quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Planeta mais quente nos deixa com as cabeças mais quentes?

Imagem | Patrick Leger
Segundo indica matéria da Time, uma seca na Índia, uma onda de calor nos Estados Unidos ou uma mudança extrema de chuva na África, Ásia ou América do Sul tendem a produzir os mesmos resultados: mais guerras, assassinatos, tumultos e violência doméstica.
O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley. O Prof. Solomon Hsiang, autor principal da pesquisa, disse ao jornal Science que ele e seus colegas analisaram 60 cenários de mudança climática e conflito humano em vários níveis, de violência doméstica ao colapso de civilizações inteiras. A íntima conexão entre clima e interações humanas pode ter contribuído, por exemplo, para a queda dos impérios chinês e maia. 
Temperaturas mais altas provocam o maior efeito em conflitos humanos, de acordo com o levantamento. Um aumento de 5 graus Fahrenheit num condado norte-americano por um mês, por exemplo, poderia aumentar os índices de violência pessoal como assaltos, assassinatos e também violência doméstica em 4%. Já os riscos de guerra civil, distúrbios de ordem pública e violência étnica poderiam subir 14%. A incidência de chuvas e os períodos de seca também mostraram ligações com os índices de violência em diferentes locais.
Em níveis populacionais, mudanças climáticas podem também causar efeitos mais indiretos na estabilidade social: se colheitas forem perdidas devido a secas ou inundações, por exemplo, a migração de pessoas pode provocar conflitos à medida que as comunidades passam a disputar recursos mais limitados.
O Dr. Mark Shapiro, que é Centro Médico da Universidade de Duke e que já publicou uma pesquisa anterior explorando conexões entre calor e assaltos, indica que ainda não está claro se o aumento das temperaturas globais necessariamente levará a mais conflitos. Contudo, Hsiang alerta para a tendência de que isso ocorra. “Nós precisamos entender por que as mudanças climáticas causam conflitos para que possamos ajudar as sociedades a se adaptarem a esses eventos e evitar a violência”, diz o professor.
Fonte: Uol - Consumidor Moderno

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