A
avaliação é da coordenadora de Índices de Preços do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos,
que comentou hoje (9) o comportamento dos preços que compõem o
indicador.
Segundo ela, embora tenha subido em abril, a inflação
medida pelo IPCA, se comparada aos três primeiros meses do ano,
apresentou redução de preços, principalmente por causa da menor pressão
dos preços controlados, sobretudo da energia elétrica, que, após fechar
março com variação de 22,08%, despencou para apenas 1,31% em abril.
Ainda
assim, os preços da tarifa de energia elétrica já acumulam alta de
38,12% nos primeiros quatro meses do ano e de 59,93% no acumulado dos
últimos 12 meses.
“A história dos índices mostra que os preços administrados tiveram
elevação forte nos primeiros três meses do ano, consumindo parcela
significativa do orçamento das famílias. Entretanto, em abril a pressão
não foi tão forte. Isso não deve ocorrer em maio, quando estão previstos
novos aumentos dos [preços] administrados, como água, esgoto e
novamente energia. Os pedidos extraordinários foram realizados, embora
em menor escala”, disse Eulina.
Para a coordenadora do IBGE,
haverá também a pressão dos preços dos serviços, "que teimam em se
manter em patamar elevado, e dos alimentos, principalmente o tomate, que
voltou a pressionar a inflação".
De acordo com Eulina Nunes,
apesar da queda, 0,71% ainda é um patamar elevado, com vários itens que
compõem o consumo das famílias apresentando resultados significativos e
contaminados pela alta dos preços controlados, como é o caso da energia
elétrica que influencia toda a cadeia de produtos.
"O reajuste
dos administrados, inclusive e especialmente energia, combustível e taxa
de água de esgoto, está presente em diversos outros itens da economia,
penalizando o bolso do consumidor."
A coordenadora do IBGE
lembrou que a variação de preços dos produtos monitorados acumula
inflação de 9,31% nos quatro primeiros meses do ano, enquanto o IPCA
acumula alta de 4,56%. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada de preços
administrados alcança 13,39%, enquanto a inflação do período é 8,17%.
Fonte: Agência Brasil
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