uma série de fatores. O clima vai melhorar, e a tendência é de queda”.
Membro da Associação Brasileira de Nutrologia, José Alexandre Portinho afirma que o momento é de criatividade na cozinha. Segundo ele, o consumidor deve aproveitar as ofertas do dia de hortifruti, substituindo os mais caros pelos mais baratos. “Usar a maçã ou o molho branco no lugar do tomate”, aconselha o nutricionista.
Pesquisa pode ajudar na economia
O corretor de imóveis Americano Holtz, 48 anos, conta que para conseguir o menor preço chega a percorrer até três mercados diferentes em um mesmo dia. “Me dou ao trabalho de pesquisar, pois tem lugares que anunciam preços mais baixos, mas oferecem produtos de qualidade inferior”, explica. Além disso, Americano procura fazer compras nos dias específicos para determinados alimentos, quando os preços desses produtos são menores. Ontem, ele foi ao mercado com a família especialmente para comprar carne. “Já garanti o churrasco do fim de semana”, disse.
10 DICAS PARA GASTAR MENOS
PROMOÇÃO DO DIA
Gerente geral comercial da rede SuperPrix, Maurício Perrota diz que as redes têm dias na semana para promoção de produtos: quinta é o dia da carne ...
MARCA PRÓPRIA
Produtos da marca própria da rede tem preços mais em conta, como Taeq e Qualitá, do Extra.
ATACAREJO
Outra dica é comprar em quantidade maior com preço de atacado ou desconto.
CARTÃO DE DESCONTO
Utilizar cartão próprio da rede pode gerar economia de 10% a 15%.
OUTRAS ESTRATÉGIAS
Fazer lista de compras.
Não levar crianças.
Usar a cobertura de ofertas entre as redes apresentando encartes.
Evitar de ir ao mercado de estomago vazio.
Ir ao mercado mais de uma vez na semana.
Definir quanto gastará no mercado. Assim se evita comprar além da conta.
Fonte: O Dia Online

Governo cria mecanismo para agilizar ressarcimento de consultas de usuários de planos no SUS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo criará um grupo de trabalho para aprimorar o sistema de informação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que acompanha o ressarcimento realizado pelas operadoras de planos de saúde e odontológico ao Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria, que será assinada nesta quarta-feira, cria uma parceria entre o setor de informática do Ministério da Saúde e a ANS para que as operadoras sejam obrigadas a emitir o número do cartão SUS para os seus beneficiários. Com isso, será possível identificar mais rápido o usuário da operadora que é atendido pela rede pública de saúde.
Padilha observou que todos os brasileiros têm direito a usar o SUS. No entanto, se ele tiver o plano de saúde e, mesmo assim, for atendido no sistema público, a operadora deve fazer o ressarcimento à União.
"Quando uma pessoa tem plano de saúde, ele espera o conjunto de procedimentos no plano de saúde. Se ela usar o SUS, porque tem direito a isso, o plano de saúde tem que ressarcir o SUS" - afirmou.
O ministro ressaltou que o Ministério da Saúde melhorou o monitoramento e a cobrança aos planos de saúde.
"Tanto é que, em 2011 e em 2012 somados, nós ressarcimos ao SUS mais do que foi ressarcido desde a criação da ANS, no ano 2000. Queremos melhorar ainda mais isso" - disse.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

País tem aumento de 37% em acessos por banda larga


Um total de 96,5 milhões de acessos à internet por meio de banda larga fixa ou móvel foi registrado no primeiro trimestre no Brasil, representando uma alta de 37% sobre o mesmo período de 2012, de acordo com a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). O segmento móvel puxou o crescimento da base de acessos à banda larga, com uma alta no intervalo de 45%, para 75,5 milhões de conexões.
Desse total, 61,3 milhões são por meio de telefones celulares terceira geração (3G), incluindo os smartphones, e 14,1 milhões por terminais de dados de acesso à internet ou de chipes de conexão máquina a máquina (M2M). Na banda larga fixa, a expansão somou 12% no período, atingindo 21 milhões de conexões.

