Além de permitir que os comerciantes
cobrem preços diferenciados para um mesmo produto em função da forma de
pagamento, a medida possibilita a variação do valor em função do prazo
de pagamento.
Entre as mudanças feitas pelo Congresso ao texto
original está a obrigação do fornecedor de informar, em lugar visível,
os descontos que são oferecidos, tanto com relação ao meio de pagamento
quanto em relação ao prazo. O comerciante que não cumprir essa regra
estará sujeito a multas previstas no Código de Defesa do Consumidor.
A
diferenciação de preços já estava valendo, uma vez que ela foi
apresentada por meio de MP. No entanto, como sofreu alterações durante a
tramitação no Legislativo, precisa ser sancionada pela Presidência da
República para virar lei.
A MP foi apresentada pelo Executivo, em
meio a um pacote de medidas macroeconômicas que foram publicadas sob a
justificativa de possibilitar o aumento da produtividade no país.
A
expectativa é de que, ao permitir a diferenciação de preços, ela
estimule a queda do valor médio cobrado pelos produtos, de forma a
evitar que consumidores que não usam o cartão como forma de pagamento
paguem as taxas dos cartões, quando embutidas nos preços dos produtos.
Reunião
Nesse
domingo (25) à noite, o presidente Temer se reuniu com parlamentares e
ministros no Palácio do Alvorada. Oficialmente, a reunião foi feita com o
objetivo de “discutir a pauta de votações no Congresso”. Participaram
dela o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os líderes do
governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), e na Câmara, Aguinaldo
Ribeiro (PP-PB).
Também estiveram presentes os ministros da
Fazenda, Henrique Meirelles, da Justiça e Segurança Pública, Torquato
Jardim, da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Secretaria de Governo da
Presidência, Antônio Imbassahy, da Secretaria-Geral da Presidência da
República, Moreira Franco, do Gabinete de Segurança Institucional,
Sérgio Etchegoyen, e das Relações Exteriores, Aloysio Nunes.
Fonte: Agência Brasil
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