Indicador registrou 587,5 mil tentativas no acumulado de janeiro a abril deste ano, queda de 11% em relação a 2015
Segmento de telefonia é o mais afetado, sendo responsável por 41,9% do total de tentativas de fraude
No
Brasil acontecem cerca de 4,7 mil tentativas de fraude de identidade
por dia, segundo o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes.
Em abril, foram 141.008 tentativas, nas quais dados pessoais são usados
por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica ou obter
crédito com a intenção de não honrar os pagamentos.
O indicador
registrou 587.518 tentativas de fraudes no acumulado de janeiro a abril
deste ano. Em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o índice
apresentou 660.443, houve queda de 11%.
Segundo economistas da
Serasa Experian, com o atual crescimento do desemprego e a recessão
econômica, é menor o número de pessoas no varejo ou buscando crédito, o
que reduz automaticamente o número de potenciais alvos dos fraudadores
na captura de informações. No entanto, a quantidade de tentativas de
golpes aplicada diariamente no Brasil ainda é considerada bastante
elevada.
O segmento de telefonia é o mais afetado, sendo responsável por 41,9%
do total de tentativas de fraude identificadas em abril (59.143). Isso
significa que os dados pessoais dos consumidores são utilizados por
terceiros para abertura de contas de celulares ou compra de aparelhos,
por exemplo. Em relação a março de 2016, houve queda de 9,5% nas
tentativas de fraude neste segmento.
Caso a fraude no segmento de
telefonia seja bem sucedida, funciona como uma “porta de entrada” para
os fraudadores poderem aplicar golpes de maior valor em outros setores
da economia. Os golpistas costumam comprar telefones para gerarem um
comprovante de residência e, assim, abrir contas em bancos para pegar
talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários
em nome de outras pessoas.
O segmento de serviços vem em seguida
no ranking dos setores com mais tentativas de fraude identificadas pelo
indicador em abril (41.117), representando 29,2% do total. Na comparação
com março de 2016, a queda foi de 14,0%. O terceiro segmento mais
afetado é o de bancos e financeiras, com 19,9% do total (28.129). Na
comparação com março de 2016, houve queda de 9,4%.
Principais tentativas de golpe apontadas pelo indicador
1) Compra de celulares com documentos falsos ou roubados;
2)
Emissão de cartões de crédito: o golpista solicita um cartão de crédito
usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a
vítima e o prejuízo para o emissor do cartão;
3) Financiamento de
eletrônicos (Varejo) – o golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho
de som, celular etc.) usando uma identificação falsa ou roubada,
deixando a conta para a vítima;
4) Abertura de conta: golpista
abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada,
deixando a “conta” para a vítima. Neste caso, toda a “cadeia” de
produtos oferecidos (cartões, cheques, empréstimos pré-aprovados)
potencializa possível prejuízo às vítimas, aos bancos e ao comércio;
5)
Compra de automóveis: golpista compra o automóvel usando uma
identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima;
6)
Abertura de empresas: dados roubados também podem ser usados na
abertura de empresas, que serviriam de ‘fachada’ para a aplicação de
golpes no mercado.
Confira abaixo 10 dicas para o consumidor se proteger das fraudes
No mundo físico
1)
Não perder de vista seus documentos de identificação quando solicitados
para protocolos de ingresso em determinados ambientes ou quaisquer
negócios; do mesmo modo, não deixar que atendentes de lojas e outros
estabelecimentos levem seus cartões bancários para longe de sua presença
sob a desculpa de efetuar o pagamento;
2) Tomar cuidado ao
digitar a senha do cartão de débito/crédito na hora de realizar
pagamentos, principalmente na presença de desconhecidos;
3) Não informar os números dos seus documentos quando preencher cupons para participar de sorteios ou promoções de lojas.
No mundo virtual
4)
Ao ingressar em um site, verificar se possui certificado de segurança.
Para isso, basta checar se o http do endereço vem acompanhado de um “s”
no final (https). Há ainda certificados que ativam um destaque em verde
na barra do navegador;
5) Não fazer cadastros em sites que não sejam de confiança;
6) Ter cuidado com sites que anunciam oferta de emprego ou produtos por preços muito inferiores ao mercado;
7) Não compartilhar dados pessoais nas redes sociais que podem ajudar os golpistas a se passarem por você;
8)
Manter atualizado o antivírus do seu computador, diminuindo os riscos
de ter seus dados pessoais roubados por arquivos espiões;
9) Evitar realizar qualquer tipo de transação financeira utilizando computadores conectados em redes públicas de Internet;
10) Ao usar computadores compartilhados, verificar se fez o log off das suas contas (e-mail, internet banking, etc.).
Fonte: Brasil Econômico

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