Portabilidade que não anda

Mesmo com a publicação da Lei 12.703, em agosto do ano passado, que facilitou a portabilidade da dívida do imóvel para novo banco ao reduzir custos cartoriais, mutuários enfrentam dificuldades para fazer a operação, prevista por lei. À espera de regulamentação, bancos “travam” o processo ou nem iniciam a operação.
Foi o que aconteceu com o analista de sistemas Vinicius Bragança, 36 anos. Ao encontrar taxas mais atrativas em ouro banco, que reduziria sua dívida total em R$ 40 mil e as prestações mensais do imóvel de R$ 1,5 mil para R$ 1,2 mil, recebeu como resposta que o banco não faz a portabilidade “por enquanto” para o banco gerador do crédito porque “não consegue finalizar os processos”.
“Estou no terceiro ano de financiamento e já consegui adiantar mais três anos no período. Acho que tenho o direito de portar a dívida”, afirma.
A regra, anunciada em conjunto com a nova lei da poupança, permite que averbação seja suficiente para mudar a garantia hipotecária ou alienação fiduciária do imóvel, o que barateia a operação ao dispensar novo registro do imóvel e outros custos cartoriais.
Segundo o especialista em crédito imobiliário, Marcelo Prata, a lei é complementada pelo Projeto de Lei de Conversão 4/2013, aprovado no Senado em 18 de abril e encaminhado à sanção. O objetivo é evitar práticas anticoncorrenciais.
O projeto obriga o credor a emitir documento atestando a validade da transferência. O novo credor da dívida deve enviar ao credor original a oferta apresentada ao mutuário, como taxa de juros, custo efetivo total, prazo, valor das prestações e sistema de pagamento usado. Em cinco dias úteis, o mutuário pode desistir da transferência ao aceitar oferta do credor original.
Problemas são reconhecidos
As instituições financeiras, por meio da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), admitem que há entraves nas operações. Em nota, a associação declara que “as características próprias das operações de crédito imobiliário tornam a portabilidade mais complexa que nas demais modalidades de crédito”.
Enquanto as novas regras não são aprovadas, a economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, ressalta que o mutuário pode ter que arcar com todos os custos cartoriais da portabilidade. A saída é que os mutuários tentem renegociar os juros do financiamento com o banco gerador do crédito, antes de optar pela portabilidade.
Para Renata Reis, supervisora da área de assuntos financeiros e habitação do Procon-SP, mesmo sem a regulamentação da lei, a negativa pode se enquadrar como prática abusiva.
Fonte: O Dia - Online

Danos por enchentes podem ser responsabilidade do estado


Junto com o verão e as altas temperaturas, chegam também as chuvas e enchentes, que, além de todo o transtorno urbano, podem causar inúmeros prejuízos para quem tem seu patrimônio atingido e danificado em vias públicas.
Existe na Constituição Federal um artigo que atribui ao Estado a responsabilidade pelos danos causados por seus agentes. Estes danos podem ser a omissão em realizar um determinado serviço ou obra que incumbe ao Estado.
O IBEDEC - Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo - organizou algumas dicas para que os cidadãos e consumidores saibam como agir em relação aos danos causados pelas chuvas nos casos em que a responsabilidade é do poder público.
No caso de alagamentos de vias públicas, todos os danos causados a veículos, imóveis e ao comércio podem ser atribuídos ao Estado que não investiu ou na construção de rede de escoamento de água suficiente ou não fez a limpeza adequada da rede existente. O mesmo vale para quedas de árvores sobre veículos, que pode ser atribuído ao Estado que não removeu a árvore podre, ou fez uma poda errônea ou não analisou que a mesma tinha risco de cair e a retirou antes.
No entanto, os tribunais têm entendido que a responsabilidade do Estado nestes casos deve ser comprovada, ou seja, a culpa tem que ser demonstrada para que nasça a responsabilidade de indenizar. Porém a prova disto não é tão difícil como se imagina, até porque tais casos são fatos públicos e notórios, que todos os anos se repetem e, geralmente, nos mesmos lugares.
O cidadão que tenha qualquer bem seu atingido por alagamentos em vias públicas, deve adotar as seguintes medidas:
  •  Tirar fotos ou fazer filmagem com o celular mesmo, dos danos ocorridos e do local onde ocorreu;
  • Guardar recortes e noticiários de jornal sobre o alagamento;
  • Pesquisar na internet notícias de alagamentos ocorridos nos anos anteriores para provar que o problema já era conhecido;
  • Conseguir o Boletim Meteorológico para a região na internet;
  • Registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia;
  • Fazer um levantamento dos danos e três orçamentos para o reparo;
  • Anotar nome e endereço de testemunhas.
“Com estas provas em mãos é hora de entrar na Justiça. A ação deve ser proposta na Justiça Comum e pode levar alguns anos para o seu final, mas é melhor ter algo para receber do que arcar com o prejuízo sozinho”, salienta José Geraldo Tardin, presidente do IBEDEC.

