Com o aumento de até 13,55% nos planos de saúde individuais
autorizado pela Agência Nacional de Saúde (ANS), famílias já começam a
repensar o orçamento ou pensam até mesmo em cancelar o plano. Quem
possui planos individuais e familiares vai pagar mais caro pelos
contratos que vão vencer já a partir deste mês, mas com retroatividade a
maio. Esse é o maior aumento autorizado nos últimos 15 anos.
Os
principais atingidos são os idosos, que usualmente possuem as maiores
mensalidades dos planos de saúde. Esse é o caso da dona de casa Lourdes
Bastos, de 62 anos. Ela e o marido, de 69, que ganha um salário mínimo
de aposentadoria, pagam R$ 1.289,72 por um plano de saúde básico, que
além de exames e consultas dá direito a internação em enfermaria. Com o
novo reajuste, o casal poderá ter um acréscimo de R$ 174,75 ao mês para
ter direitos aos benefícios.
“É uma diferença muito grande no
nosso orçamento. Nosso desejo era não pagar, mas nossos filhos pediram
para termos por causa da idade. Só aceitamos porque eles ajudam a
pagar”, contou Lourdes.
Porém, ela ainda vai sentar com os filhos e
conversar para saber em que contas vão fazer cortes para conseguir
arcar com esse aumento. “Talvez a gente opte por baixar a categoria do
plano para ter preço mais acessível”.
Quem também não ficou
satisfeito com o aumento foi o autônomo Roberto Brito, de 42 anos, que
possui o plano para ele, a esposa e o filho. Ele contou que não acha
justo o reajuste por causa da qualidade do serviço, principalmente pelas
consultas e locais de exames.
“Esperava conseguir atendimento em
regiões variadas. E também é difícil ter atendimento com o mesmo médico,
os profissionais credenciados estão sempre mudando”, disse.
Fonte: O Dia
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