quinta-feira, 7 de maio de 2015

Tributos sobre bebidas frias aumentam e devem afetar bolso do consumidor

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Depois do aumento de água e energia elétrica, mais uma medida vai deixar o bolso do brasileiro mais apertado. O setor de bebidas frias - que engloba cervejas, refrigerantes, águas, energéticos e isotônicos - tem um novo modelo de tributação a partir de março. De acordo com a Receita Federal, o aumento médio da tributação das bebidas será de 10%.
A Lei Federal 13.097 trouxe alterações em janeiro, mas o decreto só foi publicado no último dia 30 de abril. O Fisco explicou que a decisão de repassar essa alta dos tributos para os preços depende dos fabricantes. A expectativa do Governo Federal é de arrecadar R$ 868 milhões a mais neste ano, R$ 2,05 bilhões em 2016, R$ 2,31 bilhões em 2017 e R$ 3,26 bilhões em 2018 com o novo modelo de tributação.

Proprietários e consumidores devem se adaptar ao aumento

Com o aumento da tributação de bebidas frias, os proprietários de bares e restaurantes podem ser prejudicados. O dono de bar José Augusto Basso diz que esse aumento é ruim para ele como empresário, que perde clientes e tem uma margem e lucro menor, e também para o consumidor, que paga mais caro. Além disso, explica que “Não tem como mudar os preços a cada aumento de imposto. Temos que mantê-los por, pelo menos, três meses. O problema é que os aumentos são frequentes”.
Aqueles que têm o hábito de sair e gastar com bebidas nesses tipos de estabelecimentos devem se adaptar ao aumento, podendo diminuir a quantidade do consumo ou a frequência das saídas.  

CervBrasil apoia a medida

A Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) declarou que as negociações com o novo modelo vinham sendo feitas desde o ano passado, o que deu tempo para os fabricantes se programarem.
 “O novo modelo traz melhorias e avanços, já que implica em simplificação do sistema tributário e garante previsibilidade dos negócios tanto para o governo quanto para o setor. Haverá um impacto para o setor com aumento da arrecadação para o governo, mas que poderá ser absorvido pelo mercado. O setor acredita na continuidade do ciclo virtuoso de aumento de investimentos, geração de empregos e do crescimento da arrecadação suportado na expansão da indústria”, declara a CervBrasil.
Fonte: Reclame Aqui

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