Vacinação contra a gripe é prorrogada até 10 de maio

O Ministério da Saúde prorrogou até 10 de maio a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, que terminaria nesta sexta-feira (26). Devem se vacinar idosos com mais de 60 anos, crianças de seis meses a dois anos, indígenas, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério), pessoas privadas de liberdade, profissionais de saúde, além das pessoas que têm doenças crônicas do pulmão, coração, fígado, rim, diabetes, imunossupressão e transplantados.   Até às 18h de quarta-feira (24), foram vacinadas 14,9 milhões de pessoas – ou seja, 47,6% da meta do Ministério da Saúde de imunizar 31,3 milhões de pessoas que fazem parte dos grupos prioritários, incluindo os doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade.
A meta da campanha, que começou dia 15 de abril, é vacinar 80% do público-alvo.   O Ministério da Saúde recomenda aos municípios e estados que não atingiram a cobertura adequada que intensifiquem as ações para que as pessoas sejam imunizadas, inclusive com abertura dos postos de vacinação aos sábados. “Isso é importante para que a população possa ter acesso e chegar ao inverno protegida”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, que alertou, ainda, para que as pessoas não deixem para a última hora.   
A região Sul conseguiu a maior adesão da população. Excluindo as doses aplicadas em doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade, foram vacinados quase 3 milhões de pessoas, representando 60,46% de cobertura da região Sul. Em sequência, a região Centro-Oeste conseguiu vacinar 876.967 pessoas, ou 40,01% do público-alvo. A região Sudeste, por sua vez, vacinou 4,9 milhões de pessoas, o que representa 35,3% do total. Na região Norte foram imunizadas mais de 919 mil pessoas, correspondente a 38,53% do total. A região Nordeste já imunizou 37,79% do público-alvo, ou seja, mais de 3,2 milhões de pessoas.   

Prevenção
O Ministério da Saúde ainda recomenda a adoção de medidas de higiene pessoal para evitar a contaminação por influenza. É importante higienizar as mãos com água e sabão, com frequência, principalmente depois de tossir ou espirrar; após usar o banheiro; antes de comer; antes de tocar os olhos, boca e nariz.   Também é recomendável que as pessoas evitem tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies; usar lenço de papel descartável e proteger a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. O secretário do Ministério da Saúde explica ainda que é aconselhável ao doente não sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até sete dias após o início dos sintomas), para diminuir a chance de disseminação e evitar aglomerações e ambientes fechados. 

Sucesso nas compras: Risco de não receber

Comprar pela internet ou via telefone é muito mais cômodo. Mas, há o risco de o fornecedor entregar o produto com atraso, sem cumprir o prazo estabelecido para entrega da mercadoria. Para piorar a situação, existem casos em que o produto não chega. Assim, cabe ao consumidor fazer valer seus direitos. O não-cumprimento de prazo pode resultar em ação na Justiça, com base no Código de Defesa do Consumidor.
PERGUNTA E RESPOSTA
“Comprei um smartphone pela internet e solicitei o serviço a uma operadora de celular em dezembro passado. O aparelho nunca chegou e eu tive tantos problemas com a linha que cancelei minha conta. Na última semana, chegou a cobrança de R$ 700 pelo aparelho que nunca recebi. Como devo proceder?
A praticidade e o conforto de comprar por telefone ou internet,evitando de o consumidor ir a uma loja física, é prática comercial cada vez mais comum. O consumidor tem que ficar atento a detalhes referentes aos prazos e disponibilidade imediata de entrega, valor do frete, isto tudo antes de finalizar a compra.
O consumidor deve manter toda a atenção para não acabar insatisfeito e ou levar prejuízo. Se o fornecedor desrespeitar o prazo e não entregar o produto na data determinada, estará descumprindo compromisso. Logo, o cliente poderá tomar algumas medidas para resolver a situação.
Nesse caso, além de não receber o produto que comprou o serviço da operadora de telefonia também não estava adequado. Pelo Artigo 35 do Código de Defesa do Consumidor, se o produto encomendado não for entregue ou instalado no prazo combinado, o consumidor tem duas alternativas: poderá forçar o cumprimento da obrigação, aceitando outro produto equivalente ao comprado, que não seria o caso, ou então exigir a devolução do produto e receber de volta os valores pagos.
Reclame por escrito, descrevendo a compra e o ocorrido e envie, junto com cópia do pagamento. Deve ser fixado prazo para que o fornecedor resolva a questão. Se você não obtiver resposta ou resolução do problema no tempo determinado, procure o Procon ou entre com ação judicial no juizado especial .

