Além de se proteger com ações simples, usuário deve estar atento com ataques virtuais por meio de sites e anúncios
Ao
navegar na internet, o usuário está exposto a pequenas armadilhas
feitas por quem pretende capturar suas informações. Em alguns casos, os
golpes virtuais são feitos por meio de anúncios falsos que enganam o
usuário e baixam arquivos indesejados, mas podem ser ainda mais
avançados. Alguns cibercriminosos criam sites falsos de lojas virtuais,
copiando toda a aparência da página verdadeira em outro endereço. O
objetivo é conseguir as informações pessoais como documentos e cartões
de crédito em formulários falsos.

Anúncios falsos imitam o verdadeiro link de download para o usuário baixar arquivos indesejados
Botões de download falsos
Alguns
sites de compartilhamento de arquivos exibem imagens que simulam
o botão de download, mas direcionam para páginas que o usuário não
deseja. Estes botões são anúncios criados para enganar o usuário. "É
cada vez mais difícil para o usuário adivinhar qual o botão verdadeiro
de download. Algumas propagandas se aproveitam que o usuário está em um
site de download para enganá-lo", explica
Fabio Assolini, analista de segurança da Kaspersky Lab.
Uma
das saídas é usar bloqueadores de anúncios, que ajudam a remover boa
parte das propagandas do site. Além disso, é importante reparar se
existem redirecionamentos suspeitos antes do início do download e se a
extensão do arquivo é realmente a esperada. Se você deseja baixar
músicas, vídeos ou textos e a extensão é ".exe", não baixe o arquivo.
Não deixe programas desatualizados!
Estar
com a versão mais recente de programas no computador é tão importante
quanto manter os aplicativos do smartphone ou tablet atualizados. De
acordo com Assolini, muitos usuários mantém versões antigas de plugins
como Flash ou Java. Em geral, novas versões não apresentam novidades tão
visíveis, entretanto, as fabricantes lançam atualizações para corrigir
falhas de segurança recém-descobertas. "Os cibercriminosos infectam o
site e verificam qual versão do Flash você esta utilizando", explica
Assolini.
Reprodução
Cadeado e o "https" na barra de endereços indicam que a conexão da página é particular
Compras online: atenção ao cadeado
O
risco de compras na internet é menor se o site utilizar um protocolo
seguro, ou seja, um cadeado na barra de endereços. A segurança também é
confirmada por meio do "https://" no início da URL. Assim como o ícone,
esse código indica que a página utiliza um certificado de
segurança válido e confiável e que o site está usando criptografia. Esse
nível de segurança não é obrigatório em páginas que não recebem
informações do usuário, mas são essenciais em endereços que pedem dados
particulares, como lojas virtuais e redes sociais. "Se a página não
tiver, isso é um sinal ruim: ou você está em um site falso, ou o dono do
site não tem respeito pelos dados do usuários", afirma Assolini.
Redes Wi-Fi públicas
Muitos usuários se conectam em redes Wi-Fi em locais públicos
para conseguir navegar sem gastar o plano de dados. Mesmo quando possuem
senha, estas conexões podem permitir que as informações enviadas pelo
usuário recebam a interferência de cibercriminosos. Se esses dados que
transitam na rede não estiverem cifrados, os dados podem ser roubados
facilmente.
Para evitar problemas enquanto estiver conectado ao
Wi-Fi público, visite somente páginas que não pedem informações
particulares e evite "acessar conta em banco, fazer compra online ou
preencher formulários com senhas porque alguém mais pode estar
capturando essas informações", sugere José Matias Neto, diretor para
suporte técnico da Intel Security.
Conteúdo publicado nas redes sociais
O usuário
também deve se atentar com o conteúdo publicado na internet. Em alguns
casos, o cibercriminoso utiliza apenas o que está disponível nas redes
sociais. As plataformas podem ser o caminho para crimes virtuais quando
os usuários publicam tudo sobre suas vidas.
É importante ter em
mente que, após a publicação, o usuário não tem mais controle sobre quem
realmente teve acesso ao conteúdo. Nese caso, a dica é "tomar cuidado
com o que você conta na internet. Os atacantes invadem a internet
buscando esse tipo de informação", explica Matias Neto.
Fonte: Brasil Econômico
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