quinta-feira, 5 de abril de 2012

Otimismo do brasileiro cresce em relação à situação econômica do País

O otimismo das famílias brasileiras com relação à situação socioeconômica do País no curto prazo avançou em março de 2012, em relação a fevereiro deste ano.
Segundo revela o IEF (Índice de Expectativas das Famílias), divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no terceiro mês do ano, 66% da população acreditava que o Brasil passaria por melhores momentos nos próximos 12 meses. Em fevereiro, a taxa foi de 63,2%.
Na avaliação regional, o Centro-Oeste e o Norte foram as regiões que apresentaram as expectativas mais otimistas quanto à situação econômica no País nos próximos 12 meses, com taxas de 90,2% e 77%, respectivamente. Nordeste e Sudeste ficaram com 65,1% e 63,4%, nesta ordem. Já no Sul, o percentual de otimismo foi de 56,8%.
Renda e escolaridade 
Ao analisar a renda, o estudo mostra que, entre os que ganham mais de 10 salários, 81,93% esperam por melhores momentos. Em seguida, aparecem os que recebem de 4 a 5 salários, com 71,76% de respostas positivas. Entre aqueles com ganhos de cinco a dez salários mínimos, 67,61% acreditam em melhora, percentual que cai para 67,01% e 63,94%, respectivamente, entre os que ganham de 2 a 4 salários e de 1 a 2 salários.
O percentual é ligeiramente inferior entre os que ganham até um salário mínimo: 60,22% acreditam que a situação será melhor.
Em termos de escolaridade, entre aqueles que esperam por melhores momentos da economia brasileira no próximo ano estão, em primeiro lugar, os que têm superior completo ou pós-graduação (75,9%), seguidos por aqueles com superior incompleto (74,66%). O menor percentual de otimismo foi verificado entre aqueles com fundamental incompleto (60,15%).
Otimismo para os próximos cinco anos
 O Ipea também mensurou o otimismo das famílias para os próximos cinco anos e constatou que 60,1% acreditam que a economia do País passará por melhores momentos no período. O maior grau de otimismo encontra-se nas famílias que vivem no Centro-Oeste, onde 89,1% das famílias esperam melhora.
Já as famílias que vivem na região Norte foram as que apresentaram o menor nível de otimismo, com 46,3% delas acreditando em melhora nos próximos cinco anos. No Nordeste, 71,7% esperam melhora; no Sul, o percentual alcança 56,8% e, no Sudeste, 51%.
Piores momentos 
No geral, 22,7% das famílias acreditam que o País passará por piores momentos na economia nos próximos 12 meses. Das regiões, o pessimismo é maior no Sul, atingindo 28,1%.
Considerando as expectativas para os próximos cinco anos, 16,8% dos brasileiros estão descrentes. O maior grau de pessimismo está novamente na região Sul, onde 26,8% das famílias acreditam em piores momentos para o País.

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