Há vagas, mas falta mão de obra qualificada no Brasil, aponta pesquisa

Com o emprego batendo recorde no país e os gargalos da educação, as empresas têm encontrado cada vez mais dificuldade na hora de contratar. Pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral com 130 executivos de empresas de grande porte em todo o país revelou que 92% deles têm dificuldades para empregar trabalhadores preparados para os cargos que oferecem. Entre os principais obstáculos citados na pesquisa, realizada no ano passado, 81% das respostas mencionaram a escassez de profissionais capacitados; 49% citaram a falta de experiência na função; e 42% reclamaram da deficiência na formação básica.
Ontem, o IBGE informou que o desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país ficou em 5,7% em março, o melhor resultado para esse mês desde o início da atual pesquisa, em 2002.
— Diante deste cenário, as empresas acabam fazendo concessões na contratação, ao empregar pessoas com qualificações inferiores às desejadas. A longo prazo, esse processo vai corroer a competitividade e o nível de produtividade da economia brasileira — diz o professor Paulo Resende, responsável pela sondagem da Fundação Dom Cabral.
A Ecil Energia, fabricante de componentes para o setor elétrico, é um exemplo. A empresa emprega mais de cem pessoas em sua fábrica em São Paulo. São funcionários que cuidam, por exemplo, da limpeza das instalações, da operação do maquinário e do controle da produção. Mas, apesar dos bons salários e do pacote de benefícios que costuma oferecer, a Ecil enfrenta dificuldades para contratar.
— Sofro quando tenho de repor alguma vaga de analista de sistemas ou de engenheiro elétrico e eletrônico. Não encontro profissionais com o currículo desejado. E, quando encontro, acabo perdendo para setores como o financeiro, que paga mais — reclama o presidente da Ecil, Nelson Luís Freire.
A falta de mão de obra aumenta a pressão sobre os cursos de qualificação, como os do Sistema S (que recebe contribuições descontadas sobre a folha de salários das empresas de diferentes categorias para cuidar da educação profissional).
— O sistema de educação profissional começa a agir para suprir essa falta de mão de obra, seja por pressão dos empresários ou iniciativa dos governos. Temos aumentado o atendimento — afirma Allain José Fonseca, coordenador de projetos educacionais da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Dificuldade maior é no chão de fábrica
O número de atendimentos, segundo Fonseca, passou de cerca de 90 mil, em 2010, para 150 mil, em 2012. Para 2013, a meta é chegar a 160 mil. Um investimento grande foi nas unidades móveis de treinamento (veículos que levam oficinas a diferentes regiões do estado): eram três em 2010, chegaram a 20 no fim de 2012 e totalizarão 33 em 2013.
De acordo com o Senai, a baixa oferta de engenheiros e analistas de sistemas, por exemplo, nem é o principal problema enfrentado pela indústria:
— Há ainda mais dificuldade de contratar os que trabalham no chão de fábrica, na produção. Entre todos os setores, os que mais sofrem hoje são o de construção civil e mecânica — explica Márcio Guerra, gerente-executivo de Pesquisa e Prospecção do Senai.
O Senai forma anualmente um milhão de trabalhadores, segundo a entidade. Guerra pondera, no entanto, que mesmo com a abertura de cursos com foco nas atividades em que há poucos trabalhadores qualificados disponíveis, há grande desinteresse da população em frequentá-los:
— É preciso fazer um trabalho de conscientização da população. Ensinar que dá para ganhar bem com um curso técnico; não precisa ser bacharel.
A falta de mão de obra ultrapassa os limites da indústria e também afeta diretamente o comércio, que recorre cada vez mais ao treinamento de pessoas sem experiência para preencher seus quadros de funcionários. Mas os empresários do setor reclamam que, apesar do gasto com treinamento, acabam enfrentando uma grande rotatividade da mão de obra, que aumenta com o bom momento do mercado de trabalho.
— Tem sido cada vez mais difícil contratar funcionários. E precisamos ter sempre alguém ali do lado para explicar as diferentes atividades. É uma espécie de acompanhamento. O problema é que, como o desemprego está baixo, as pessoas não têm mais medo de perder o emprego, acham que logo conseguem arrumar outro — explica Marcelo Reis, gerente da Papelaria Terra Papel.
Comerciantes reclamam de exigência salarial
No caso da papelaria Galeria Moderna, a solução também tem sido o treinamento. O sócio Alberto Terra conta que um auxiliar de serviços gerais, por exemplo, passou a trabalhar na área de cópias, depois que o profissional do setor saiu:
— O treinamento faz parte do nosso negócio. Quando tentamos contratar alguém, ou esta pessoa nunca trabalhou ou não tem qualificação. Estamos sempre tentando ensinar.
Já a exigência de uma renda mais alta é citada por Antonio Pires, da loja Bazar 160, de produtos para construção civil, como um dos desafios a serem enfrentados pelo comércio.
— Sinto uma dificuldade maior nos últimos tempos para contratar funcionários e vejo isso também em padarias, lanchonetes e restaurantes. As pessoas têm achado os salários baixos — afirma Pires.
No Grupo Redentor — que reúne as empresas de ônibus do Rio Viação Redentor, Transportes Futuro e Transportes Barra — há um esforço constante de treinamento, segundo o psicólogo Mário Mattos. Sua estimativa é que a empresa precise hoje de pelo menos cem motoristas para completar o quadro de cerca de 1.600. Isso sem considerar o aumento da frota que está sendo esperado.
— A concorrência de outros setores, como construção civil e comércio, tem sido grande e o motorista é muito cobiçado. Por isso, temos contratado motoristas com carteira de categoria B (para veículos com preso bruto inferior a 3.500 quilos e lotação máxima de oito lugares) e investimos num processo de treinamento intensivo de três a quatro meses, além de financiar o curso para o motorista conseguir a categoria D — diz Mattos.
Ao lado do comércio, setores como enfermagem, tecnologia da informação e da comunicação e hotelaria são alguns em que falta mão de obra qualificada.
— Temos um investimento grande na formação e a preocupação é ouvir o mercado para saber onde investir. Há uma ampla falta de profissionais nas áreas de logística, enfermagem, tecnologia da informação e hotelaria — explica a gerente de educação do Senac-RJ, Wilma Freitas.
Fonte: O Globo - Online

