As estimativas estão acima do
centro da meta de inflação de 4,5%. O limite superior da meta de
inflação é 6,5%, este ano e 6% em 2017. É função do Banco Central fazer
com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para
influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a
taxa básica de juros, a Selic.
Quando o Comitê de Política
Monetária (Copom) do Banco Central aumenta a Selic, o objetivo é conter a
demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais
altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom
reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato,
com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle
sobre a inflação.
Juros
O BC tem que
encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de
modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo
Conselho Monetário Nacional. Na semana passada, o Copom decidiu manter a
taxa Selic em 14,25% ao ano por considerar que a inflação acumulada em
12 meses é alta e as expectativas para o índice de preços estão distante
da meta. Por isso, o comitê disse que não havia espaço para redução da
taxa básica.
A mediana (desconsidera os extremos nas projeções)
das expectativas das instituições financeiras para a Selic, passou de
12,88% para 13% ao ano, ao final de 2016, e segue em 11,25% ao ano, no
fim de 2017.
A estimativa de instituições financeiras para a
queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços
produzidos no país, foi alterada de 3,71% para 3,60%. Para 2017, a
estimativa de crescimento passou de 0,85% para 1%.
A projeção
para a cotação do dólar ao final de 2016 caiu de R$ 3,68 para R$ 3,65.
Para 2017, a estimativa passou de R$ 3,85 para R$ 3,81.
Fonte: EBC
Nenhum comentário:
Postar um comentário