De
acordo com o documento, o tempo médio para as empresas públicas
acessarem os recurso é de 27 meses atualmente. Segundo a CNI, a “mera
unificação de procedimentos” possibilitaria a redução do tempo médio de
repasse para 18 meses, como ocorre com as companhias privadas.
Segundo
a confederação, o prazo superior a dois anos entre a apresentação do
projeto e o início das obras pode, por exemplo, tornar o projeto
obsoleto.
“O prazo de 27 meses é um grande empecilho para o
andamento adequado dos projetos e contribui para que ocorram
paralisações de obras em projetos de construção”, destaca o estudo.
A
CNI lembra que a meta do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) é
que os serviços sejam universalizados até 2033. No entanto, se mantido o
atual ritmo de investimentos, o país só terá cobertura completa de água
e esgoto duas décadas depois do previsto, em 2053, aponta a CNI.
A
média de investimentos no setor entre 2009 e 2014 foi de R$ 9,3
bilhões, valor consideravelmente inferior à previsão do Plansab, que
estabelecia a cifra de R$ 26,8 bilhões só para 2014.
Para
universalizar os serviços até 2033 seria preciso elevar a média de
investimentos para R$ 15,2 bilhões anuais, acrescentou a entidade.
Entre
as sugestões da CNI, estão a criação de um calendário fixo para
abertura dos editais, o que daria previsibilidade ao processo, e de um
sistema único de apresentação dos documentos voltados para o acesso a
recursos do FGTS.
“Tais alterações já seriam um passo importante
no sentido de possibilitar que haja um maior planejamento para a
apresentação de projetos atualizados e com qualidade além de evitar a
desnecessária apresentação duplicada de documentos”, diz a CNI.
A
confederação lembra que,segundo o último relatório de gestão do
FI-FGTS, emitido em julho de 2016, em dezembro de 2015 o fundo destinou a
maior parte dos recursos reservados para infraestrutura a empresas que
atuam nos setores de energia (R$ 10,7 bilhões), rodovias (R$ 3,2
bilhões), portos (R$ 2,4 bilhões) e ferrovias (R$ 1,9 bilhão).
O
montante para investimentos em saneamento foi de R$ 1,8 bilhão, sendo
considerados para o cálculo apenas os projetos em carteira.
Propostas
• Unificar o processo para entes públicos e privados
• Unificar os documentos apresentados e exigidos com uma só descrição para evitar interpretações diversas.
• Estabelecer um calendário anual com a previsão da abertura dos processos seletivos.
•
Aperfeiçoar a regulamentação de procedimentos para utilizar os saldos
residuais dos contratos para aporte ao valor financiado em outros
empreendimentos.
• Atualizar e reduzir a excessiva carga de documentos solicitados pelo Agente Operador/Financeiro,
• Elaborar tabela de referência sucinta
•
Apresentar as estimativas do projeto conceitual para cada intervenção e
seus respectivos custos orçados de maneira sintética, a partir da
tabela referencial do setor de saneamento, contemplando, ainda, custos
para adequação e recuperação de estruturas existentes, estudos,
projetos, gerenciamento, automação e combate de perdas etc.
•
Considerar que, durante as liberações de desembolsos, serão apresentados
os projetos detalhados referentes ao que foi apresentado no pedido de
desembolso.
• Permitir que os pagamentos referentes ao investimento sejam realizados em qualquer conta antes da contratação.
•
Aumentar o percentual de financiamento para a elaboração de projetos e
gerenciamento de obras de acordo com sua complexidade e habilitar o
financiamento das desapropriações.
• Revisar os procedimentos de
forma a desburocratizar o processo de tomada e desembolso de recursos e a
pacificação do entendimento sobre o nível de detalhamento da análise
feita pelos órgãos controladores e financiadores.
• Permitir que
haja uma linha de contingência de até 30% em relação aos investimentos
previstos, bem como permitir a correção dos investimentos previstos pela
inflação (Índice Nacional de Custo da Construção - INCC).
•
Digitalizar a entrega de documentos em um sistema único, de modo a
evitar o grande volume de papéis e a necessidade de entregar os mesmos
documentos posteriormente em uma agência da Caixa;
• Unificar a
opção de financiamento, contemplando diversos municípios, e elaborar um
descritivo sucinto das obras e valor estimativo, definindo Sistema de
Abastecimento de Água (SAA), Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) e
outros. Após as licitações/contratações das obras pelo Agente Promotor, a
Caixa analisaria os projetos, orçamento e demais documentos pertinentes
e aprovaria o valor/projeto daquela etapa licitada.
Fonte: Agência Brasil
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