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Ata do Copom mantém 5% de aumento para gasolina em 2013


A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira, 25, pelo Banco Central, manteve as projeções já apresentadas em março para o comportamento de preços de todos os itens monitorados ou administrados pelo governo e que constam do documento. A projeção de reajuste no preço da gasolina para 2013, por exemplo, foi mantida em 5%. Para a tarifa residencial de eletricidade, a expectativa é de um recuo de aproximadamente 15% este ano já levando em conta reajustes e revisões de preços assim como reduções de encargos setoriais anunciadas pelo governo.
O Copom projeta também estabilidade do preço do gás de botijão e redução de 2,0% da tarifa de telefonia fixa, para o acumulado de 2013. O conjunto de preços administrados por contrato e monitorados se manteve em 2,7% para o acumulado deste ano, assim como já era aguardado no mês passado. Também foi mantida a expectativa para esse conjunto de preços administrados para o acumulado de 2014, em 4,5%.
As inflações projetadas no cenário de mercado para este ano e para o próximo diminuíram em relação ao valor considerado na reunião do Copom de março. Apesar disso, ambas se posicionam acima do valor central de 4,5% para a meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
No caso do cenário de referência, a inflação projetada para 2013 se manteve estável, enquanto para 2014 a projeção aumentou em relação ao valor considerado na reunião do Copom de março. Ambas se posicionam acima do valor central da meta. O cenário de referência leva em conta as hipóteses de manutenção da taxa de câmbio em R$2,00/US$ e da taxa Selic em 7,25% ao ano em todo o horizonte relevante. O cenário de mercado leva em conta as trajetórias de câmbio e de juros coletadas para o Boletim Focus com analistas de mercado, no período imediatamente anterior à reunião do Copom.
O BC ponderou que, apesar de limitações da oferta, o ritmo da atividade doméstica se intensificou no primeiro trimestre. Além disso, destacou que informações recentes apontam para a retomada do investimento e para uma trajetória de crescimento, "no horizonte relevante", mais alinhada com o crescimento potencial.
Na avaliação do Comitê, a demanda doméstica continuará a ser impulsionada pelos efeitos defasados de ações de política monetária implementadas recentemente. Também auxiliará nesse processo a expansão moderada da oferta de crédito, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.

