Depois do aumento de água e energia elétrica, mais uma medida vai
deixar o bolso do brasileiro mais apertado. O setor de bebidas frias -
que engloba cervejas, refrigerantes, águas, energéticos e isotônicos -
tem um novo modelo de tributação a partir de março. De acordo com a
Receita Federal, o aumento médio da tributação das bebidas será de 10%.
A
Lei Federal 13.097 trouxe alterações em janeiro, mas o decreto só foi
publicado no último dia 30 de abril. O Fisco explicou que a decisão de
repassar essa alta dos tributos para os preços depende dos fabricantes. A
expectativa do Governo Federal é de arrecadar R$ 868 milhões a mais
neste ano, R$ 2,05 bilhões em 2016, R$ 2,31 bilhões em 2017 e R$ 3,26
bilhões em 2018 com o novo modelo de tributação.
Proprietários e consumidores devem se adaptar ao aumento
Com
o aumento da tributação de bebidas frias, os proprietários de bares e
restaurantes podem ser prejudicados. O dono de bar José Augusto Basso
diz que esse aumento é ruim para ele como empresário, que perde clientes
e tem uma margem e lucro menor, e também para o consumidor, que paga
mais caro. Além disso, explica que “Não tem como mudar os preços a cada
aumento de imposto. Temos que mantê-los por, pelo menos, três meses. O
problema é que os aumentos são frequentes”.
Aqueles que têm o
hábito de sair e gastar com bebidas nesses tipos de estabelecimentos
devem se adaptar ao aumento, podendo diminuir a quantidade do consumo ou
a frequência das saídas.
CervBrasil apoia a medida
A
Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) declarou que
as negociações com o novo modelo vinham sendo feitas desde o ano
passado, o que deu tempo para os fabricantes se programarem.
“O
novo modelo traz melhorias e avanços, já que implica em simplificação do
sistema tributário e garante previsibilidade dos negócios tanto para o
governo quanto para o setor. Haverá um impacto para o setor com aumento
da arrecadação para o governo, mas que poderá ser absorvido pelo
mercado. O setor acredita na continuidade do ciclo virtuoso de aumento
de investimentos, geração de empregos e do crescimento da arrecadação
suportado na expansão da indústria”, declara a CervBrasil.
Fonte: Reclame Aqui
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