Desemprego sobe a 5,7% em março, mas é menor nível para o mês

A taxa de desemprego brasileiro aumentou ligeiramente no mês passado, a 5,7 por cento, ante 5,6 por cento em fevereiro, mas trata-se da menor nível histórico para março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
O resultado ficou abaixo do esperado em pesquisa da Reuters e igualou a menor projeção. A mediana das previsões de 25 analistas apontava para alta a 5,9 por cento, com as estimativas variando de 5,7 a 6,1 por cento.
Apesar de ser o menor resultado para março, a taxa de desemprego foi a maior leitura registrada desde junho do ano passado (5,9 por cento).
O desemprego atingiu no fim do ano passado 4,6 por cento, menor patamar desde o início da série histórica, em 2002. Normalmente, a taxa sobe no início do ano, quando os temporários contratados para a época das festas são dispensados.
O IBGE informou ainda que rendimento médio da população ocupada caiu 0,2 por cento no mês passado ante fevereiro, ao atingir 1.855,40 reais, o que representou ainda alta de 0,6 por cento sobre março de 2012.
Já a população ocupada recuou 0,2 por cento em março na comparação com fevereiro e cresceu 1,2 por cento ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 22,922 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas avaliadas.
A população desocupada, ainda segundo o IBGE, chegou a 1,373 milhão de pessoas em março, alta de 1,2 por cento ante fevereiro, mas queda de 8,5 por cento sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.
O desemprego se mantém em nível baixo no país, evidenciando que a recuperação frágil da economia vem tendo pouco impacto sobre o mercado de trabalho, que ajuda a manter a pressão sobre os preços num momento de forte preocupação com a inflação.
Na semana passada, o Banco Central destacou o nível elevado de inflação e a dispersão dos aumentos de preços ao decidir elevar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 7,50 por cento, dando início a um ciclo de aperto monetário.
O mercado de trabalho formal abriu, em março, 112.450 vagas, mas isso foi insuficiente para conter forte queda de 31 por cento do emprego no primeiro trimestre, registrando o pior desempenho em quatro anos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

Por lei, cirurgia reparadora de mama deverá ser realizada pelo SUS


O Sistema Único de Saúde (SUS) deverá passar a realizar cirurgia plástica reparadora da mama após a retirada em decorrência de câncer – preferencialmente no mesmo procedimento cirúrgico. A determinação foi publicada hoje (25) no Diário Oficial da União. A norma deverá entrar em vigor na mesma data de sua publicação.
De acordo com a Lei nº 12.802/13, quando existirem condições técnicas, a reconstrução deverá ser feita juntamente à retirada da mama e, no caso de impossibilidade de reconstrução imediata, a paciente será encaminhada para acompanhamento e terá garantida a realização da cirurgia logo após alcançar as condições clínicas requeridas.
Fonte: Uol

Sai modelo oficial de contrato para domésticas

Como fazer um bom contrato de trabalho? Em caso de doença, o que deve ser feito? Como recolher corretamente o FGTS? As trabalhadoras domésticas que buscam repostas para as principais dúvidas, assim como orientações sobre os direitos e deveres da categoria em sua nova fase, devem recorrer à Cartilha e ao Manual das Domésticas lançados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
 
Primeiro exemplar da cartilha foi entregue pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias, à presidenta da Federação das Domésticas, Creuza Maria Oliveira | Foto: Divulgação
Primeiro exemplar da cartilha foi entregue pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias, à presidenta da Federação das Domésticas, Creuza Maria Oliveira | Foto: Divulgação
 
O “Manual do Trabalhador Doméstico - Direitos e Deveres”, publicação oficial e bem detalhada apresenta todos os benefícios que devem ser exigidos pelas trabalhadoras, além de uma série de modelos oficiais de documentos que devem ser utilizados na relação formal com o patrão. Esses são os casos do contrato de trabalho, dos recibos de salário e do termo de rescisão contratual.
 
Com ilustrações e linguagem simplificada, a “Cartilha do Trabalhador Doméstico” é uma publicação de 22 páginas que, na forma de pergunta e resposta, sintetiza as dúvidas mais frequentes das empregadas. Por exemplo: “O horário de almoço está incluído nas 8 horas diárias e 44 semanais previstas na jornada de trabalho? Não”.
Depois de 24 anos de serviços prestados em uma mesma casa, a doméstica Denise Cristina Barcellos, que foi demitida em dezembro do ano passado e hoje trabalha temporariamente como diarista, reforça a importância da consulta aos materiais do MTE. “Eu não tive direito a quase nada na minha rescisão. Hoje certamente utilizaria a cartilha a meu favor”, disse ela.
 
PRINCIPAIS PONTOS DA CARTILHA
 
DIREITOS EM VIGOR
Salário mínimo; irredutibilidade de salário; décimo terceiro salário; duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e 44 horas semanais; gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; licença à gestante, etc.
 
FALTA REGULAMENTAR
Relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa; seguro desemprego, em caso de desemprego involuntário; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; salário família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda; assistência gratuita aos filhos e dependentes até 5 anos de idade em creches e pré-escolas; seguro contra acidentes de trabalho.
 
FOLGA NO FIM DE SEMANA
É possível estender a jornada de trabalho de segunda a sexta-feira e não trabalhar no sábado. É importante que essa compensação seja feita por escrito para que empregador e trabalhador estejam cientes da exata duração da jornada em cada dia.
 
HORÁRIO DE ALMOÇO
A hora de almoço não faz parte da jornada de 44 horas semanais. A jornada engloba apenas as horas que são destinadas ao trabalho. Os intervalos de descanso, salvo previsão legal expressa, não são computados na jornada de trabalho.
 
CONTROLE DO HORÁRIO
O trabalho se baseia na confiança mútua estabelecida entre as partes. Se houver indícios de que esse trabalhador está reduzindo a quantidade de trabalho em número de horas, poderá ser descontado o valor do respectivo salário, além de vir a caracterizar falta disciplinar punível pelo empregador.
 
Regulamentação vai destravar direitos; MEI é outro caminho
Em fase de regulamentação no Congresso, que vai definir os direitos e deveres que não estão esclarecidos no texto da Emenda Constitucional, o ponto que tem gerado ampla discussão é relativo ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Parte do parlamento defende a multa para a rescisão contratual seja de 5% a 10% sobre o saldo do FGTS. Os demais trabalhadores recebem 40%.
 
A presidente Dilma Rousseff pede agilidade no processo de regulamentação, que já dura três semanas. Caso a discussão não avance, não está descartada a possibilidade da presidente lançar um projeto de lei para regulamentar a questão. Dilma defende 40% de multa sobre o saldo do FGTS em caso de rescisão por parte do patrão (exceto para justa causa).
Outro encaminhamento para muitas domésticas, além de exercer a função de diarista, é seguir para o Microempreendedorismo Individual (MEI). Interessadas devem procurar o Sebrae.

Fonte: O Dia - Online

Governo prorroga medida que reduziu impostos sobre produtos da cesta básica


Prorrogada por mais por 60 dias a vigência da Medida Provisória 609, de 8 de março de 2013, que reduziu a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep, da Cofins, da Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação incidentes sobre a receita decorrente da venda no mercado interno e sobre a importação de produtos que compõem a cesta básica. A prorrogação é um ato da Mesa do Congresso Nacional, assinado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros.  
A desoneração de todos os produtos da cesta básica foi anunciada no mês passado pela presidenta Dilma Rousseff, durante pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão por ocasião do Dia Internacional da Mulher. Na ocasião, a presidenta destacou que, com a renúncia fiscal sobre os produtos da cesta básica, o governo vai abrir mão de R$ 7,3 bilhões por ano.  
No mês passado, o governo também ampliou o número de itens que compõem a cesta básica e a lista de produtos que terão impostos federais reduzidos a zero. A lista inclui carnes (bovina, suína, aves e peixe), arroz, feijão, ovo, leite integral, café, açúcar, farinhas, pão, óleo, manteiga, frutas, legumes, sabonete papel higiênico e pasta de dentes. Parte desses produtos já estava isenta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e agora serão liberados da alíquota de 9,35% do PIS/Cofins.